<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007</id><updated>2012-02-08T07:22:25.409-08:00</updated><title type='text'>casulo cego</title><subtitle type='html'>Olhares e vôos:
Kezo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6675850563362108453</id><published>2012-02-08T04:10:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T04:12:21.069-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;p { margin-bottom: 0.21cm; }&lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;O que é felicidade, meu amor.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  Existem pessoas que vieram a este mundo para semeá-lo com beleza. Passeando pelos nossos desertos esbarramos com uma esperança, um sopro frio na tez avermelhada pelo incansável calor de nós mesmos. As moléculas vibram num balé sutil, e assim nos esbaldamos nesta água límpida que é a música, este reflexo brilhante e fluente que paira sobre a areia escaldante. De repente, a sede cessa. Seu corpo se eleva e relaxa. Seu coração se espreguiça.  As notas tocam sua pele e você num passe de mágica, parece saber o caminho. Certos homens se escondem atrás das dunas e nos presenteiam com brisas leves. Um Jobim. Ele vem ao mundo, dá meia-dúzia de sorrisos e singelamente acaricia as teclas certas do piano.   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  Ali está você, no cinema. E dali vem essa música. Você foi semeado com uma felicidade possível, uma paz. Esse ser humano nasceu, viveu e se foi. E nos deixa não um legado, porque a palavra legado é pesada, digna de cofres impassíveis. Não é isso. É algo mais leve, um segredo no ouvido. Jobim sussurra, e com a leveza de um perfume sutil, nos dá um alento. E este alento roda o mundo, dança no salão com todas as moças e todos os rapazes. Encanta, e como canta, apela por uma paciência, uma calma: as notas no lugar certo, com imensa delicadeza. É como andar em direção a porta e este sorridente cavalheiro se antecipa, lhe dá passagem, um ato de gentileza. A música de Jobim é esta gentileza que passa pelo seu corpo, lhe pede pouco e lhe dá tanto. Uma música complexa, cheia de acordes, cordas, coros. Mas veja bem, a beleza é assim: você olha ao longe, ela se esquiva elegante, sabe que  está sendo observada. É simples, ela te toca, você amolece. A questão não é saber tudo para fazer igual. A questão é saber o suficiente, e ter elegância para apertar os botões do paletó,  para folgar a gravata e carregar o estojo do violão no aeroporto.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  E veja só: o vistoso rapaz é brasileiro. Você saí do shopping center onde está o cinema, lá fora está um calor, as motos se amontoam, o ruído da rua é impiedoso. Mas você internamente está sentado nas almofadas que o Senhor Jobim colocou no seu coração. O que os olhos perseguem lá fora, o sangue correndo quieto como um acorde em dois por quatro silencia. Ganhamos este presente: nascemos neste pedaço de terra, o mesmo onde nasceu este moço. Ele e eu, nos encaixamos de alguma forma, como um Lego. Eu sei dessa brisa, eu sei desse sol, eu sei dessa calma. Agradeço profundamente este presente, Mister Jobim. É como se eu atravessasse um lago denso pisando nessas pedrinhas que são suas mãos no piano. Viver é esta brincadeira.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  O cinema vazio, quatro pessoas. E você apenas assiste embasbacado a ciência de viver pra não sofrer. Está lá. E sem mais, parafraseando o fugaz artista do momento, disparo: Jobim, assim você me mata. E de tantas mortes imbecis deste mundo, esta vale e se transmuta em um Jobim eternamente vivo. Sinatra sentado, se pergunta: como pode, tanta elegância? Nascer brasileiro é coisa para poucos. Assim como é para poucos a consciência do que é ser brasileiro. Paciência.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; font-family: trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;   Stan Getz improvisa. O piano entra, naquela simplicidade desconcertante. A seu modo Jobim foi mestre na ciência do viver: cada nota no seu lugar, nem antes, nem depois. E eu que era triste, descrente deste mundo, encontrei esta felicidade em forma de música, sentado numa poltrona de cinema. O cinema, sempre tão generoso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6675850563362108453?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6675850563362108453/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6675850563362108453&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6675850563362108453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6675850563362108453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2012/02/p-margin-bottom-0.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-7275457210200059335</id><published>2011-02-14T11:06:00.000-08:00</published><updated>2011-02-14T11:13:44.489-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;Uma carta para meu filho, dentro de uma garrafa pet vazia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Escrever é delinear no invisível aquilo que assenta, que conecta chão e pé. No apático corroer das horas, vamos nós deitar as palavras no chão frio do possível, para assim dizer: que corra o rio. E este é um texto sobre causalidade, sobre como a vida se equilibra na produção de sentido: se eu faço, eu sou.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Vivemos em um mundo, que acima de tudo, valoriza as conexões. Hoje, viver é se conectar: se conectar com uma função no labor, se conectar com prioridades familiares, se conectar com pessoas. Quem não se conecta, como o nomeamos? Mais crucial do que se conectar, é fazer as conexões certas, diria a cartilha do mundo moderno. Afinal, como fazer valer nossa presença na terra? Já temos os números que nos definem: RG, CPF. Siglas que nobremente nos validam. Vivemos, sustentamos nossos desejos, nos colocamos em uma posição a mais vantajosa possível, nos classificamos mentalmente de acordo com o carro de dirigimos, a casa onde moramos. E calmamente nos realizamos na diferença ante o outro. Eu faço sentido se trabalho, se o fruto do meu trabalho me insere na roda das obrigações que caracterizam um homem que consome aquilo que lhe convém, não porque precisa apenas, mas porque assim é a exigência de uma historicidade moderna. A criança suja rastejante é um inconveniente. O trânsito encalacrado é um fator gerador de consternação. O trabalho que não traz o retorno financeiro desejado de acordo com sua ideia mental de sucesso é um constante motivo de irritação. E se você não trabalha, não consome e não se engaja? O que é ser livre hoje? É poder pagar contas? É poder sustentar vontades? É atingir um certo nível na carreira? Quem não vê sentido, como o nomeamos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; A comunicação se tornou uma característica marcante hoje, ano de 2011. Imagine uma pessoa no ano de 1946, a ouvir um visitante dos dias atuais: em 2011, todos se conectam na velocidade de um movimento do dedo indicador; conseguimos ver pessoas em tempo real, a milhares de quilômetros, conversar com elas; temos informação sobre o mundo todo, a qualquer momento, a custo razoavelmente baixo; podemos ouvir música em um aparelho de bolso que carrega 50 discos ou mais; assistimos filmes em três dimensões; os bancos funcionam a partir de nossas casas; os veículos são muito bonitos, e podemos dirigir orientados por aparelhos via satélite, que nos dizem onde estamos e pra onde devemos ir; os aparelhos hospitalares nos dizem em horas tudo que se passa no nosso corpo; tiramos fotografias com um aparelho que pode armazenar milhares de fotos, acessíveis a qualquer momento, sem usar papel. 2011 é a perfeição E mesmo assim, a criança suja rasteja no meio fio, brincando com uma garrafa pet vazia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Então me pergunto, seria este um belo futuro? Não. Porque somos fracos. Colocamos nossa capacidade criativa em modo de alta-velocidade, e assim, não conseguimos enxergar a face do outro. Você consegue ver a face de alguém, dirigindo a 150 por hora? Nos colocamos na incômoda posição de ter sempre algo a provar, e assim nos esquecemos de saborear a paz do simples ato de ser. As crianças nascem, e a ordem para elas é clara: acelerar. Mas para onde? Se uma criança rasteja com uma garrafa pet? Para onde ela vai com essa garrafa? Para onde o homem vai, com tanta velocidade, tanta inovação, tanta agilidade? Hoje tem gente que não vive sem celular, tem gente que não vive sem computador, tem gente que não vive sem Facebook, tem gente que não vive sem GPS, tem gente que não vive sem Playstation. E tem gente que não vive porque não come, porque não recebe assistência médica, porque não encontra uma casa, porque não tem sapatos, porque não toma banho há meses, porque não sabe ler, porque não encontra emprego. Tem gente que não vive sem uma garrafa pet vazia para brincar. Uma garrafa de Sprite vazia. E assim vamos todos juntos, fazendo sentido, cobrindo nossos buracos com chiclete.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Em que momento da história o homem perdeu contato com a realidade? Em que momento da história a infelicidade de um tornou factível a felicidade do outro, e isso passou batido? Isso passou batido. Hoje tudo passa batido. Porque essa é a ordem: acelerar. Se eu puder, direi a meu filho: puxe o freio de mão. Observe. Quando o rebanho estiver todo indo para apenas um lado, olhe pro outro lado. Observe. Não acelere sem antes se certificar que seus dois pés estão no chão, fincados na base sólida do discernimento básico: a felicidade de nenhum homem vale a infelicidade de outro. Vou dizer a ele: não adianta você competir, não adianta você vencer, não adianta você ser qualificado, não adianta você ter dinheiro, não adianta você ter mil amigos, não adianta nada disso, se você não for um ser humano totalmente consciente da sua condição de fragilidade, e totalmente consciente da sua similaridade com o outro, seja ele quem for. Se sentir deslocado no mundo é um brinde da tripulação para quem voa na nave terra. Não se preocupe, eu lhe direi.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Mas andar pelo planeta hoje é atestar o fracasso do homem em conseguir acessar o simples. Não conseguimos. Fomos a lua, e a lua está lá, rindo de nós: pra quê ter ido tão longe, se tão perto estava o que valia, e nada foi visto nem percebido?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Para muitos hoje o futuro promete, porque a tecnologia está ficando cada vez mais barata. E eu acho que em nada promete, porque mais barata que a tecnologia, ficará a vida.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" face="trebuchet ms" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Na minha frente agora, o Facebook. Há minutos, uma ligação da Net, me oferecendo um plano mais barato, para uma televisão de plasma que não tenho. Soa coerente pra eles que eu mude meu plano para HD, tendo uma televisão de tubo. E este é o problema: talvez hoje tudo soe coerente demais. E antes que alguém pergunte, não escrevo esse texto porque é meu filho que rasteja com a garrafa pet. Mas é como se fosse. Por isso, o texto. Por isso, essa dor. Por isso, esse sentimento de desencaixe.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Lá fora, o tradicional temporal de fim de tarde na cidade de São Paulo. Em 1946, garantido: menos velocidade, talvez mais paz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-7275457210200059335?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/7275457210200059335/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=7275457210200059335&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7275457210200059335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7275457210200059335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2011/02/uma-carta-para-meu-filho-dentro-de-uma.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-531944803313323424</id><published>2010-09-29T15:47:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T15:55:19.856-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;p { margin-bottom: 0.21cm; }&lt;/style&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms; color: rgb(0, 0, 0);" align="CENTER"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms; color: rgb(0, 0, 0);" align="CENTER"&gt;&lt;style type="text/css"&gt;p { margin-bottom: 0.21cm; }&lt;/style&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms; color: rgb(0, 0, 0);" align="CENTER"&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;A humanização do ensino musical: identidades, possibilidades e aberturas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;“What can help us to design the human orchestra of life?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Herbie Hancock&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Qual o objetivo maior da educação? Acessar no homem aquilo que o eleva a um patamar de ser consciente da sua condição coletiva, onde cada um é o mesmo. A vida em sociedade tem-se caracterizado por uma busca centrada no poder absoluto do eu, em detrimento de uma abordagem que abarca o eu, e sem o anular, abre o campo de visão do homem para que seja descoberta uma noção equilibrada de humanidade. É crucial nos perguntarmos o que nos caracteriza enquanto humanos, uma pergunta que certamente a ciência não hesitará em responder. Apesar da ciência ter sido elevada como mote principal desta era, olhamos para o mundo e vemos que ela não foi capaz de resolver muitos problemas endêmicos da humanidade. Entretanto, um novo paradigma de humanidade não deve ser construído pelo descarte da ciência. Nada deve ser descartado, a exemplo do que dizem muitas filosofias orientais, que descortinam uma noção de equilíbrio que o homem ocidental insiste em negar. Pelo estudo do yin-yang, podemos inferir que a vida se move por complementaridade, num jogo onde forças interagem numa relação de interdependência. Não há luta, embate. A luta, segundo os ensinamentos marciais das mais tradicionais escolas japonesas, a exemplo do Aikido, é a representação de uma movimentação energética empacada, onde não há vencedores. Diz Morihei Ueshiba, criador do Aikido, “o guerreiro vitorioso é aquele que foi bem-sucedido em dissuadir seu oponente da intenção de lutar”. As escolas filosóficas do Japão foram construídas apoiadas no conceito de que o mundo é regido pela signo da mudança. A sociedade japonesa tem neste conceito a base de seu funcionamento, e assim, o Japão se tornou uma das maiores potências do mundo, capaz de equilibrar no âmago de sua sociedade, honra e ação. Uma forma de pensar que se resume na metáfora do bambu: inquebrável, mas completamente flexível frente às mudanças que são a ele infligidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; O paradoxo maior do nosso tempo é notar que a ciência construiu o mito do equilíbrio, o mito da evolução de uma sociedade que se apoiou demais no tecnicismo, e assim, esqueceu de enxergar o humano que reside em cada um de nós.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; A educação ocidental seguiu apoiada pelos preceitos que regem o domínio do eu, com uma noção de conhecimento que se apóia na quantidade, e não na qualidade: sábio é aquele que sabe muito. Quando, na verdade, conhecimento pelo conhecimento, sem utilidade, tem pouca serventia. É como querer apertar um parafuso com a chave errada. Sua caixa de ferramentas pode estar lotada, mas se você não sacar a chave certa, de nada adiantará a quantidade. Neste ínterim, novamente as filosofias orientais trazem uma abordagem diversa: sábio é aquele que cultiva o vazio. E o vazio aqui precisa ser revisto e resgatado, na medida em que a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;font-size:85%;" &gt;mente ocidental vê o vazio como sinônimo de fracasso, desolação e tristeza. O vazio, para o oriental, notadamente o japonês, é um signo de plenitude. Neste caso, o vazio é a soma de todas as coisas, que, em harmonia, se traduzem num estado de espírito pleno. O vazio oriental delineia a perfeição, a exemplo da cerimônia do chá no Japão: a mente vazia, para que cada ato seja executado com a consciência completa e direcionada para a perfeição. O que pode acessar no outro esta instância de plenitude, tão enfatizada pelas tradições filosóficas orientais? Há muitos questionamentos a serem feitos, entre eles um que é sintomático, a respeito da educação: pode um ser humano acumular o conhecimento total? Que homem é esse que passa a vida inteira acumulando conhecimento? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal;font-size:85%;" &gt; Especialmente, no ensino musical no ocidente, é dito que é necessário conhecer profundamente as estruturas que caracterizam a música ocidental, leia-se, as tradições notadamente européias acumuladas ao longo de séculos. E como este legado histórico é farto, há o risco que se passe uma vida inteira acumulando conhecimento, sem que exista a oportunidade para que, efetivamente, se exerça uma atividade criativa musical. O ensino musical se tornou criogênico: ele congela. Pior: ele se debruça de tal forma sobre o conteúdo musical, que perde a oportunidade crucial de fazer o homem acessar a instância de sua humanidade através da música. Defino humanidade aqui como a capacidade do homem em perceber nele aquilo que o define, enquanto ser que possui uma consciência. Humanidade também como aquele conjunto de valores que constroem uma possibilidade de equilíbrio. Valores como compreensão, respeito, amor, criatividade, paz e não-violência. Nos elevamos pela audição de um Chopin, mas esquecemos de traduzir nossa plenitude através da criação de nossa própria música. Ficamos estagnados no exercício da repetição. E descartamos uma ancestralidade, que tinha na música um veículo para acessar a natureza, o tempo, os segredos da vida. Nos encantamos com os espelhos, presenteados pelos europeus, e esquecemos de perceber no reflexo, nossas peculiaridades enquanto povo. E eis que ignoramos a chance de acessar identidades que permitiriam o alargamento da música, enquanto ferramenta potencial na construção de expressões auto-conscientes, reflexos criativos e legítimos do equilíbrio: o erigir do nosso vazio. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Novamente, se faz necessária a observação de que, não é descartando a tradição européia que se pode atingir uma noção de ensino musical humanizado. É preciso, antes de tudo, admitir que o ensino musical pode e deve ser uma ferramenta de tradução prática do mundo através da música. O mundo de hoje, de agora, aquele que se pode ver com os olhos. A música deve voltar a ter o sentido prático que nos aproxima da natureza, e nos coloca no centro do fluxo da vida. A técnica e a teoria musical devem ser acessórios na construção desta ponte que nos potencializa enquanto seres dotados com a capacidade única de interagir com o meio que nos cerca de forma criativa. A partitura é um mapa. Mas pode-se conhecer o mundo olhando apenas para o mapa?  É preciso acariciar a música. E pergunto-me: o ensino de hoje permite e potencializa este tipo de acesso criativo? O ensino musical de hoje nos habilita a bordar títulos, encaixando a música no mesmo compartimento onde se situam as habilidades profissionais que insistem em atrelar ao homem um sentido de sucesso relacionado à quantidade de conhecimento e eficiência retórica.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Segundo os hindus, vivemos atualmente na Kali Yuga, ou idade do ferro. Uma era dominada pelo anseio humano em acumular riquezas, com ênfase no eu individual e egoístico. Sendo assim, a história da humanidade se repete em ciclos, onde a virtuosidade dinamicamente despenca em direção à desconstrução dos valores humanos: a roda do yin-yang que nunca pára. Todos os intelectuais e mestres educadores da música preocupam-se há tempos em tornar o ensino da música mais eficiente, para que a música seja melhor executada, melhor escrita, melhor percebida. Mas, a questão maior, ao meu humilde ver, é: em que momento perdemos a capacidade de fazer a nossa música acessar o mundo? Em que momento o homem esqueceu que a música, enquanto manifestação legítima do ser, o aproxima dele mesmo e da natureza? Este é o sentido do ensino musical que precisa ser resgatado: o sentido da humanização, da aproximação do homem com seu universo interior e com o todo através da música. Por hora, as instituições de ensino musical estão preocupadas em formar especialistas.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; A humanização do ensino musical não passa, necessariamente e exclusivamente, por uma questão de acesso social. A inclusão, obviamente, é benéfica. A construção de um ensino musical humanizado não é excludente. Ao contrário: ele a tudo abarca, e redireciona o fluxo do conhecimento para uma situação de fruição plena, não-egóica e não-violenta (aqui a violência traduzida nas práticas de um sistema de ensino baseado no virtuosismo). É preciso ré-humanizar o ensino musical para que haja nele, um objetivo claro de desenvolver um signo de humanidade que possibilite uma nova visão do homem acerca dele mesmo e daqueles que o cercam.  Para isso, também é necessário reconstruir os sentidos da ancestralidade brasileira, estudar as filosofias orientais, desenhar caminhos para o fluir criativo e não-egóico do fazer musical, equilibrar a importância da teoria e da técnica dentro do processo de ensino, reconectar o conhecimento com um sentido de utilidade diretamente ligado ao mundo, reaproximar natureza e homem, etc.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; É necessário construir uma nova consciência acerca das nossas potencialidades musicais. Sem descartar nada, sem criar atritos, pois o atrito, como diria a tradição marcial japonesa, é desperdício de energia. Acima de tudo, o desenvolvimento humano através da música se dá por um esforço de conexão, e não de exclusão. É preciso dar a devida importância à flexibilidade, notando que a música é um processo de constante mudança, que pode ser registrada por diversos métodos, mas nunca congelada pela ênfase exagerada nestes mesmos métodos. Precisamos estudar os mestres para sermos, nós mesmos, mestres do nosso fazer musical. Ao enfatizar demasiadamente seus mestres musicais, o homem perde a capacidade de admitir e perceber novas maestrias: o tempo tropeça. Novamente, a filosofia japonesa: o inflexível é aquele que se quebra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; O ponto convergente das necessidades humanas no mundo está cada vez mais voltado para a reconstrução de um sentido de coletividade renovado entre nós, que deve se basear na redescoberta dos valores humanos, daquilo que nos potencializa enquanto seres capazes de viver em harmonia.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  Acima de tudo, buscamos uma espécie de plenitude. E, pela repetição unicamente, não se delineia um novo caminho. O ensino musical precisa prever esta possibilidade: que ensinar música é ensinar a construir um caminho, que não necessariamente é o caminho congelado por uma historicidade. Mas um caminho de descoberta do próprio passo. Hoje, andamos com os sapatos apertados pelo excesso de apego às referências. E esquecemos de redescobrir o prazer que é andar descalço pelo mundo.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-family: trebuchet ms; color: rgb(0, 0, 0);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-family: trebuchet ms; color: rgb(0, 0, 0);" align="CENTER"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-family: trebuchet ms; color: rgb(0, 0, 0);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-531944803313323424?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/531944803313323424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=531944803313323424&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/531944803313323424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/531944803313323424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2010/09/p-margin-bottom-0.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-8601453361984107003</id><published>2010-09-27T14:29:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T14:32:23.952-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;De volta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo inverno, volto ao meu querido blog. Acabei de desativar minha conta no Facebook: muita perda de tempo com coisas irrelevantes, informações truncadas e lixo eletrônico. Agora, volto a escrever aqui sobre o que me interessa, colocando minha visão de mundo, minhas impressões, minhas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço a todos. Em breve, novidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-8601453361984107003?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/8601453361984107003/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=8601453361984107003&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8601453361984107003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8601453361984107003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2010/09/de-volta-depois-de-um-longo-inverno.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-2669253824165374059</id><published>2010-01-22T12:03:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T12:09:01.796-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Olá amigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Agora todos os meus textos, músicas e afins serão publicados no meu site, o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;www.kezo.mus.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ele também funcionará como um blog, mas também terá outros tipos de conteúdo, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;como músicas, vídeos, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um grande abraço a todos! façam uma visita!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-2669253824165374059?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/2669253824165374059/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=2669253824165374059&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2669253824165374059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2669253824165374059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2010/01/ola-amigos.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-1325824276954615911</id><published>2009-10-20T06:42:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T06:48:24.743-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Sertão marfim: a chuva que somos nós&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava passando por uma das maiores estações de São Paulo e chorei pelo drama da humanidade. Todos ali tentando ser felizes, ser exceção, cada um a seu modo. Chorei porque, de repente, vi que estamos todos no mesmo barco. E ali, naquele momento, me senti no sertão. Olhei para todos aqueles desconhecidos e pensei: somos todos fortes, estamos lutando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só entende o sertão quem nele mergulhou. Eu, quando tinha uns nove anos, morava no agreste da Bahia e saia com meu pai, que era fiscal agrícola do Banco do Brasil, a percorrer as estradas e visitar as fazendas e roças para aferir se os empréstimos que o Banco concedia estavam sendo bem empregados. Eu adorava olhar pelo vidro de traz da brasília amarela de meu pai, e só o que restava era poeira marrom. No meio daquele vasto deserto, gente vivia e sorria. Isso me intrigava. Lembro de uma senhora que vivia sozinha, numa casa de barro. Seus filhos todos a deixaram, marido idem. Ela estava sentada na porta da casa, olhando para o vazio, meditando sem saber. Acariciou meu rosto, sorriu e disse: meu filho, Deus quis assim. Fui embora olhando pelo vidro de trás e ela foi engolida pela poeira, ainda sorrindo. E esse é o sertão, um lugar que você não escolhe: ele escolhe você. E inexplicavelmente, por mais longe que vá, você fica com ele no coração. Quando compus Jasmins, eu coloquei aquela frase inicial “vem ver, flor que cresce no varal”, porque no sertão o varal é a cerca de arame. E pensei naquele senhora, como se dissesse a ela: vem ver a beleza, mergulha nessa flor e voa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sertão é algo que se aloja na sua alma, para nunca mais sair. Porque onde quer que você esteja, as pessoas estarão lá, tentando ser felizes, lutando. No ruído, na correria, na selvageria de São Paulo eu fecho os olhos e lá estou: no campo seco e marrom, fitando as árvores esqueléticas, o sol que faz a madeira assobiar, o buraco que era açude, a estrada cheia de pedras arredondadas. Lá estou, sempre. Fazer um disco falando sobre o sertão é mergulhar neste balé novamente, trazer à tona que somos fortes e que, apesar de tudo, não há outra opção do que ter fé na terra. E de repente, no meio daquele sertão, a noite cai, você olha para o céu mais estrelado que você já viu e pensa: uma chuva de estrelas. A chuva que não vem durante o dia, vem a noite, não molha a terra, mas molha a alma. E traz uma esperança para o dia seguinte, que Deus estará lá. Essa certeza que as vezes perdemos vivendo nas metrópoles, no sertão é onipresente. Pois só isso explica o sorriso daquela senhora sozinha, só isso explica o amor daquele povo pela terra. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste momento atual, o mundo está se perguntando onde está o caminho, o que fazer pra ser feliz. As pessoas estão se queixando porque não podem comprar presentes no natal, porque não podem trocar de celular, porque não podem jantar fora. E toda vez que penso nisso, me surge na mente aquela senhora, ela “vem avisar que sonhar é bom”, e sonhar com a terra dando flores, verde. Nada mais. Porque o sertão é assim, quando chove tudo fica verde numa velocidade impressionante. Ao mesmo tempo em que a terra é seca e sofrida, ela está pronta para florir rapidamente, o florescer está dentro dela, guardado. De repente, tudo está verde. E tudo fica seco de novo. E você pensa: o verde está lá, o verde está dentro de mim. Você pensa: eu sei o que essa terra pode dar, e eu vou com ela até o fim. Dizem que o sertão já foi mar, e eu digo: o sertão é mar. Um mar de retidão, de força. De beleza, de visceralidade. Que celebra o santo da fartura, São João. Que pede a Ele: traga o molhar, traga alegria, traga luz para o céu escuro com seu balão, música para o silêncio, calor para o frio. Porque a vida é dura, e sempre será, em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sertão, há o sofrimento. Há aqueles que fogem para as cidades maiores, mas em seus olhos não há como deixar escapar o brilho quando ressoa no ar a palavra mágica: sertão. Nós nos reunimos no estúdio, plugamos nossos instrumentos e abrimos nossos braços para a chuva de estrelas: que venha o verde de dentro, que floresça a alegria e a essência de cada de um de nós através da música. Isso é o sertão marfim. Uma celebração de força, amizade. Um grito que diz: estamos aqui, a vida é dura, o sofrimento é grande, mas somos fortes e vamos até o fim, com amor pelas coisas simples, celebrando quem somos e de onde viemos para que quem nos escute também floresça, assim como a terra mais maltratada deu sua flor. Porque música é chuva. Que ela nos eleve, que ela seja o balão no céu, o sonho. Que ela nos lembre da nossa fortaleza inata, eternos lutadores que somos, até a hora da nossa morte, onde a terra nos levará, e de nosso corpo virá alimento para que cresça o umbuzeiro, a mangueira, o cacto. A nosso modo, somos chuva. E é disso que o sertão marfim fala: que sejamos chuva, que façamos florescer a beleza no mundo, que não nos deixemos levar pela força devastadora da natureza: façamos parte da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe, quando eu menor, visitava e ajudava uma moça cega chamada Marina, que morava há alguns quilômetros da cidade onde eu vivia. Uma vez perguntei se ela não gostaria de enxergar, mesmo lá fora sendo tão seco, vazio e devastado. E a resposta dela eu jamais esquecerei: meu filho, seco já é dentro de mim, não preciso enxergar não. Ela apalpava e cheirava o saco de fumo que minha mãe levava, dava uma gargalhada linda, feliz. A alegria para ela era aquilo: o cheiro do fumo. E eu as vezes, quando estou triste, tento cheirar minhas mãos. A felicidade está ali, em algum lugar. Estava para Marina, era possível para ela. Então é possível para todos nós. O marfim é isso, o branco com uma pitada leve de amarelo. A liberdade com uma pitada de vida. A perfeição com uma pitada de terra. Quando você escutar Sertão Marfim, estará escutando nossas almas. Estará escutando Marina, a terra, o verde, a vaquejada, a poeira, a água barrenta. E além disso, estará escutando força e resignação. Somos fortes: na cerca de espinhos fracos e sozinhos, nasce o tempo de abrir. Somos sementes, e a música, a chuva. O sertão é um lugar onde a vida é exaltada justamente porque lá, viver requer muita força. A vida é rara, mas está lá. Floresce com uma gota de chuva. Viver é essa ciência, olhar para o seco e acreditar que lá existe a vida, abundante. Olhemos para nosso seco. Nossa música é nossa forma sincera de ter dar essa gota de água para que você cultive seu próprio jardim de jasmins, e nele, alce vôo para a felicidade: lágrima que brota do fundo do poço da alma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-1325824276954615911?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/1325824276954615911/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=1325824276954615911&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/1325824276954615911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/1325824276954615911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2009/10/sertao-marfim-chuva-que-somos-nos-hoje.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6455270909541238802</id><published>2009-07-26T18:03:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T18:05:49.810-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O barqueiro. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Dizia Krishna a Arjun&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;a: sábio é aquele que não se abala, nem na dor, nem na felicidade. Quantas vezes na vida colocamos nosso ideal mais alto dentro de uma equação, totalmente fundamentada em escolhas racionais que se baseiam em lugares, ganho, posição social, proximidade familiar, etc. Ouvimos algumas vezes sobre uma possível idade de ouro para a humanidade, e automaticamente somos levados a construir mentalmente uma sociedade completamente perfeita, livre de toda a maldade. Mas será que essa imagem de plenitude isenta de mal representaria realmente um mundo perfeito? Seríamos capazes de viver absortos na mais absoluta e intocável ausência de maldade, mergulhados na felicidade total? Eu acredito sinceramente que não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Desconstruir é necessário para reconstruir. A pergunta é: qual felicidade procuramos? Diz-se que o prazer é o intervalo entre duas dores. E a verdade é que é muito mais fácil nos desviarmos do caminho da retidão espiritual quando estamos envoltos na felicidade que o mundo exterior nos presenteia. Quando estamos rodeados com a beleza da natureza, com a tranqüilidade de ruas que não oferecem perigo, quando estamos a degustar a perfeita refeição, quando estamos a sentir na pele o sol tenro da tarde serena junto àquela pessoa que amamos, gozando de perfeita saúde e com um belo sorriso no rosto. Uma voz chama interiormente: “é isso”. Então, seu coração se enche de paz. Mas até quando dura essa paz? Até quando dura a tarde, senão até que se inicie uma noite? Temos a tendência nata, dada nossa origem ocidental, a nos entregar aos momentos de felicidade de olhos fechados, porque assim nos foi dito por nossa cultura, que essa é a meta, e que se deve lutar para manter isso de todas as formas. E nesse instante de felicidade, naturalmente nos esquecemos das dificuldades, daquelas horas onde nos apegamos a nossa fé. Uma fé que sempre repete: tudo há de melhorar. E então, percebemos que nossa vida é como o mar, repleto de ondas, que ora nos levam pra baixo, ora nos levam pra cima. Conseqüentemente, surge a pergunta: existe o mar calmo, sem ondas? Porque para nós, é extremamente fácil ter o impulso para sair de uma situação incômoda, de dor e sofrimento. É o natural. Agarramos-nos aos nossos amuletos, aos nossos mantras e orações, aos nossos mestres, santos e gurus. Mas, e quando a vida nos presenteia com a felicidade extrema, baseada nos acontecimentos do mundo exterior? Brigamos para manter essa sensação pelo maior tempo possível, assim como brigamos para sair do sofrimento. Estamos sempre brigando, as vezes até dispostos a abrir mão de nossos conceitos morais, de nossos deveres para com o bem-estar do outro. E assim, a humanidade se arruína. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Tudo que está a nossa volta, em algum momento, perecerá, ou se transformará. Seja feito de carne, pedra, água ou o que seja. Nascemos sabemos que vamos morrer, essa é nossa informação básica: nosso corpo não é para sempre. Isso é um fato. Então, se tudo no exterior, a nossa volta, está destinado a ruir, onde está o sentido? O sentido maior? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Aí então, temos que lidar e bater de frente com os paradigmas que nos foram sutilmente implantados nesta vida. Devemos nos sentir culpados quando estamos absurdamente felizes? Assim como há aqueles que sucumbem ao sofrimento através da culpa, há os que sucumbem à felicidade através da culpa, e assim, se arruínam da mesma forma. Há os que sucumbem ao sofrimento, assumindo o papel de vítimas da vida. Há os que sucumbem à felicidade, assumindo o papel de felizardos. E assim esquecemos-nos de lembrar que há um lugar que nunca, jamais se separará de nós. Que há um lugar onde podemos repousar o tesouro, sem que ninguém jamais descubra. Esse lugar se chama consciência, nosso interior. Se tudo do lado de fora está fadado inevitavelmente à mudança, por outro lado, nosso interior estará conosco sempre e imune à degradação material. Porque ele não é feito de carne, nem de nada que possa ser considerado de origem material, e assim, não se degenerará. Nosso corpo é feito de carne, não nossos pensamentos. Do que é feito nosso interior, aquilo que pensamos? Imagine: podemos colocar nossa felicidade onde nada pode tocá-la. Um lugar que está conosco onde quer que possamos ir. Esse lugar é nossa consciência. A questão é, para cultivarmos essa felicidade plena, não podemos direcionar totalmente nossos pensamentos para aquilo que pode sofrer degeneração material, por motivos óbvios: essas coisas acabam, somem. E se nossa consciência estiver completamente direcionada para elas, afundará como uma bóia atrelada a uma âncora. Se estivermos voltados para dentro, conscientes da efemeridade de tudo, nada nos afetará. Seguiremos por esta vida apreciando a tudo, como um passeio pelo jardim repleto de obras de arte. Difícil é não se deixar trair pelos nossos sentidos, que são tentáculos sempre ávidos a agarrar aquilo que nos parece real, que nos parece prazeroso. Somo dotados com ferramentas, e a charada é que, depois de muito tentarmos usá-las de milhares de maneiras, descobrimos que não precisamos delas. Descobrimos que aquele parafuso que nunca entra, que nunca se fixa, não está frouxo por nossa culpa. A natureza dele é nunca se fixar. E essa é a imperfeição da vida: a perfeição travestida de imperfeição, perseguida por tantos nos mais vastos confins do mundo, mas misteriosamente guardada dentro de nós. A pergunta que devemos nos fazer é: queremos realmente atrelar nossa felicidade a algo que pode nos fugir a qualquer momento? Por mais belo que seja, por mais prazeroso que seja, por mais lindo que seja, por mais esteticamente belo que seja, por mais coerente que seja, por mais palpável que seja, por mais valoroso que seja, por mais sensato que seja, por mais atraente que seja, por mais emocionante que seja, por mais intenso que seja, por mais aparente e natural que seja: queremos realmente atrelar nossa felicidade a algo que pode nos fugir a qualquer momento? Por quanto tempo não enxergaremos o que realmente é imutável? Do que temos medo? Ao ler este texto, neste exato momento, reflita: você é completamente feliz? Com tudo que está ao alcance dos seus dois braços agora? Agora! Nem um metro à esquerda, nem à direita, nem um dia à frente, sem que absolutamente nada falte, sem que nenhum outro lugar venha à mente, sem que nenhuma outra pessoa venha a sua mente: o AGORA. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Esse mundo nos foi colocado à disposição. Isto é fato. Mas viemos com um tempo limitado para experimentá-lo. Isto é fato. Sabendo disso, nos agarraremos a ele como referência principal? Não há um dia sequer onde eu não me pergunte onde está a verdadeira felicidade, aquela que não some ao menor sinal de desequilíbrio, ao menor sinal de mudança. Cada vez mais conheço lugares belíssimos no mundo, e estranhamente, passada a sensação inicial de deslumbre, experimentados os torpores da beleza natural, uma força me conduz sempre ao mesmo questionamento, como um imã natural, como se ouvisse uma voz que pergunta suavemente: “Ei, onde você está indo? Estou aqui”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Paradoxalmente, a palavra que falta neste texto é a que, sozinha, o definiria completamente. Mas, mesmo sem ela, você sabe. E essa é a piada: um homem, navegando num barco, no meio de um grande rio, a morrer de sede, avistou outro barco. E, desesperadamente, remou a seu encontro aos berros: água, água, por favor! O homem no outro barco apenas sorriu, apontando para o rio. Estava lá o tempo todo. Nunca faltou. Procure a palavra que falta, mas, por favor, não se aflija: ela está lá. Nunca faltou. Ela não está aqui, mas você a sentiu. Isto é fato. Sempre achamos que falta algo. Nunca falta. Esqueça a sede e olhe ao redor. Nunca faltou. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6455270909541238802?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6455270909541238802/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6455270909541238802&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6455270909541238802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6455270909541238802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2009/07/o-barqueiro_26.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3616426585720598977</id><published>2009-07-26T17:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T18:13:59.538-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;O barqueiro. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Na maior escritura Hindu, o Bhagavad Gita, diz Krishna a Arjuna: sábio é aquele que não se abala, nem na dor, nem na felicidade. Quantas vezes na vida colocamos nosso ideal mais alto dentro de uma equação, totalmente fundamentada em escolhas racionais que se baseiam em lugares, ganho, posição social, proximidade familiar, etc. Ouvimos algumas vezes sobre uma possível idade de ouro para a humanidade, e automaticamente somos levados a construir mentalmente uma sociedade completamente perfeita, livre de toda a maldade. Mas será que essa imagem de plenitude isenta de mal representaria realmente um mundo perfeito? Seríamos capazes de viver absortos na mais absoluta e intocável ausência de maldade, mergulhados na felicidade total? Eu acredito sinceramente que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconstruir é necessário para reconstruir. A pergunta é: qual felicidade procuramos? Diz-se que o prazer é o intervalo entre duas dores. E a verdade é que é muito mais fácil nos desviarmos do caminho da retidão espiritual quando estamos envoltos na felicidade que o mundo exterior nos presenteia. Quando estamos rodeados com a beleza da natureza, com a tranqüilidade de ruas que não oferecem perigo, quando estamos a degustar a perfeita refeição, quando estamos a sentir na pele o sol tenro da tarde serena junto àquela pessoa que amamos, gozando de perfeita saúde e com um belo sorriso no rosto. Uma voz chama interiormente: “é isso”. Então, seu coração se enche de paz. Mas até quando dura essa paz? Até quando dura a tarde, senão até que se inicie uma noite? Temos a tendência nata, dada nossa origem ocidental, a nos entregar aos momentos de felicidade de olhos fechados, porque assim nos foi dito por nossa cultura, que essa é a meta, e que se deve lutar para manter isso de todas as formas. E nesse instante de felicidade, naturalmente nos esquecemos das dificuldades, daquelas horas onde nos apegamos a nossa fé. Uma fé que sempre repete: tudo há de melhorar. E então, percebemos que nossa vida é como o mar, repleto de ondas, que ora nos levam pra baixo, ora nos levam pra cima. Conseqüentemente, surge a pergunta: existe o mar calmo, sem ondas? Porque para nós, é extremamente fácil ter o impulso para sair de uma situação incômoda, de dor e sofrimento. É o natural. Agarramos-nos aos nossos amuletos, aos nossos mantras e orações, aos nossos mestres, santos e gurus. Mas, e quando a vida nos presenteia com a felicidade extrema, baseada nos acontecimentos do mundo exterior? Brigamos para manter essa sensação pelo maior tempo possível, assim como brigamos para sair do sofrimento. Estamos sempre brigando, as vezes até dispostos a abrir mão de nossos conceitos morais, de nossos deveres para com o bem-estar do outro. E assim, a humanidade se arruína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que está a nossa volta, em algum momento, perecerá, ou se transformará. Seja feito de carne, pedra, água ou o que seja. Nascemos sabemos que vamos morrer, essa é nossa informação básica: nosso corpo não é para sempre. Isso é um fato. Então, se tudo no exterior, a nossa volta, está destinado a ruir, onde está o sentido? O sentido maior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí então, temos que lidar e bater de frente com os paradigmas que nos foram sutilmente implantados nesta vida. Devemos nos sentir culpados quando estamos absurdamente felizes? Assim como há aqueles que sucumbem ao sofrimento através da culpa, há os que sucumbem à felicidade através da culpa, e assim, se arruínam da mesma forma. Há os que sucumbem ao sofrimento, assumindo o papel de vítimas da vida. Há os que sucumbem à felicidade, assumindo o papel de felizardos. E assim esquecemos-nos de lembrar que há um lugar que nunca, jamais se separará de nós. Que há um lugar onde podemos repousar o tesouro, sem que ninguém jamais descubra. Esse lugar se chama consciência, nosso interior. Se tudo do lado de fora está fadado inevitavelmente à mudança, por outro lado, nosso interior estará conosco sempre e imune à degradação material. Porque ele não é feito de carne, nem de nada que possa ser considerado de origem material, e assim, não se degenerará. Nosso corpo é feito de carne, não nossos pensamentos. Do que é feito nosso interior, aquilo que pensamos? Imagine: podemos colocar nossa felicidade onde nada pode tocá-la. Um lugar que está conosco onde quer que possamos ir. Esse lugar é nossa consciência. A questão é, para cultivarmos essa felicidade plena, não podemos direcionar totalmente nossos pensamentos para aquilo que pode sofrer degeneração material, por motivos óbvios: essas coisas acabam, somem. E se nossa consciência estiver completamente direcionada para elas, afundará como uma bóia atrelada a uma âncora. Se estivermos voltados para dentro, conscientes da efemeridade de tudo, nada nos afetará. Seguiremos por esta vida apreciando a tudo, como um passeio pelo jardim repleto de obras de arte. Difícil é não se deixar trair pelos nossos sentidos, que são tentáculos sempre ávidos a agarrar aquilo que nos parece real, que nos parece prazeroso. Somo dotados com ferramentas, e a charada é que, depois de muito tentarmos usá-las de milhares de maneiras, descobrimos que não precisamos delas. Descobrimos que aquele parafuso que nunca entra, que nunca se fixa, não está frouxo por nossa culpa. A natureza dele é nunca se fixar. E essa é a imperfeição da vida: a perfeição travestida de imperfeição, perseguida por tantos nos mais vastos confins do mundo, mas misteriosamente guardada dentro de nós. A pergunta que devemos nos fazer é: queremos realmente atrelar nossa felicidade a algo que pode nos fugir a qualquer momento? Por mais belo que seja, por mais prazeroso que seja, por mais lindo que seja, por mais esteticamente belo que seja, por mais coerente que seja, por mais palpável que seja, por mais valoroso que seja, por mais sensato que seja, por mais atraente que seja, por mais emocionante que seja, por mais intenso que seja, por mais aparente e natural que seja: queremos realmente atrelar nossa felicidade a algo que pode nos fugir a qualquer momento? Por quanto tempo não enxergaremos o que realmente é imutável? Do que temos medo? Ao ler este texto, neste exato momento, reflita: você é completamente feliz? Com tudo que está ao alcance dos seus dois braços agora? Agora! Nem um metro à esquerda, nem à direita, nem um dia à frente, sem que absolutamente nada falte, sem que nenhum outro lugar venha à mente, sem que nenhuma outra pessoa venha a sua mente: o AGORA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mundo nos foi colocado à disposição. Isto é fato. Mas viemos com um tempo limitado para experimentá-lo. Isto é fato. Sabendo disso, nos agarraremos a ele como referência principal? Não há um dia sequer onde eu não me pergunte onde está a verdadeira felicidade, aquela que não some ao menor sinal de desequilíbrio, ao menor sinal de mudança. Cada vez mais conheço lugares belíssimos no mundo, e estranhamente, passada a sensação inicial de deslumbre, experimentados os torpores da beleza natural, uma força me conduz sempre ao mesmo questionamento, como um imã natural, como se ouvisse uma voz que pergunta suavemente: “Ei, onde você está indo? Estou aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente, a palavra que falta neste texto é a que, sozinha, o definiria completamente. Mas, mesmo sem ela, você sabe. E essa é a piada: um homem, navegando num barco, no meio de um grande rio, a morrer de sede, avistou outro barco. E, desesperadamente, remou a seu encontro aos berros: água, água, por favor! O homem no outro barco apenas sorriu, apontando para o rio. Estava lá o tempo todo. Nunca faltou. Procure a palavra que falta, mas, por favor, não se aflija: ela está lá. Nunca faltou. Ela não está aqui, mas você a sentiu. Isto é fato. Sempre achamos que falta algo. Nunca falta. Esqueça a sede e olhe ao redor. Nunca faltou. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3616426585720598977?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3616426585720598977/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3616426585720598977&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3616426585720598977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3616426585720598977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2009/07/o-barqueiro.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5184636667625745800</id><published>2009-06-18T14:40:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T15:04:22.372-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: center;font-family:times new roman;" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/Sjq1PMNi70I/AAAAAAAAABo/M1DRu3ztmjU/s1600-h/yin.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 243pt;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 207pt;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;harmonia&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Do gr. &lt;i&gt;harmonía&lt;/i&gt;.]&lt;br /&gt;Substantivo feminino.&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;1.&lt;/b&gt;Disposição bem ordenada entre as partes de um todo.&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;2.&lt;/b&gt;Proporção, ordem, simetria.&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;3.&lt;/b&gt;Acordo, conformidade.&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;4.&lt;/b&gt;V. &lt;i&gt;paz &lt;/i&gt;(1 e 2).&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;5.&lt;/b&gt;Suavidade e sonoridade do estilo.&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;6.&lt;/b&gt;Consonância ou sucessão agradável de sons.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 207pt;font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 243pt;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///E:%5CDOCUME%7E1%5CSAINT-%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:donotshowrevisions/&gt;   &lt;w:donotprintrevisions/&gt;   &lt;w:donotshowmarkup/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt; 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E imediatamente podemos abrir o foco, para primeiramente, ao invés de visualizarmos a dinâmica do viver com demasiada ênfase nas pontas de onde saem as forças opositivas, passarmos a nos concentrar na noção de equilbrio; em como podemos pensar a oposição dentro de um contexto de complementaridade rotativa, para só depois analisarmos como essa noção recai sobre o ensino da arte(não obstante a esta aplicação, veremos como esse conceito se aplica à tudo que nos cerca, numa espécie de axioma intermitente e expansivo).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No ocidente, particularmente na sociedade moderna, somos levados a encarar o cotidiano como um sobreposição de acontecimentos embalados por uma visão dicotômica. Fugimos daquilo que representa a tristeza, nos regozijamos com os acontecimentos que traduzem êxito. O paradigma do sucesso foca objetivos com uma obstinação canina e nos leva a perder o contato com peculiaridades essenciais deste mecanismo que abarca oposições de maneira quase esquizofrênica&lt;i style=""&gt;.&lt;/i&gt; Mais objetivamente, vejamos conceitos trazidos da cultura oriental, para que possamos traçar um contraponto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Na cultura chinesa, há o Yin e o Yang, um princípio de dualidade representado por um símbolo que traduz as forças positiva e negativa dentro de uma relação de complementaridade: uma não vive sem a outra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal" face="times new roman" align="center"&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:times new roman;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:times new roman;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/Sjq1PMNi70I/AAAAAAAAABo/M1DRu3ztmjU/s1600-h/yin.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/Sjq1PMNi70I/AAAAAAAAABo/M1DRu3ztmjU/s320/yin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348786780036591426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///E:%5CDOCUME%7E1%5CSAINT-%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:donotshowrevisions/&gt;   &lt;w:donotprintrevisions/&gt;   &lt;w:donotshowmarkup/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Table Normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A roda do Yin-Yang se mantém girando pelo equilibrio entre os opostos. No momento em que uma força se sobrepõe a outra, há uma quebra na harmonização do movimento.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O círculo assume um papel simbólico crucial. A Terra se move em circulos, em relação a ela mesma e ao Sol. Todo o universo se move num balé de círculos. Obviamente, quebrar o movimento rotacional da Terra seria catastrófico para a raça humana: romperia o equilibrio dos dias e das noites, do clima e das marés, entre outras coisas com as quais Nostradamuns notadamente lida, mas que aqui não cabe detalhar. O que interessa é transportar esses termos para outros campos, para que analisemos em que proporção nossos atos seguem essa noção de complementaridade harmônica, que quando quebrada, produz colapso. E mais ainda, como podemos inserir este aspecto no ínterim pedagógico, e através dele, promover a quebra de certo paradigmas educacionais de uma forma igualmente harmônica, sem a formação de predominâncias e hegemonias no processo de formação histórica da cultura.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No fim do século XIX, o músico/compositor/educador suíço Emile Dalcroze trouxe a tona seu método de ensino de ritmo, enquanto observava seu alunos no Conservatório de Genebra. Ele notou que a ênfase na técnica da execução musical traduzia um desequilibrio nos seus alunos, uma falta de proporção entre mente e corpo que gerava tensão corporal e resultado musicais frios, desprovidos de uma carga de escuta interna satisfatória - não levada em conta pelos costumes do ensino musical da época, que visavam o virtuosismo. Dalcroze instituiu um método onde o corpo foi revisto e recolocado no foco do ensino, como veículo legítimo para a obtenção de um resultado artístico humano. Não se trata de educação física, mas de uma educação corporal que visa tornar o ser humano um ser integral, consciente do que pensa enquanto se move, e consciente de que, assim como flui sua movimentação, flui seu pensamento.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Crucial notar: Dalcroze, numa época movida pelos esforços da educação musical em desenvolver a técnica, reconstituiu um idéia de fluxo entre mente e corpo para um objetivo de reconstrução do homem através do movimento, trazendo a idéia de equilibrio entre os aspectos sensoriais, corporais e técnicos como fundamental para formação de artistas capazes de entender a arte como processo ampliador.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E os educadores musicais de agora tem uma tarefa similiar pela frente, inseridos dentro de uma sociedade ocidental tecnicista e excessivamente voltada aos interesses corporativos. Trata-se de um ciclo: reumanizar a arte. Vemos reaparecer o Yin-Yang, o ciclo: como educadores, temos que reconectar os fios que separam o conhecimento do seu real significado humano. Isso não se dará por um processo de abandono dos sistemas, nem da quebra ou do conflito. Se dará pelo mesmo caminho de complementaridade que rege a simbologia chinesa, ou seja, temos que nos apoiar no que há hoje para só então construir a senda da continuidade harmônica, e assim, estabelecer um novo processo educacional não-rivalizador; justamente porque a marcha equilibrada não segue - a roda do Yin-Yang não gira – se houver entrave, quebra, rivalidade. É preciso termos em mente, além da metaforização oriental, que o fluxo cultural se desenvolve dentro de um sentido histórico, construcional. O que temos que aprender, enquanto educadores, é como fazer andar o manancial histórico da cultura de uma forma harmônica. Não quebrando as pontes entre os opostos para fazer prevalecer uma idéia ou outra, mas justamente refazendo pontes. E uma ponte em especial precisa estar sempre de pé: a ponte que liga o conhecimento ao buscador de conhecimento, o professor ao aluno. O fluxo entre estes dois precisa transcorrer nos termos do Yin-Yang. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 35.4pt; text-align: center;font-family:times new roman;" align="center"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1026" type="#_x0000_t75" style="'width:150pt;height:155.25pt'" ole=""&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///E:\DOCUME~1\SAINT-~1\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image003.png" title=""&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/Sjq2KoII7bI/AAAAAAAAABw/PzQmUKHMXYc/s1600-h/yin2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 200px; height: 207px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/Sjq2KoII7bI/AAAAAAAAABw/PzQmUKHMXYc/s320/yin2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348787801142390194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: center; font-family: times new roman;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:oleobject type="Embed" progid="Photoshop.Image.5" shapeid="_x0000_i1026" drawaspect="Content" objectid="_1306856096"&gt;   &lt;o:wordfieldcodes&gt;\s&lt;/o:WordFieldCodes&gt;  &lt;/o:OLEObject&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: center; font-family: times new roman;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///E:%5CDOCUME%7E1%5CSAINT-%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:donotshowrevisions/&gt;   &lt;w:donotprintrevisions/&gt;   &lt;w:donotshowmarkup/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Table Normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um é uma ponte contínua para o outro, num fluir incessante de conhecimento e cultura. E adicionada a esta imagem de plenitude, está a realidade como fator primordial. Ou seja, no símbolo refeito acima, a linha que separa os lados é feita de dois elementos que precisam andar juntos para sustentar a harmonia: conhecimento e realidade. O aluno precisa estabelecer uma ligação entre aquilo que aprende e sua própria realidade, para que o conhecimento possa surtir efeito e se reverter em movimento, criação(fazendo com que a roda gire). O professor precisa se abrir para a manifestação da realidade que vem dos alunos, para que o conhecimento possa surtir efeito e se reverter&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em evolução educacional, crescimento, criação(novamente, fazendo que a roda gire).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As ligações que Dalcroze reativou em seu tempo estão transpostas para a atualidade. Temos que estar alertas para o movimento, porque a mudança é a força que rege o mundo. E estas mudanças precisam ser reflexos de deslocamentos cíclicos dentro de um conceito de harmonia, de uma sequência pautada na construção através da ênfase no humano e sobretudo, na noção de que a cultura é uma escada, que precisa ser percorrida com consciência de cada passo. Para que o degrau anterior seja vivenciado não como algo que precisa ser transposto pela ânsia de sucesso que nos contamina. Mas para que tenhamos a noção de fluxo hârmonico, de que algo se constrói a partir de algo, de que estamos ligados enquanto humanos pelas mesmas leis que regem a Terra, o universo. Não estamos separados do planeta em que vivemos, não estamos fora do universo, nosso corpo não está separado da nossa mente(assim como nos ensinou Dalcroze), nossa arte não está separada do que somos, nossos professores não estão separados da realidade, nossos alunos não estão separados do nosso conhecimento, nada está separado de nada. É nossa tarefa perpetuar a harmonia deste processo a cada dia, cientes de que o fluir se dá por um processo que não rivaliza, mas pondera e reconstrói.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="times new roman" style="text-indent: 35.4pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5184636667625745800?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5184636667625745800/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5184636667625745800&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5184636667625745800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5184636667625745800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2009/06/v-behaviorurldefaultvml-o.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/Sjq1PMNi70I/AAAAAAAAABo/M1DRu3ztmjU/s72-c/yin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-2565609467900092310</id><published>2008-11-07T13:52:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T14:01:22.754-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link style="font-family: trebuchet ms;" rel="File-List" href="file:///E:%5CDOCUME%7E1%5Ckezo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Table Normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Haja Mertiolate&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Obama foi eleito. E eu estou nos EUA para presenciar as peculiaridades deste acontecimento, o que decerto me permitirá pintar uma análise do supracitado com algumas cores, digamos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mais vivas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O componente racial é fortíssimo dentro da equação política e societária americana. De fato, a comunidade negra encontrou em Obama um ícone confiável para justificar um voto engajado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A impressão que tenho é que as feridas de tantas décadas de opressão racial não foram totalmente sanadas. É óbvio constatar, porque depois de quarenta anos que Martin Luther King se foi, ainda há um clamor sintomático em torno do possível surgimento de uma figura mítica como líder racial, embora Obama não se proclame diretamente desta forma. Mas onde há fumaça, há fogo. E o presidente eleito desnuda esperanças:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Obama incorpora o teatro e veste a roupa de libertador, em pleno século 21.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E esse figurino agrada também os brancos de todos os tipos, corrija-se, brancos democratas de todos os tipos. Porque depois de assistir ao discurso do derrotado Mcain, e ouvir as vaias consistentes da plateia republicana, o cheiro de segregação racial aparece. É notável nos rostos de alguns incautos senhores da plateia o descontentamento e a decepção, tudo regado, na minha humilde percepção, pelos olhares afiados na direção do prisma racial. Revela-se uma certa tristeza não só porque Mcain perdeu, mas porque quem ganhou foi o candidato, como diria Caetano, mulato. Os comediantes tratam essa temática racial com elegância, mas também com uma firmeza estranha. E se há o riso, é porque há a necessidade de desconstrução do trágico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De qualquer sorte, há esperança no ar. Eu estou em Ohio, um estado que teve um papel decisivo na eleição, e pude ver de perto o empenho das pessoas em torno da figura de Obama. O pleiteante vencedor em questão possui, realmente, uma força típica dos grande líderes, sem ainda sê-lo, diga-se. Deu um primeiro passo majestoso, sabe-se. Mas há muita água para rolar por debaixo da ponte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A mídia saboreia de boca aberta o acontecimento, e multiplica avidamente todos os fatores envolvidos na equação. Latente é a alegria geral pela saída de um dos maiores paspalhos que se tem notícia: Bush. E mesmo após oito anos de cretinices mil, muita gente sinalizou pela permanência da franquia republicana no poder. A diferença de votos populares entre Obama e seu rival não foi assim tão ampla, o que exemplifica a complexidade da sociedade americana e o cenário bipolar das relações conservadoras e liberais. A América mais populosa elegeu Obama, mas a linha geográfica que se estende pelo centro, ligando o Canáda ao México, deu a sua mensagem conservadora. E aí revela-se um país dividido, mas disposto a rever seus conceitos, e isso é primordial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Resta dissecar o discurso de Obama para constatar se o que brilha é realmente ouro. Porque ainda é patente um texto político que coloca os EUA como a luz que ilumina o mundo com uma democracria perfeita. A metáfora infantil do americano como libertador do mundo está presente no discuro do novo presidente. Essa oratória dá margem para o aparecimento de pérolas, como a Guerra do Iraque, do Afeganistão, e por aí vai. Tudo para libertar o mundo das forças do mal? Obama pontua teores de justiça em seu discurso, mas é possível que ele tenha um pitbull no quintal, disposto a moder. E aí Fica difícil falar de paz, porque a mordida em questão não se aplica a quem apenas pula o muro indevidamente: pode sobrar pra o carteiro, por exemplo. A máquina americana funciona porque sua configuração não é muito flexível, e em time que está ganhando, não se mexe muito. Até que ponto as cartas estarão na mesa?  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Espera-se novos ventos vindo dos EUA, há uma brisa renovada preenchendo os ares, e há quem realmente acredite nela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos o jornais e revistas sublinham a importância do momento, a reviravolta no mapa político e as implicações positivas disso. Nos resta esperar, mas saio daqui sentindo vibrações positivas, por ter visto um universo de boas intenções preencher tantos espaços. Isso é sempre bom.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Resta destacar como é flagrante a força do perfil de Obama, praticamente um conciliador, emerso como um líder comunitário. Flagrante também, na minha modesta opinião, a constatação da falência da imagem do político culto, com dotes técnicos e intelectuais, como talhado para o sucesso. Fica claro que o mundo complexo de hoje precisa é de líderes hábeis no diálogo, na conciliação, no olhar sensível, e principalmente, dotados de uma inteligência prática e simples. E nós brasileiros sabemos disso, depois de oito anos experimentando as sandices de um presidente intelectual, que no final das contas, se mostrou apenas um servo de interesses obscuros, colocando o Brasil na coleira do FMI. Lula é um presidente hábil, e mostrou esboços possíveis de um país coerente e justo. Ele pode não ter apitado o jogo com total eficiência, mas convenhamos: o Brasil precisa de tempo, nossos pepinos são difíceis de descascar, nossas amarras históricas são latentes. Enfim, esse é um outro(longo) papo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De alguma forma, o mundo interpretou a ascensão de Obama como um estímulo ao bom senso. E isso por si só, é fantástico. No fundo, os tecnólogos da política foram feitos para serem conduzidos, assim como uma grande orquestra, sem um grande maestro não é nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parabéns aos Estados Unidos. Esperemos o desfecho da sinfonia. Porque depois de oito anos com Bush, uma coisa é certa: aprendemos com louvor a identificar a falta de afinação. Os argumentos da política de segurança interna estão ultrapassados, o eixo do mal está mais para um caminhão quebrado do que para o oriente médio, a doutrina de Reagan fracassou, a China chegou faminta. Resta saber se Obama vai trazer para a realidade a hipótese de coerência ventilada nos seus discursos, como a sinalização de um diálogo com o Iran, a possibilidade de evolução nos conflitos entre israelenses e Palestinos, a retirada das tropas do Iraque, etc. Será Obama mais do mesmo? Façam suas apostas. Como diria um grande amigo meu, eu boto fé. Dinheiro, jamais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-2565609467900092310?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/2565609467900092310/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=2565609467900092310&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2565609467900092310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2565609467900092310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/11/normal-0-21-microsoftinternetexplorer4.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5187578970985602643</id><published>2008-10-31T12:41:00.000-07:00</published><updated>2008-10-31T13:00:49.946-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;A crítica é um refrigerante laranja?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ontem estava lendo um release de uma banda brasileira, que acaba de lançar um album: “O disco tem um forte apelo de crítica social”. E aí coloquei meus botões em atividade. Eu mesmo já direcionei minha musicalidade para esse foco algumas vezes, usando a música para dizer o que está errado, o que precisa de conserto. Não que isso seja errado, mas penso que há poréns.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Crítica social vende. Obviamente, saber o que está errado é o primeiro passo para se achar respostas. Mas no Brasil a arte de criticar se tornou um hábito banal, praticado sem precisão.  As redes de televisão, mais precisamente a Rede Globo, pratica esse tipo de crítica de uma forma usual, porque falar mal do Governo no Brasil não é opção, é lugar comum. E vale ressaltar que neste ponto em especial, não se trata de sublinhar convicções políticas. Se trata de salientar que  a crítica pela crítica, que não avança no sentido de propor soluções é de certa forma, um vício perigoso e pode ser deveras melindroso. O brasileiro é viciado em criticar, mas precisamos dar um segundo passo, precisamos nos concentrar em solver. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A banda em questão quer, acima de tudo, vender. Essa imagem de revolucionário na música é recorrente, e diga-se, ultrapassada. Se trata de conduzir as massas para um estado de inconformismo que deixa o espírito em riste contra o sistema. Se trata de não semear nas massas a capacidade para analisar apropriadamente o contexto, para estimular o estouro da boiada e deixar no final das contas, a manutenção da ordem nas mãos daqueles que querem articular interesses outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É realmente muito fácil se colocar artisticamente contra tudo, porque de fato não é pequena a lista dos erros da humanidade. Mas eis que é só isso. Eis que existe pouca gente dizendo o que está certo, ou o que fazer para tornar certo o errado. Antes de nos colocarmos a serviço do ato de criticar, deveríamos afinar nosso discernimento e praticar a seguinte máxima: só abra a boca pra criticar se tiver uma solução. Isso fará nosso intelecto crescer, fará nossa percepção aumentar, e principalmente, nos impulsionará para a ação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Evidente, não estou afirmando que é preciso esquecer nossos problemas(este é um argumento sempre ativo nos críticos de plantão). É preciso exercitar uma inteligência prática, que nos direciona para o olho do furacão, para a vida que está lá fora.   Enquanto a banda vende sua crítica social para seu público adolescente, o discernimento e a ponderação que deviam pontuar a realidade, vão por água abaixo. Porque associa o sucesso à prática da crítica, e  não a uma movimentação cultural em torno da busca de soluções. O resultado, uma quantidade imensa de jovens com suas energias voltadas para a quebra de modelos que eles nem sabem quais são, como se desenvolvem, nem como se mantém. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A crítica é sempre conveniente. O que não é conveniente, na maioria das vezes, é apontar saídas. Porque isso tornaria evidente a falta de lastro intelectual da banda, a falta de lisura da mídia, a falta de coragem de nós mesmo, quando condenamos a pobreza mas não esticamos um dedo sequer para melhorar as condições de um outro menos afortunado. Para o Brasil se mover será preciso colocar o dedo nessas feridas. Senão, um tipo de crítica fajuta continuará surgindo, e paradoxalmente surgirá daqueles que não querem nenhum tipo de mudança, em absoluto. Porque de alguma forma, se beneficiam do caos que propagam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cabe, de fato, ressaltar uma verdade fundamental: as mudanças essenciais são sempre silenciosas. O ínterim das discussões saudáveis em torno de soluções é movido pela serenidade e pela cooperação. Aqueles que gritam são de dois tipos: aqueles que querem preservar seus interesses, ou aqueles que realmente sofrem. Ao segundo, damos amor. Ao primeiro, a implacável força da escolha na hora de ouvir música, ver televisão, ler jornal, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe verdade conveniente, isso sim.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5187578970985602643?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5187578970985602643/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5187578970985602643&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5187578970985602643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5187578970985602643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/10/crtica-um-refrigerante-laranja-ontem.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6494051010521730606</id><published>2008-10-09T14:02:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T14:32:45.501-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;Considerações sobre uma crise anunciada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Finalmente, a tão anunciada crise americana chegou. Prato cheio para a esfomeada mídia brasileira, que adora crises. E uma chance valiosa para tecer uma reflexão acerca das minúcias que circundam esse momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Os mercados estão em queda, os mercados estão preocupados, os mercados estão tensos, os mercados estão caindo, os mercados precisam de ajuda. Assistindo ao noticiário, vê-se um desfile de corporações exalando desespero, números com setas apontadas para baixo, especialistas derramando teorias. E, depois de ouvir uma dessas frases clichê sobre a queda na bolsa de valores, me perguntei: o que realmente está caindo? O que está acontecendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Primeiro, o óbvio: o fracasso de um modelo de mundo mercantilizado. Observo essas movimentações frenéticas dos caciques tentando tampar um buraco que é impossível de ser tampado, porque é um buraco na alma. É inacreditável como se tornou factível a crença de que o planeta poderia viver de especulação, colocando sua sorte nas mãos dos papéis, dos títulos. É muito fácil perceber que a máquina nunca funcionou bem. Justamente porque o seu bom funcionamento libera como resíduo tóxico o próprio homem. A maquina mastiga o homem. A crise é o ápice natural dessa novela materialista. O mercado é vapor. O mundo é feito de homens, e toda essa celeuma é porque isso em algum momento, foi esquecido. É inconcebível que ainda hoje perdure o raciocínio de que é viável um mundo feito de pessoas infelizes. Os especuladores criaram essa crise, e agora querem nos fazer acreditar que temos alguma coisa a ver com isso. Criaram essa patomima e agora clamam por uma sensibilização. Que piada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Segundo, cabe a pergunta: o que é o homem? Vemos hoje a bestialização da humanidade, essa é a verdadeira crise. Os EUA passaram sessenta anos financiando a maioria dos conflitos armados no mundo, e agora vê-se a colheita: absolutamente previsível, para aqueles que acreditam em karma ou não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem é a vítima? Todos nós somos vítimas e causadores. Alimentamos a crise quando sentamos nossas nádegas no sofá e nos deixamos ser idiotizados pela Rede Globo, com suas novelas tapadas e seus noticiários cheios de má fé. Somos coniventes com a violência quando ao invés de fazer trabalho voluntário em comunidades carentes, preferimos investir em Insufilm. Contribuimos para a cadeia financeira quando permitimos que os bancos pulverizem o mercado com especulação através do nosso dinheiro, e ainda por cima, nos cobre por isso taxas altíssimas de juros. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Jogamos gasolina na fogueira da ignorância quando compramos uma revista que pratica jornalismo comprado, que além de omitir a verdade, nos presenteia com uma escrita pobre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Alguns observadores citam uma estatização crescente como característica resultante da crise financeira americana. Mais do que natural. O Estado deixou as crianças brincando de Laissez-faire no quintal e foi cochilar. Quando voltou, os cachorros estavam mortos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Enquanto não nos conscientizarmos que um mundo em paz é um mundo onde todos se vêem como iguais, viveremos uma crise atrás da outra. Cada ser humano tem o dever e obrigação de cuidar do outro, de não deixar o outro sofrer, cair, errar. Somos uma soma. Somos uma raça em busca de uma solução para a ignorância. Cito Gandhi:&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“O mundo pisa sobre o pó, mas quem persegue a verdade deve ser tão humilde que mesmo o pó poderia pisá-lo.”&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Resta minha humilde opinião. Que esta crise é um momento perfeito para refletirmos nosso papel no mundo. Porque a derrota da humanidade não é de um homem só, é de todos nós. Onde estou errando? essa é a pergunta a ser feita. A carapuça vai de um polo ao outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6494051010521730606?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6494051010521730606/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6494051010521730606&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6494051010521730606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6494051010521730606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/10/consideraes-sobre-uma-crise-anunciada.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-2530215045366161981</id><published>2008-10-04T21:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T22:00:56.920-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link style="font-family: trebuchet ms;" rel="File-List" href="file:///E:%5CDOCUME%7E1%5Ckezo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 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 &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tarde é o tempo das chuvas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Ao longe os trovões sabem.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Eles sabem.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E golpeiam o ar com lâminas,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Só porque a luz veio e se foi,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;A luz do relâmpago.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não foi suficiente?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Toda essa chuva cai e é assim:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Tuda a água é lágrima.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Toda núvem é choque.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Todo caminho é também seu avesso.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não há contas mágicas:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;A tempestade vem e se espalha.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Nessa noite de baldes&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Me espremo no intervalo das gotas na janela&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E me pergunto se elas saberiam&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Pra onde vai a curva que sai do meu olho&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Em direção a boca salgada de choro.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Toda chuva é uma espécie de confissão.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Sofro porque deito minha cabeça no meio fio,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Recebo o granizo desencontrado das perfeições escondidas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;De poetas que poderiam ser lidos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;De músicos que poderiam ser felizes.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;De mágicos que poderiam ser verdadeiros.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Mas é assim, perceba por favor:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Viver é um tipo esquisito de sofrimento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Desses que termina quando você se torna óbvio.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Eu gostaria de ser óbvio, mas eis que só consigo no máximo,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Ser coerente com minhas incógnitas.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Os trovões sabem.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E suas vozes gaguejam um tipo estranho de força,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Que rasga a garganta do tempo e desenha no chão molhado,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Desejos que não flutuam nas águas,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Ruas que não lavam seus carros,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Cantos malditos que se calam no desespero dos que caem,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Feito giz que escorre no dedo,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E no espirro, voa.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não quero ser enfadonho.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Que amar baste.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E que o amor não se afaste quando os trilhos do mapa&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Se acharem.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-2530215045366161981?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/2530215045366161981/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=2530215045366161981&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2530215045366161981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2530215045366161981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/10/normal-0-21-microsoftinternetexplorer4.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5450967333357082243</id><published>2008-09-05T08:22:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T12:04:01.716-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os teores da lei&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Recentemente troquei alguns emails com um grande amigo de Salvador, Cyro Serpa, sobre a questão da lei sêca. Cyro discorria principalmente sobre a decisão arbitrária do STJ de probir indenizações de seguro resultantes de acidentes onde o motorista estivesse alcolizado. E daí me veio a vontade de escrever sobre o tema da lei. Cyro ainda fez algumas ponderações cruciais sobre meu texto, as quais pontuarei devidamente no decorrer da leitura. São contra-pontos importantes nessa questão toda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cyro&lt;/span&gt;: "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...sobre a lei, eu só acho que devia ser repensada (se é que chegou a ser  pensada algum dia), não pra ser leniente, mas, pra ser JUSTA. Pois, no extremo  oposto da leniência, há algo igualmente equivocado: usar os nobres propósitos  como bandeira para qualquer ação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cyro,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entendo o teor da sua crítica. E acho natural que haja reações como a  sua a essa nova lei. Eu,  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;particularmente, acho que essa lei veio muito  tarde. Esse é o problema. Nossa exposição a uma suposta permissividade  do Estado desregulou a agulha da nossa percepção, e durante  muito tempo achou-se razoável beber e dirigir. Quando nunca foi sensato.  Eu também achava que essa "lei seca" era um pouco abusiva, mas  acredite: não é. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nesse momento estou nos EUA e nossa lei comparada com a deles é um passeio no parque.  Aqui veiculam-se peças  publicitárias com o texto claro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Se você beber e dirigir, nós  vamos caçar você e onde você estiver, será preso."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Imagino se veiculassem uma peça dessas no Brasil o escândalo que não ia  ser. Quando na verdade essa não é uma discussão sobre consumo de  álcool, e sim uma discussão sobre os contornos da nossa sociedade. Uma sociedade que ainda não aprendeu a lidar com o conceito  de cidadania, eu suponho. O Brasil anda a passos miúdos nesse sentido,  mas mesmo assim, anda. E isso é o que importa. Temos nosso próprio tempo, e temos a oportunidade de repensar os modelos  eurocêntricos e norte-americanos para tirar deles o melhor e assim  construir nosso modelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu acho essa nova lei muito bem-vinda.  O problema é que as pessoas não pensam de forma cidadã. Nos EUA as pessoas se adaptaram há décadas aos trâmites das leis  álcool-veículo, e a sociedade vive bem. E em nenhum momento é  questionada a validade do Estado enquanto gestor dessas leis. Porque  aqui o Estado é visto como responsável pelo bom funcionamento da sociedade, e as pessoas compreendem perfeitamente que a  qualidade de vida da comunidade depende da compreensão exata da máxima:  "meu espaço termina onde o do outro começa".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que as pessoas  no Brasil precisam entender é que seu direito de beber está garantido.  As pessoas podem exercer suas vontades individuais. Mas até  quando elas não invadam o interesse do bem estar da coletividade, ou melhor, da segurança da coletividade. O fato deu estar  nos EUA agora me fez compreender muitas coisas.Tirados todos os  deslumbres, que felizmente não alimento, por ter minhas prerrogativas  intelectuais e culturais bem azeitadas. Mas os EUA funcionam não porque o Governo é forte ou autoritário. Mas porque todas as  pessoas compreendem que o bom funcionamento da sociedade depende de  cada um. É um exercicio individual cuja soma resulta num viver  tranquilo, razoável e ponderado. Nós brasileiros somos mal acostumados  com os excessos. Tratamos o excesso como algo normal, quando na verdade  ele é a  expressão de uma sociedade ainda combalida por uma  certa mentalidade colonizada, que nos diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Vocês são  menos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já perdi a conta de quantas vezes ouvi: o Brasil  é uma merda, o Brasil não funciona, o Brasil nunca vai pra  frente. E enquanto não entendermos que o Brasil somos nós, nada irá  realmente funcionar. É impressionante como o brasileiro não se  valoriza, não valoriza seu país e seu Governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cyro&lt;/span&gt;: "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...cito o exemplo de quem senta em mesa de bar pra falar mal do  governo (desse modo, expiando seus próprios aleijões morais) e, na prática  cotidiana, comete todo tipo de "pequena" desonestidade que nos torna uma  sociedade grandemente desonesta; ou a pessoa que atira lixo na rua e depois,  quando a água suja inunda tudo e espalha doenças, porque o bueiro está entupido,  esbraveja que a culpa é da prefeitura...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que estamos todos  uns contra os outros, e isso é absurdamente contraproducente.  Nada flui. Aqui nos EUA tive logo a impressão contrária: estão todos a  favor  de todos. Não que isso resulte num estado anestesiado de  pensamento crítico. Ao &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;contrário: é o pensamento crítico aplicado de  uma forma cidadã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cyro: &lt;/span&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Também desconfio dos EUA como exemplo, pois o mesmo sentimento de fazer algo  decente pelo interesse da comunidade leva muitos a achar natural invadir e  saquear o país alheio, desde que haja nisso um interesse da "América"; o mesmo  cara que pára no sinal vermelho (por convicção cívica) pode achar normal a morte  e a tortura em Guantánamo (por convicção cívica).&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E é isso que nos falta. Porque eu acho  terrível esse lugar comum argumentativo que convoca um apelo  de coerção exercido do Estado, para que se possa desfrutar de certas  liberdades, que no fundo não são liberdades, são excessos. Porque a  liberdade genuína pressupõe um limite que considera o outro. E isso se  chama respeito. Precisamos nos libertar desse ranço pós-ditadura  que traz sempre a tona esse discussão sobre coerção, quando na  verdade não se trata mais disso. Se trata de mover o barco, evoluir,  olhar para o futuro e descobrir como fazer funcionar melhor um país.  Através da nossa soma enquanto seres, multiplicada pela superação desse terrível complexo de colonizado e do fechamento  completo dessa feridas da ditadura, que a qualquer passo do Estado,  aciona nas pessoas uma sequência de prerrogativas ultrapassadas. Estamos a beira de 2009, e o pensamento das pessoas  ainda não superou 1964. Incrível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A mídia brasileira se faz  valer desse argumento de uma forma quase vil. Joga sobre nós uma   &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;enxurrada de lixo e quando o Estado quer intervir, surgem todos  os falsos moralistas da OAB, das Associações de Imprensa dizendo:  "Atentado contra a liberdade de expressão!!!". Quando na  verdade, estão apenas usando esse argumento de uma forma irresponsável, conscientes de que a sociedade ainda se fragiliza e não  tem capacidade para lidar intelectualmente com um Estado moderno. Porque eu acho que uma boa parcela do Estado já acordou para  isso, e quer mover o Brasil numa direção evolutiva. Mas as instituições privadas resistem, a elas só interessa perpetuar o jorro  do lucro. Assim como agora as cervejarias reclamam, os donos de bares  reclamam. Mas são estúpidos, só pensam no lucro. E aí meu  amigo, contra esse gigantes cegos,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; só a força resolve. Me  perdõe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cyro&lt;/span&gt;: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...não é porque queremos dissociar álcool de direção que vamos agora avacalhar,  meter a mão injustamente no que é de alguém, lesar um cidadão inocente (o  familiar de um segurado) e desprevenido (porque o contrato, que envolve uam  relação bilateral que se estende pelo tempo, jamais foi pensado naqueles  termos). Sequer uma coisa tem relação com a outra (a vontade social de banir o  álcool do trânsito e os contratos privados de seguro) ... Essa "solução" do STJ é pior do que a Lei de Talião ("olho por olho..."), porque  esta ainda se tratava de uma arcaica vingança privada contra um criminoso;  agora, é o Estado moderno e civilizado tentando impor uma política pública via  mutilação dos direitos e da própria sobrevivência de inocentes; isso, se o  verdadeiro responsável, simplesmente morrer, sem ter causado dano a outrem.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acho que em breve a sociedade vai encontrar meios  para se adequar a lei sêca, e a todas as outras leis que  virão. Assim como em São Paulo, onde o Estado já providenciou vários  ônibus circulando na Vila Madalena durante a madrugada, para ajudar os  boêmios a voltar pra casa sem arrancar postes. No fundo, acho  isso uma coisa bonita de se ver, é a sociedade em evolução, cuidando de  si mesma. Demora, mas a gente chega lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outros prazeres serão  descobertos. Mas se as pessoas ficarem enxergando coerção onde só há  bom senso, aí sim: fudeu. Precisamos olhar pra frente. De preferência, com as duas mãos no volante. E não, com uma mão no volante  e outra na lata de cerveja. No fundo, é tudo uma questão de  direção.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5450967333357082243?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5450967333357082243/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5450967333357082243&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5450967333357082243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5450967333357082243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/09/os-teores-da-lei-recentemente-troquei.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-314671925170323635</id><published>2008-08-11T14:49:00.000-07:00</published><updated>2008-08-11T14:51:16.418-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para meu pai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de meu pai é falar de mim. Na medida em que ele, das mais diversas formas,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; me deu os exemplos de vida mais belos e mais nobres que eu poderia ter. Ele me ensinou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; através do exemplo, e isso é inestimável. Porque as palavras soam, mas é no agir que o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; viver encontra sua substância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu pai me ensinou que o caráter é o bem mais precioso de um homem, vi ele&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; tomando a atitude certa no momento em que apenas um simples sim era o necessário para&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; tomar o caminho errado do benefício fácil em detrimento da verdade. Ele me olhou e disse:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; “Filho, sempre faça a coisa certa.”. A vida atestou, dia após dia, crua perante meus olhos:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; só a verdade compensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu pai me ensinou o que é desapêgo. O que muitos enxergaram como ingenuidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; era a nobreza de um homem exercendo seu direito de compartilhar felicidade. Nada que a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; vida não tenha lhe retornado em dobro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu pai me ensinou o que é serenidade. O que é conservar um estado inabalável de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; calma, mesmo quando o mundo ao redor parece desabar. Uma forma silenciosa de lidar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; com as forças que regem o cotidiano. Sempre vi ele lá quieto, sendo interpretado como&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; apático, quando estava apenas praticando uma rara sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu pai me ensinou como ser feliz sem se importar com a opinião alheia. Me&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; mostrou na prática a valiosa lição que a felicidade reside nas pequenas coisas, e que não há&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; vergonha em usufruir a simplicidade da vida. Eu vi ele ser feliz com muito pouco, enquanto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; todos buscavam o balde de ouro no fim do arco-íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E finalmente, o mais importante ensinamento: meu pai me ensinou a amar. E ele fez&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; isso da forma mais bela de todas: amando a todos, e em troca, sendo amado como poucos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Meu pai é o homem mais amado que conheço. E não há absolutamente nada mais precioso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; que isso. 32 anos depois de nascido, eu repito: meu pai é meu herói, e até o fim da minha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; vida não há nada que eu não queria ser, além de um espelho dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai, estou contigo e não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; abro. Feliz dia dos pais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-314671925170323635?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/314671925170323635/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=314671925170323635&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/314671925170323635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/314671925170323635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/08/para-meu-pai-falar-de-meu-pai-falar-de.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3279343148785990805</id><published>2008-05-29T11:46:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T11:50:44.961-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Um game-over contínuo e pleno.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A humanidade vive no limite. Estamos na ponta do precipício, mas firmes e equilibrados. E esse paradoxo nos faz muito especiais enquanto raça. Vivemos essa noção de abismo como algo que guarda a queda e de topo como algo que marca o ápice. Na internet estamos a um passo da bestialidade. Basta um clique para que você assista a espetáculos deprimentes de tortura, abuso, luxúria e morte. Um clique para provar o quanto nossas conquistas enquanto raça são frágeis. E por tabela, para mostrar que nossa estabilidade está sempre&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;por um triz. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;Vamos vivendo e buscando o aprimoramento do caráter e um refinamento crítico. Vamos construindo um palácio. E de repente somos expostos à pequenas decisões. Minúsculas decisões de clique para evidenciar a clássica situação do precipício. Ocasiões onde o pior aflora de suas entranhas e de repente, eis a catarse:&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Somos bicho.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E muito claramente, junto com a queda, vem a paradoxal conclusão de que somos muito mais. A equação abismo-topo pode ser transposta para a horizontalidade e vencida pelo simples andar consciente. É uma situação “freio e movimento”, e não “queda e morte”. O único inimigo com o qual lutamos nesta existência se chama mente. Ela está entre o eu atual e a verdadeira realidade. Ela nos separa do que podemos ser. Domá-la transcende o mérito de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;realização pessoal para se tornar uma meta última. A tarefa mais díficil para qualquer homem, em qualquer tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;Nossos desejos podem nos transformar em seres bestiais, que bebem urina, esquartejam corpos, torturam culpados, gritam de gozo, modelam corpos com metais, experimentam prazer na observação do caráter pútrido do sangue, etc. Enquanto apenas um desejo pode nos levar a um único lugar. Essa existência é um funil para um único final, que não é a obviedade da morte física. O final supremo onde podemos vencer, em vida, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a condição de homem escravo dos próprios desejos e conceitos. Simplesmente através da constatação que nossa mente nos trai, e no entretém com jogos de anseio e aspiração. Um querer ser voraz, que está sempre presente, como uma casa de máquinas de návio a deriva. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;A beleza dos contra-sensos: saberemos o que querer quando não quisermos mais nada. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Seremos o que se deve ser quando não quisermos ser aquilo de queremos. Aquilo que nossa mente laica quer. E mais absurdo ainda: podemos ser o que se deve ser sendo o que ser quer ser. Mas como? Porque?&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Porque tudo é a simples questão não do fazer, mas do que está por trás do fazer: o que nos motiva. Yogananda escreve:&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“Pior do que o ato físico de roubar, é o ato mental que dá origem ao ato físico. Detenha o ato mental de roubar e o ato físico desaparecerá.”&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A centelha combustiva do viver reside nesse espaço, onde o querer aflora. E é nessa seara que se dá a grande batalha de todo homem, ainda que ele não perceba e viva vagando, desesperadamente a perseguir seus desejos. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Obviamente, não atingiremos esse âmago mental tão simplesmente. E por isso, o cunho laborial do binômio horizontal abismo-topo nos é essencial. Para que possamos nos submeter à modelagem da vida pelo erro, e aos poucos, através da minuciosa análise das quedas, obtermos a incrível chance de observar o carburador vital em funcionamento. Onde a centelha encontra o combustível e a explosão do ato acontece, fazendo girar o motor da vida. Me vejo homem, mas passível de me tornar algo muito maior e mais livre. Algo que tenha fim, mas que não se finda porque nunca teve começo. Um game-over contínuo e pleno. Um eterno terminar, livre da espera de um novo começar. O ser. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3279343148785990805?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3279343148785990805/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3279343148785990805&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3279343148785990805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3279343148785990805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/05/um-game-over-contnuo-e-pleno.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3631919833885670113</id><published>2008-05-11T19:43:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.765-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Só as mães sabem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O que gerou o universo? O ventre divino do aspecto materno de Deus. Em cada ventre materno há uma centelha. A centelha da criação, sem a qual nada vive, nada nasce e nada respira. Em cada mãe reside esse milagre. As mães tornam esse mundo possível. Elas geram continuidade porque carregam um útero. O útero é a câmara sagrada onde se dá a gênese enigmática da raça humana. O lugar onde mora Deus, na sua forma mais poderosa, mais generosa e mais brilhante. As mães são mais próximas de Deus do que os astros no firmamento. Elas amam seus filhos mesmo quando são feridas por eles. Quando perdem seus filhos, sentem a mesma dor que Cristo sentiu na cruz. Uma dor dilacerante, mas generosa porque mostra o quanto se pode amar. Cristo deu sua vida pelos seus. Só as mães sabem o que é esse amor. O universo sumirá e só elas saberão. Porque elas vivem a espetacular experiência de ter dois corações. E misteriosamente, elas não sabem ao certo qual coração é o dela, qual é o do bebê. Ela pensa: somos um agora.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“Somos um agora”.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E serão um para sempre. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Por isso, tenho a máxima reverência por minha mãe. Eu me ajoelho aos pés Dela. Esse maiúsculo é a tradução do que é minha mãe: um ser vivente, cheio de karma assim como eu, mas que foi impregnado com a dádiva inigualável de permitir a vida. Ela permitiu o meu início. Deus permitirá o meu fim. E estas são as duas pontas primordiais: nascimento e morte, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Brahma e Shiva, criação e destruição. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ninguém jamais será feliz se não fizer sua mãe feliz. As mães guardam o fio que sustenta a vida. Todas as vidas. Entre as tradições orientais é dito que o nascimento humano é muito raro. É uma extraordinária oferta dos Deuses, que nos presenteia com a consciência. Somo a única raça que pode decidir com base no intelecto. Nossas mães nos presentearam com isso. E esse é o maior presente de todos. Qual presente posso dar a minha mãe que chegue perto desse que ela nos deu? Essa é a pergunta que devemos nos fazer. Porque fazer nossas mães felizes é fazer feliz o princípio divino e a centelha maravilhosa que nelas habita. É celebrar o sagrado da forma mais real e prática possível. Nada, em lugar nenhum, em tempo nenhum, em condição nenhuma, pode ser mais sagrado que uma mãe. Os homens cedem sua semente. Mas o que é uma semente sem a terra? A semente sozinha não é nada. E o que é a terra sem uma semente? Se não houvesse nenhum ser humano sobre a terra, este ainda seria um planeta belo e farto. A terra sempre terá vida por ela mesma. Assim é a natureza. O princípio materno é eterno. A natureza é eterna. A mãe são, por princípio, a terra. A base. Aquilo sobre o que se ergue o que se conhece. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;As mães são divinas. E nós, a prova concreta da divindade. Somos a repetição do big bang. Somos a mordida na maçã. Somos o sopro de Brahma. Somos a manifestação real da centelha divina criativa, queiramos ou não. Aceitemos ou não. Um dia, fomos o nada. E hoje somos isso. Porque? como? onde?&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Estas perguntas são enigmáticas. E o mais perto que podemos chegar de uma resposta completa é silenciando e apreciando a beleza e a generosidade de nossas mães. Nelas está a resposta silenciosa. A resposta que apenas É. Ela está lá, parada. Com os olhos eternamente amorosos.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Nenhuma mãe é fisicamente eterna. Mas o que elas carregam é. Admire sua mãe como sendo a mais bela das paisagens, a mais suave das brisas, o mais tranquilo despertar, a mais quente das camas, o mais límpido céu, a mais refrescante chuva, a mais bela medodia.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Assim, você alcançará Aquele por trás do princípio de tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;       &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:78%;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: arial;font-size:78%;" &gt;Mãe, você é tudo. Obrigado.  Você me permitiu enquanto ser. E eu rastejarei até o último dos meus dias para fazer você a mais feliz das mães.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3631919833885670113?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3631919833885670113/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3631919833885670113&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3631919833885670113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3631919833885670113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/05/s-as-mes-sabem-o-que-gerou-o-universo-o.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6066807361700405077</id><published>2008-05-02T21:46:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.766-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Impropérios, sorrisos, pensamentos e a criptonita perdida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Ouço vozes ao longe. Elas dizem: é a hora do Brasil. Temos grau de investimento, bolsas batendo recordes, dólar em baixa recorde, indicadores sociais favoráveis, renda chegando a camadas menos abastadas, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Na elite, nada de novo: burrice. &lt;/p&gt;          &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Existe gente no Brasil que ainda não entendeu o conceito básico da vida em sociedade. Que convivência pressupõe generosidade. Não generosidade material, mas generosidade no pensar. Acontece que as pessoas pobres, ou que levam uma vida mais simples, possuem uma sabedoria base que as permite um lidar mais lubrificado com a vida. Uma vivência que destila o viver. Dinheiro não é felicidade. Nem é crime ter dinheiro. Mas o fato é que as esperanças do Brasil residem abaixo da linha do equador econômico. Temos que aprender. Me incluo na elite. Mas tenho um outro olhar. A solução é transitar, sem preconceito. Sem essa coisa idiota de colar adesivos com mãos de quatro dedos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Na mídia, nada de novo: burrice. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A mídia brasileira se alimenta de crise. Passou vinte anos convivendo com crises reais e agora que as crises estão desaparecendo, o que fazer? A imprensa está desnorteada. Eu me pergunto: até quando os senhores da mídia brasileira vão insistir no gol contra? Até quando vão insistir na idéia que a miséria, a desonestidade, o medo, a dor e a crítica cega vendem? Com o poder de fogo que a mídia tem, esse país poderia ter outra mentalidade. A Rede Globo idiotiza seu público, vende ignorância rotulada como inteligência. Propaga um pensamento raso através de suas novelas, arquétipos previsíveis de um Brasil tartufo. Todos exibem suas delicadas faces ajudando a vender celulares, carros, roupas. Sorriem, sorriem. Fazem trabalho de repartição e soam como gente gentil. Fora das quatro linhas, todos sabem: o pensamento mercantilista idiotizado é evidente. E tolerado. E que se diga: não é coisa só da Globo. Jornais e revistas de péssima qualidade. Faça uma assinatura e ganhe um aparelho de barbear: jogue a revista fora e faça a barba.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Na oposição política, nada de novo: burrice. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O que se vê em Brasília é um jogo de poder. Não se pode inaugurar programa social em ano de eleição porque é contra lei, ou porque o programa realmente ajuda as pessoas, e ajudando as pessoas, contribui para um bom(e justo) olhar sobre o governo? quer dizer claramente o seguinte: que se fodam as pessoas, precisamos fazer oposição. Esse é o fato. E é isso que as pessoas precisam entender quando forem colocar o dedo na máquina de voto. E sim, elas estão entendendo. Avaliam com bons olhos um terceiro mandato de Lula.  Vejo bom senso. Em Minas, Aécio Neves tenta costurar algo plausível, mas os PTrodáctilos não entendem. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Na educação, nada de novo: lentidão.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O Brasil precisa cultivar inteligência. Em nenhuma lugar do mundo eu vi gente falando mal de seu país como os brasileiros falam mal do Brasil. Se depender dos brasileiros, o Brasil é uma república de merda, falida e detonada. É preciso mudar essa mentalidade e estabelecer um novo naturalismo: somos bons, inteligentes, e vamos mudar o mundo. Porque temos cultura rica e potente. Temos alimento. Temos água. E principalmente: temos uns aos outros.&lt;/p&gt;        &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Hoje, as pessoas se contentam com meninas sendo jogadas de janelas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Minha rede não foi cortada. Minhas tesouras eu mesmo controlo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6066807361700405077?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6066807361700405077/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6066807361700405077&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6066807361700405077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6066807361700405077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/05/improprios-sorrisos-pensamentos-e.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-8086716767593803457</id><published>2008-03-24T21:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.766-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Clair de Lune à mes amis&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Porque nós deixamos cicatrizes pela vida? porque há esse inefável muro que não nos deixa voltar e acariciar essas cicatrizes, observá-las de perto para podermos perceber o que elas realmente são: uma marca feita por algo passageiro e cortante. Mas agimos sempre como se o corte estivesse sendo feito a cada instante. E que habilidade maravilhosa essa, de deixar as dores da vida passarem, como árvores secas na janela da viagem de trem. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Eu gostaria tanto de poder olhar amorosamente para minhas cicatrizes na vida, de poder acariciá-las com carinho porque elas me fizeram um ser falível: “Bem aventurados os tristes, pois estes serão consolados”.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Eu já convivi com tantas pessoas boas, fui feliz ao lado delas. Percebo ainda hoje que as amo, mas há essas impressões duradouras que caem sobre nós com o peso de mil aviões em chamas. Colocamos arames nos rostos que outrora foram os rostos onde vimos sorrisos e nesses sorrisos, nossa felicidade refletida. Há esse abismo na alma. De um lado esse eu sonhador, do outro todos meu amigos idos. Esse abismo é o homem que sou. É o homem que se é. É uma condição pior que a condição animal, pois o animal sabe perdoar. Ele aceita a natureza, ele é a natureza. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Eu não sei perdoar. Eu não sei olhar para trás a e admitir a imperfeição no outro, que é a minha mesma imperfeição. Sofro não porque me vejo perfeito, mas porque a minha maior imperfeição é não saber entregar minha alma ao rio do viver, para que suas águas apenas limpem minhas mãos enlameadas. Esse desfiladeiro vai muito além&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;do simples complexo de culpa. A culpa é para os pobres de espírito. Em absoluto, não se trata de uma retórica reparadora de ações. Se trata de um olhar sobre a vida que em algum momento revela uma verdade inexorável, da qual nada escapa. A verdade bruta e avassaladora que somos seres trilhando a mesma senda da incorreção. E apenas isso. Eu gostaria de ter tido a capacidade de amar meus amigos mais pelos seus atos bondosos do que pelos seus atos falhos, por mais graves que possam ter sido. Eu gostaria neste momento de dar um grande abraço nestes tantos amigos dos quais me afastei por me colocar acima dos seus erros. Mas quem sou eu para admitir nunca ter errado. Deslizes que nos igualam, por mais que o ego insista em categorizar as escalas dos nossos equívocos. Eu gostaria de poder olhar para meus tantos amigos agora e dizer-lhes: ninguem é culpado de absolutamente nada. Estamos vivendo, só isso. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Faço uma força gigantesca para mover esse monte de terra em minha frente. É desesperador saber que esse monte é ilusório, constituídos das manchas nos nossos olhares. É vergonhoso para mim olhar para trás e ver que há quem eu tenha amado que hoje pode estar longe porque meu ego insiste em dizer: se afaste, se esconda, se proteja desse que te feriu. Só que o ato de me afastar agora me fere, veja que paradoxo. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não me arrependo de nada que fiz, pois tudo que fiz me levou a esse belo momento de clareza doída. A palavra, vilã de tantos momentos, agora me acolhe.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Por mais que eu fale, o que falo vai esbarrar no olho do outro, que vê a palavra com o sentido que quer. Procuro agora apenas um único sentido. Um sentido de fluidez na existência, que se dá na percepção modesta do outro em sua inteireza humana, de pertencente a uma raça que precisa ser acurada no lidar com suas inconsistências. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não tenho vergonha. Tanta coisa doeu, mas o amor precisa ser maior. Esse texto é um abraço. Apenas isso. Apenas. Não é uma tentativa a favor nem contra nada. Não é uma volta. Nem uma ida. Estamos aprendendo a ser felizes.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Hoje é uma noite bonita, cinzenta. Que a vida siga. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dedico este texto a CH, Processo e Tiago, com todo amor e respeito. Perdoem-me pelo arroubo. A leitura da intenção é a tradução do ato interno. Um abraço.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-8086716767593803457?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/8086716767593803457/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=8086716767593803457&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8086716767593803457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8086716767593803457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/03/clair-de-lune-mes-amis-porque-ns.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5867583460099717740</id><published>2008-02-26T12:51:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.767-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;O crer para ver&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Vou dizer a vocês o que eu penso do mundo, sinceramente. Acho esse planeta um lugar paradoxal. O único nexo que vejo nessa existência consiste na possibilidade de nos libertarmos dela. Ultimamente tenho percebido que o único lugar onde posso obter paz é dentro de mim mesmo. Realmente, existe tanta gente ocupada em estragar o planeta de tantas formas. A programação televisiva por exemplo. É de um mal gosto absurdo a apologia que se faz da violência, da derrota, da dor, da desonestidade. Tudo que se vê é o homem lutando contra a própria maldade, uma maldade tosca, corporal, sensual, animalesca. Onde está a sutileza do inimigo interior revelada? Esse sim, o verdadeiro vilão eterno. O que incita o ato. A fonte.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Pior ainda é a publicidade. Não tenho mais estômago para ver intervalos comerciais. É repugnante a publicidade na televisão, a explorar estereótipos mortos. Onde ser feliz é ter o celular, o carro, a casa. Onde beber cerveja é sinônimo de realização. E as mulheres, pobres mulheres. Estilhaçadas como carne de sol na cerca enferrujada, a entreter os bois com suas costelas a vista. Nosso olhos são bombardeados com essa sujeira vazia, onde tudo não passa de um ardil infantil. Como se ali naquele espaço de estética hospitalar pudesse haver uma grande idéia, uma denominação válida do novo. Eu fazia faculdade de publicidade. Abandonei quando vi que minha inteligência ia se ocupar com o ocultar: tudo pelo produto, mesmo se o produto for um lixo. O publicitário, acima de tudo, é um mentiroso hábil.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O homem se tornou uma espécie monótona, previsível. Existe esse sistema onde finge-se que se paga o que se deve, e pronto. Eu me ocupo da minha interioridade o tempo inteiro. Quero transformar essa parte de mim que ainda vê incoerência nos jogos humanos. É tudo um jogo onde a morte é a única certeza. Quero encontrar minha paz porque na hora da morte nada vou levar além das flores que cultivei no meu jardim interno. Esse brinquedo de xadrês de casas e ruas não me interessa muito. Sei que o que vejo no mundo é reflexo do que penso, e luto para enxergar perfeição, porque se há imperfeição, essa imperfeição está em mim. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Esse é o paradoxo fundamental da existência. Por isso, a terra é um lugar perfeito na medida em que nos permite uma libertação possível. Contraditório porque sustenta os termos desta libertação na nossa habilidade interior em negar a sustentabilidade do aspecto exterior. Ou seja, em tese, não precisamos de nada. Todas as sagazes distrações do mundo são feitas para que possamos aprender a abrir mão delas. Nada é nosso aqui. E o problema hoje é que quanto mais distrações se criam mais o homem se perde numa montanha russa interminável de desejos possessivos. A raça humana se enforca com as próprias mãos. Essas crianças crescidas não entendem que o passeio na roda gigante acaba em algum momento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Luto para que eu possa ir, e em calma, deixar o brinquedo para trás. Assim vejo o mundo. Há quem só veja maldade. Eu vos digo, eu vejo amor. E onde não há amor, há nossa incapacidade de ver o amor. Ele está lá. Isso para mim é a verdade absoluta. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Devemos nos elevar. E rejeitar nossa animalidade a todo custo. Filtrar o que se vê, o que se ouve, o que se fala. Só ver o bem, só permitir o bem. E quando o mal vier, aceitá-lo como o mal em você, porque o brinquedo é feito de espelhos. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Espiritualidade é tudo, absolutamente. O mundo é indivisível dessa verdade fundamental. Aquele que acha que há uma faceta prática do viver separada do aspecto espiritual, sofrerá e virá neste mundo incontáveis vezes. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Minha vontade primordiar é ir e não voltar. E se voltar, voltar sabendo que tudo é um sonho. E o que pensamos que é sonho, é o real. Temos que crer para ver, e não ver para crer. Essa é nossa doença maior.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Aos que ficarem, desejo a cura. Que seus olhos estejam no mundo e suas mentes voltadas para o silêncio gigante da existência eterna, aquela que nunca cessa porque nunca começou. Internalizem isso como o ar que respiram. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5867583460099717740?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5867583460099717740/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5867583460099717740&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5867583460099717740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5867583460099717740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/02/o-crer-para-ver-vou-dizer-vocs-o-que-eu.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3400165747137633261</id><published>2008-02-05T18:04:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.767-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;Retiros e cálculos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Qual o sentido de um retiro espiritual? O que se busca? Procuro esta resposta agora que voltei de um retiro muito especial. Ao ir embora, comentei com um amigo:    &lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Viemos um , voltamos outro.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Para o asceta, o retiro não é uma busca por descanso(ainda que estes momentos tenham realmente o poder de nos acalmar) e sim o contrário: é a busca por transformação. Engana-se quem pensa que não há trabalho em um retiro. Há um trabalho árduo no sentido de desenvolver a espiritualidade, um esforço que se dá nos aposentos da alma e não é menos real que os outros afazeres práticos. Pode-se dizer que ao viver nosso cotidiano, também estamos trabalhando a espiritualidade. Verdade absoluta e inquestionável. A diferênca é que no retiro estamos rodeados por pessoas com o mesmo objetivo, dispostas a encarar integralmente vivências(e convivências) sob um foco espiritual. Há uma mentalização constante que direciona os sentidos para a interiorização.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;O que se extrai desse contexto que é diferente daquilo que se extrai do cotidiano? É a percepção clara e inegável da força quântica que rege nossa existência, daquilo que chamo de Deus. Porque essa percepção seria mais clara em um retiro? Porque lá não há para onde se olhar além de sí mesmo. É como ajustar o rádio para poder ouvir melhor a música, sem interferências. Sendo assim, é possível perceber melhor as sutilezas da canção que ecoa. O retiro espiritual proporciona uma visualização temporária de vias alternativas para o existir e o viver. Um caminho que age como um filtro fotográfico: vemos o mundo com outras cores, sem estarmos condicionados pelo caráter cartesiano do cotidiano. No retiro, estamos amparados por um compromisso único de mergulhar na interioridade, sem dicotomias, sem determinismo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;Na visão alheia e corrente, é notável a conceituação de retiro(e de espiritualidade) como uma espécie de afastamento do mundo. O que ocorre é o oposto: é o momento de maior proximidade com o mundo justamente porque estamos em sintonia como nosso eu interior de uma forma intensa, analítica e ao mesmo tempo, desapegada. Estamos dispostos &lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;a abrir mão do ego e seus julgamentos para entrar em um campo mais sútil de interpretações. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;Agora cabe a pergunta: é preciso acreditar em algo maior para validar essa experiência? É preciso acreditar em Deus? Responder esta pergunta seria responder a outra pergunta: há algo(ou alguém) que decide sobre sua vida, além de você mesmo? Você é pleno quando segura as rédeas? se você é pleno, como explicar o sofrimento, a frustação e a dor? Que tipo de condução perfeita é essa, que não consegue evitar percalços? Se você não é pleno e admite que sua condução tem defeitos, é preciso corrigir aquilo que possibilita a confusão. É preciso analisar o fluxo dos acontecimentos para perceber o sentido daquilo que aparece como obstáculo. Dentro desta metáfora, o retiro espiritual seria uma aula intensiva de direção. Você só conseguirá saber o que há de errado se parar o carro, analisando sua conduta enquanto motorista de sí mesmo. Se concentrando e ouvindo aqueles que também estão concentrados nisso. Admitindo sua imperfeição e deixando que sua alma depure ela mesma com a interferência mínima do ego. Esse é o exercício que se faz em um retiro.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;Não há isolamento, não há um manual ritualístico. Há o foco naquilo que o seu eu vê, sente, ouve e toca. Se não há o eu, não há o que ser percebido e vivenciado. Não há vida. Então, o eu é a partícula básica, o átomo essencial da mecânica vital. Olhar para esse eu com atenção, humildade, força de vontade e amor é dar o sentido primordial que esta vida humana merece e reinvidica. O retiro é uma olhadela rápida, intensa e precisa sobre esse eu, dentro dele. Através do outro, através da natureza, através do canto, da meditação, da palavra, do andar, do sentar, do chorar, do respirar. Enfim, do viver que ali está parcialmente condicionado ao foco da interiorização.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;Nesta equação de interiorização, Deus é uma das variáveis. E como sabemos, qualquer variável tem o seu valor preciso. Ela se chama “variável” enquanto não achamos seu verdadeiro valor. Em algum momento, a variável assume uma forma final. Entre aqueles que vêem em Deus a única variável, e os que vêem muitas variáveis possíveis há uma única certeza: a equação, um dia, chegará ao seu resultado final. Saberemos, certamente.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Eu arrisco meu prognóstico sem precisar calcular absolutamente nada. Pra mim, a equação em si já é o resultado. Não discuto o porquê desta equação ter sido criada para mim. A equação é minha. A equação sou eu. O retiro é uma aula particular de cálculo que esmiuça variáveis. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Para mim, o resultado é admitir a essência da equação enquanto processo apenas, e assim transcender seu sentido para conhecer o matemático que a criou. Sim, porque se há uma equação, há um matemático. Usar uma calculadora é pensar que se pode enganar a morte. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A todos os meus queridos amigos que vivenciaram comigo o cheiro de fumaça quando só havia o fogo interno a queimar. A fogueira de maya, que durante a noite ardeu a chama de Shiva, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;repousava apagada sob a relva da manhã.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3400165747137633261?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3400165747137633261/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3400165747137633261&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3400165747137633261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3400165747137633261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/02/retiro-e-clculos-qual-o-sentido-de-um.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6955420776054113661</id><published>2008-01-23T20:32:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.768-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ode ao sono que se foi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A lua que espreita uma lembrança vadia que vaga&lt;br /&gt;Esse lampejo de quem sou eu nesta noite que tarda&lt;br /&gt;Imensa ode ao silêncio&lt;br /&gt;Corredor meia luz de madrugada&lt;br /&gt;Meia ilusão, talvez menos&lt;/p&gt;                  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Salvo o desterro no pedaço do sono que resta&lt;br /&gt;É a hora de escrachar furiosamente minha caminhada&lt;br /&gt;Em direção ao desandar do tempo que só anda&lt;br /&gt;Que esperneia imundo nos ares perfumados dos amantes desavisados&lt;br /&gt;Quero falar mas minha boca é mais um sonho&lt;br /&gt;Um concreto estalado que de longe também me vê&lt;br /&gt;Pra ele eu sou uma outra laje de boca no escuro distante das ostras de céu&lt;br /&gt;Que se espalham na praia negra sem véu, ó noite de espasmos&lt;/p&gt;            &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Me indaga essa friagem de cegos lentos&lt;br /&gt;Com a adaga dos fracos mas opulentos destinos que dormem&lt;br /&gt;E nada sabem&lt;br /&gt;E nada temem&lt;br /&gt;Porque é quase carnaval no esforçado país dos trejeitos&lt;/p&gt;                &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Gostaria de estar dormindo&lt;br /&gt;Mas meu olho se aquece na horda distinta de cortinas emaranhadas&lt;br /&gt;Sou um assombro&lt;br /&gt;Assisto ao desfilar tosco da ombreira da porta em meio fulgor fluorescente&lt;br /&gt;Se algo se mexe sou eu na cama elevada ao teor de nimbo vacilante&lt;br /&gt;Chuva de espaços&lt;br /&gt;Encrenca perdida em mormaço de enrosco, sala fechada que é o tombadilho dos infiéis&lt;/p&gt;                &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A lua que enseja um benzer aos perdidos&lt;br /&gt;Essa anedota cortada que é o sério partido em pedaços de espera&lt;br /&gt;Capricho de mãe&lt;br /&gt;Instinto vazio de cão sem veneno&lt;br /&gt;De veneno que sinto enquanto calado anuncio o carinho da hora&lt;br /&gt;Em direção ao repouso faceiro que aguarda o que sou&lt;br /&gt;E que nunca sei se sou porque durmo&lt;/p&gt;      &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eterna é a coisa que não dorme&lt;br /&gt;Pois assim seria o mundo dos seixos rolados nas beiras dos rios&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6955420776054113661?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6955420776054113661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6955420776054113661&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6955420776054113661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6955420776054113661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/01/ode-ao-sono-que-se-foi-lua-que-espreita.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5153351348461110325</id><published>2008-01-06T19:31:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.768-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Deus: o crer e o não-crer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O ser humano responde a dois estimulos: o externo e o interno. O externo é físico e denso, é o universo dos objetos &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;cartesianos, daquilo que nos rodeia. O interno é mais sutil, não tem forma, é feito de material absorto. Pode-se dizer que seja este o campo da construção de um ser identificado com suas convicções e experiências físicas no meio onde se dá o contato interpessoal. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas o mundo externo só existe enquanto estamos conscientes dele. Enquanto dormimos, não há o externo, ou pelo menos, nossa consciência dele. Mergulhamos em um estado que nos transforma em seres enigmáticos. De que somos constituídos no sono? Nossa referência sensitiva está ausente. Estamos em um jogo onde assumimos o papel de observadores dos sonhos, das imagens que surgem de planos sutis da nossa mente. Ninguem vê o que o outro vê quando dorme. A pergunta é: naquele momento o mundo perde o sentido, ou o mundo perde o sentido quando se acorda? Qual dos dois estados é real? Se o que é experimentado no sono é real, como não podemos tocar aquilo que vivemos em sonho? Se o objeto que tocamos na esfera externa é real, como não podemos tocar a idéia desse objeto no plano da nossa consciência? Qual dos dois é real? O que se situa fora, ou que se situa dentro? São diferentes? Ou são o mesmo?&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E se esse objeto fosse Deus? Estaria a questão da divindade diminuída pelo caráter objetivo da existência de Deus? Ou estaria a divindade amplificada pelo caráter subjetivo da sua existência enquanto idéia e consciência? O conceito de crença não se aplica à dicotomia existencial porque crer na própria existência apenas seria negar o outro em sua condição de independência&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;no momento da nossa diluição enquanto ser físico. Portanto, quando se morre, o mundo não acaba. Pessoas próximas de nós já morreram, e assim constatamos que tudo continua no seu fluxo. No nosso óbito não será diferente. A morte é o estado de um cessar na atividade física, material. Uma condição onde supostamente a consciência que habitava o corpo vivo não reconhece o estado material da coisas. Onde aquele ser “dorme”. Desconfio que a morte e o sono pertencem ao mesmo rol de experiências. Situações onde nossa condição, conceituada no ínterim “existo enquanto ocupo espaço”, perde totalmente sua validade. Em uma delas acordamos, em outra não. Independente disso, analisemos o trâmite ao invés do desfecho. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não posso dizer quem sou eu quando durmo. E isso me levou a questionar o conceito da vida além daquilo que podemos tocar. Quem se é quando se dorme contém a mesma resposta para a pergunta “Deus existe?”. Se você negar, estará negando a sí mesmo. Se você aceitar, estará aceitando um fenômeno corriqueiro, que acontece todos os dias, preferencialmente a noite, a não ser que você seja um vigia noturno(ou músico). Então, ser cético ou ateu não muda as regras do jogo, são apenas um teor de habitat. A beleza do conceito de Deus vai algumas milhas além da nossa compreensão. Na verdade, a palavra Deus enquanto signo nega seu significado constantemente. Devemos pensar o infinito enquanto potência, não enquanto medida. Deus pode não existir, mas há uma lacuna em cada ser que é inegável. Eu me pergunto: pode essa lacuna fazer sentido sem que a retórica negativa sobre Deus nos influencie?&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Enquanto durmo, eu acredito ser Deus. Quando acordo descubro que estava sonhando, e me ponho a sofrer. Quero sonhar acordado. O que é sonhar acordado? Essa pergunta é digna do signo que guarda o divino. Significar é nossa meta. Crer ou não, um detalhe que não nos atrapalha na nossa estrada para o ser enquanto significado. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eu sou, posso garantir. Você é? &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5153351348461110325?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5153351348461110325/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5153351348461110325&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5153351348461110325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5153351348461110325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2008/01/deus-o-crer-e-o-no-crer.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-2757361073786799735</id><published>2007-12-27T18:36:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.769-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;2008, enfim.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A todos os leitores do meu blog, um feliz ano novo repleto de paz e luz. Sejamos sinceros pois a verdade é tudo. Somos instrumentos em busca de uma humanidade mais coerente e sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço fraternal para todos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-2757361073786799735?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/2757361073786799735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=2757361073786799735&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2757361073786799735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2757361073786799735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/12/2008-enfim.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-8909190452855405318</id><published>2007-12-22T16:54:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.769-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Natal neandertal natal&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fim de ano. Tempo de questionar, de mergulhar em busca de respostas. Eu olho para meu interior e olho para o mundo. A viagem interna é íntima demais. A visão de mundo compartilho com vocês, leitores. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A natureza é perfeita. A humanidade é pródiga no ato de destruir o equilíbrio natural. Nós povoamos os espaços com toda sorte de brinquedos egocêntricos, delimitamos espaços para exercer vontades de uma vida individual, protegemos o que é nosso, ignoramos engenhosamente o sofrimento alheio. Eu me pergunto: em que nos transformamos enquanto raça? Esse é meu questionamento maior. O que presenciamos hoje é a derrota da raça humana. Uma raça que construiu estórias belas, manifestações nobres, mas enquanto provedora de dignidade para si mesma, fracassou. Nosso mundo é de individualidades somadas, de uma coletividade seletivista. O homem acreditou demais nas próprias mentiras e ergueu um cenário ridículo, um espelho opressor. Os ventos anunciam mirabolantes evoluções tecnológicas, avanços incríveis nas mais diversas áreas, mas o detalhe sutil é um fiapo renascentista para poucos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Criou-se essa peneira chamada dinheiro. Tudo passa por ela: saúde, alimentação, moradia, educação, etc. E nesse rastro, o homem arruinou sua raça se tornando escravo dos seus desejos. Ele não consome para viver, ele vive para consumir. Toneladas de terra acima da interioridade e a favor da mercantilização do habitat humano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O resultado é um planeta sem sentido, bestializado. O ser humano não percebe que a saída para uma vida digna reside na atenta observância de sua interioridade, na tarefa árdua de observar o outro como extensão de si mesmo. Hoje, tudo desvia nosso foco para fora. E o caminho é para dentro. Somos bombardeados diariamente por uma fertilização doentia de desejos toscos através da publicidade, essa pseudo-ciência que só serve para nos enfraquecer, que ensina a máxima sofrível de que é preciso ter para ser. Pior, de que é possível se tornar uma pessoa melhor através do possuir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um cenário é caótico, cruel da minha parte, insensível. É natal e comemoramos o nascimento de Jesus como? Advinhem? Isso mesmo, no shopping center, para encher nossas árvores de natal com presentes. Temos até um ser imaginário que atua como porta-voz da verve consumista. É de uma engenhosidade incrível. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Antes que eu seja diagnosticado como pessimista, deixo aqui minha confissão. É possível obter a liberdade, eu a vislumbro apesar de tudo. E essa liberdade está dentro de mim, quando tento agir corretamente, quando admito meus erros, quando assumo minha fragilidade e minha fraqueza, quando procuro olhar para o outro como sendo eu mesmo. A lição máxima daquele que morreu na cruz para nos ensinar que o sofrimento dele era o nosso. Que o nosso sofrimento era o dele. E que nossa semelhança enquanto seres não é acidental, e sim proposital. Para que possamos enxergar o outro como espelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para isso serve nossa inteligência, para atuar livremente a favor do outro. Sem preços. Sem condições. Tudo aquilo que há entre nossa inteligência e a inteligência do outro é o que nos separa da nossa verdadeira natureza. Uma natureza de equilíbrio e paz. Criamos um mundo que nos escraviza, até o dia em que nos aniquilaremos no nosso jogo de egocentrismo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É o game-over. Segundo os especialistas, este é o natal eletrônico. Pra mim, é o natal das pedras. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-8909190452855405318?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/8909190452855405318/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=8909190452855405318&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8909190452855405318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8909190452855405318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/12/natal-neandertal-natal-fim-de-ano.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-276176729755565589</id><published>2007-11-28T20:10:00.001-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.769-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O ocaso da origem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;A Fonte Nova vai ser demolida. Depois de sua arquibancada cansada ter permitido que vários dos seus filhos morressem. É o sinal dos tempos, de uma vida dedicada ao futebol que não foi reconhecida pelos ingratos representantes do poder público. Mais de trinta anos sem uma reforma, enquanto o tempo impiedosamente martelava ventos e águas. A Bahia perde uma de suas mais importantes referências, um lugar síntese de identidades. Junto com a Fonte cairá mais um pedaço da alma de Salvador, de tantos outros pedaços de identidade cultural que já foram ao chão nos últimos vinte anos ou mais. Na Bahia é assim, os ineptos que dirigem o Estado deixam o que há de melhor apodrecer. Entregaram o carnaval às corporações do entretenimento, que logo trataram de idiotizar e mercantilizar o suposto espírito de alegria que hoje rege os balancetes dos hotéis. Entregaram o assunto futebolístico a uma meia dúzia de imbecis, que tem tratado de surrar o coração apaixonado dos seus torcedores até limites imponderáveis. E agora, entregam a alma do futebol baiano de bandeja. Entregam seu palco lendário.&lt;/p&gt;      &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eu sempre que voltava a Salvador fazia questão de ir a Fonte Nova. Menos pelo futebol, dadas as condições precárias do meu querido Bahia. E mais pelo prazer de ver aquele gramado verde, sagrado. Arquibancada vazia, meio de semana. Com aquele céu limpo acima e aquela brisa suave acariciando minha camisa surrada do Bahia. Radinho na mão, pipoca com coca-cola. E ainda testemunhar o comportamento pitoresco de várias criaturas, dessas que só se vê nos livros de Jorge Amado. Essa é uma das lembranças que jamais esquecerei. A elegria de estar na Bahia, torcendo pelo Bahia na Fonte, naquele lugar repleto de uma energia que representa a terra materna. O fazer, o falar e o existir dos congêneres de nascença.&lt;/p&gt;      &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não preservaram a Fonte, deixaram ela ruir. Vou ver a triste despedida de um dos lugares que mais amo na minha cidade. Vou chorar e sofrer, como penalti perdido. Porque junto com concreto irá ao chão uma parte de minha vida. Onde meu pai me levou com 12 anos para ver o Bahia de Bobô incendiar o Fluminense na frente de cem mil pessoas. Onde meu pai viu o Bahia derrotar o Santa Cruz com cinco gols e assim conseguir uma de suas vitórias mais históricas. E onde eu estava planejando levar meu filho, que só existe na minha imaginação, para ver o Bahia jogar. Este seria um momento que sonhei, emocionante para mim e para ele. Pois foi assim para meu pai, quando meu avô o presenteou com a Fonte, ainda sem os anéis superiores.&lt;/p&gt;      &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A mítica Salvador vai adoecendo, para se tornar aos poucos, como alguns ignorantes desejam, uma Miami. Sem saber que no seu sangue pulsa a África, poderosa e bela. O destino da África é para o mundo, o que é o destino da Bahia para o Brasil: o trágico ocaso da origem. &lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;As pessoas que morreram na queda da arquibancada são vítimas dos homens, daqueles que desprezaram até o último suspiro nossa querida Fonte. Podem trazer as arenas pois a história está feita. &lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A Fonte é eterna, e a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;pipoca, um real. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-276176729755565589?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/276176729755565589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=276176729755565589&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/276176729755565589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/276176729755565589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/11/o-ocaso-da-origem-fonte-nova-vai-ser.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-8986034896572593141</id><published>2007-11-06T09:07:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.770-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nossa caveira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Vi “Tropa de Elite”. Muito bom. Elenco impecável, realidade devidamente representada. O ponto de vista dos policiais, tardiamente revelado, mas preciso. Mérito do cinema brasileiro, que mais uma vez olha para o próprio umbigo, como deve ser.&lt;/p&gt;      &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O que me impressiona não é o filme. É como a sociedade reagiu ao filme e o que isso revela sobre o Brasil. Me entristece muito perceber que a sociedade brasileira está anestesiada. A violência se tornou um meio aceitável de relação entre as pessoas, pior: um meio de agir razoável através do qual se pode mediar um problema, seja ele coletivo ou pessoal. O saco plástico do policial que asfixia o meliante se torna um método aceitável. O sócio-habitat do tráfico visto sob o véu de uma suposta normalidade, onde a droga já não é algo que se possa combater, onde as relações de poder elevam a consciência humana a um patamar animalesco e brutal. E a violência passa a ocupar uma cadeira no salão das ações justificáveis. A realidade retratada em “Tropa de elite” é uma derrota para a raça humana, um momento de absoluta tristeza e caos. Seja do lado da lei ou do lado do crime, não interessa: são homens enterrados em uma concepção tosca de vida. Esse é um retrato dos tempos, a seiva cinza da fábrica capitalista. Mas os brasileiros aplaudem efusivamente o espetáculo deprimente da violência, o vestem com as roupas da normalidade e o incorporam, seja pela aceitação da realidade, seja pelo puro sadismo inconsciente.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Dizem que se conhece um povo pelos seus heróis. E o herói do momento é o Capitão Nascimento, um homem atormentado e violento, seduzido pela fuga mas levado repetidamente ao olho do furacão pelo sentido de dever(ou seria por um vício sádico?). Somos uma sociedade viciada em violência. Vamos ao cinema, ligamos nossas tevês, assistimos sentados outros seres serem dizimados, perfurados, cortados, enganados, sequestrados, explodidos e torturados. O filme acaba e a barbárie passou incólume pelos nossos sentidos. Nos aceitamos enquanto espécie predadora de sim mesma. Isso é a maior derrota da raça humana, sua carta de despedida, sua rendição, sua desgraça. Nos deixamos domar por uma mídia de plástico, esteticamente feita para suprir nossos olhos e degradar nossos corações e relações societárias. &lt;/p&gt;      &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Nossa monstruosidade enquanto raça é latente. Chegamos ao ponto de nos aceitar enquanto seres regidos pela brutalidade. O sentido de elite que seduz em "Tropa de Elite" é regido pelo signo da violência, e me amedronta a forma como essa sedução surte efeito em uma grande parte do público que assiste a referida película.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não nos sobra mais nada? Sim, talvez: a seleção brasileira de futebol.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Copa do mundo de 2014 no Brasil. Agora sim!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-8986034896572593141?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/8986034896572593141/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=8986034896572593141&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8986034896572593141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8986034896572593141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/11/nossa-caveira-vi-tropa-de-elite.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-2348697003885823078</id><published>2007-10-27T21:09:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.770-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Piaf&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;O que é a arte? O que é a vida? Existem pessoas que não se deixam derrotar pela vida, mas sucumbem, golpeados pela força e pela urgência da arte. Esses artistas passeiam pela existência como zumbis e nos deixam tesouros. Saem dessa vida como entraram, sem nada, apenas com a alma gigantesca em riste. Cantam suas misérias e as transformam em seiva, revelam sua condição frágil e suas chagas, rastejam com os olhos carregados de dor. Olhos que também são faróis de uma alegria estranha, que carregam um regozijo ímpar de um viver intenso: tudo é cada coisa, e cada coisa em si, possível e bela. É quando arte e vida se tornam um. É quando a vida é possível porque a arte é possível, e a arte é possível porque a vida a sustenta, contra as piores tempestades. A tormenta para esse artista é o gozo criativo travestido de voz. Nas tragédias que nos destruiriam por completo, o artista da vida desliza suavemente. Ele sofre, chora, sangra, grita, adoece, cai. Mas há um detalhe: nós pisamos no freio durante a neblina. E eles não: a neblina é sua natureza. O néctar de onde irrompe a carícia que nos rende e nos valida como seres comuns, incapazes de cruzar a linha que nos permitiria conhecer o sabor único do viver em sua mais poderosa expressão de emergência: “&lt;i style=""&gt;Rien de Rien&lt;/i&gt;”.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Alguns diriam que este seria um viver auto-destrutivo. Não seria a natureza do viver este lento balé destrutivo? Há, na face desse planeta, algo que não esteja sujeito ao tempo? Seria a materialização da morte esse viver preservado, asséptico? No fundo, minha alma opina: o que seria uma discussão sobre a ética de um viver, é no fundo, uma questão de velocidade na estrada dos tempos. A arte é a fotografia pela janela do trem em movimento. A vida é o trem. A paisagem, o “&lt;i style=""&gt;Hymne À L'amour&lt;/i&gt;”. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E temos então o pássaro que viaja ao lado do trem, flertando com seus vagões, sendo paisagem e passageiro ao mesmo tempo. Nos presenteia com a possibilidade de uma vida em liberdade. Nos hipnotiza com seu canto e com o seu vôo, torna visível um espaço múltiplo e real, elo entre a vida e a arte. Esse pássaro é a materialização do impossível, daquilo que nos toca em um lugar desconhecido para fazer valer o coração e disparar pelo corpo trêmulo a reação que termina na lágrima, mas explode muito além dela, nos torna humanos. E para aqueles que enxergam um viver auto-destrutivo, eu revelo: o espaço entre o pássaro e o passageiro, entre a vida e arte, é imune a qualquer tragédia. Eis o vácuo que nos permite um momento sublime de elevação, onde não há sofrimento nem perda. Onde somos apenas uma massa de relâmpagos, emoção e entrega. Amor. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Por isso, acredito: valemos a pena, enquanto seres. Nosso sofrimento existe no sofrimento do outro, e nesse espelho, realiza-se o devir essencial. Somos um, em algum lugar entre pássaro e passageiro.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:12;"  &gt;Edith, belo pardal, obrigado. O vôo é possível, eu vi nos seus olhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-2348697003885823078?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/2348697003885823078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=2348697003885823078&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2348697003885823078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2348697003885823078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/10/piaf-o-que-arte-o-que-vida-porque.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-2140866206087376430</id><published>2007-09-25T19:52:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.771-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Piratas do Caribe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Mais importante do que discutir como acabar com a pirataria é discutir porque ela surgiu, como se alastrou. A pirataria prejudica a economia? Sim. Mas digam-me, tantas outras práticas prejudicam a economia ainda mais, centenas de vezes mais. Tudo deve ser combatido, sim. Porém, resta a pergunta: entre a economia e a cultura, o que escolher?&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Se trata do status quo da indústria fonográfica, da perpetuação de sua existência como modelo para comercialização de música. De uma industria que fecha a porta para 99% dos artistas, gente que precisa amplificar suas vozes, seus pensamentos. Fala-se em combater a pirataria para manter isso? para o Governo lucrar com mais impostos, quando a carga tributária atual é absurdamente alta? Do que trata essa discussão?  Obviamente, há os que lucram com a pirataria, uma indústria clandestina, cujos interesses por vezes podem estar misturados com outra práticas mais cavernosas, como tráfico de drogas, armas, etc. Mas isso é outro papo.&lt;/p&gt;      &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O fato, ruim ou não: as pessoas estão tendo acesso a música. Se minha música for para o camelô, vendida a $5,00, tudo bem. Eu quero que as pessoas ouçam meu trabalho, só isso. Vou deixar de recolher direitos autorais? Sim. Mas, antes de pensar na dor de meu bolso, eu penso na alegria que é ver a arte circular. Porque dinheiro e arte são amigos, mas de familias diferentes. A arte não vai deixar de ser arte porque não será vendida. O mercado não vai deixar de vender coisas, até que lhe reste ar para vender, porque assim é a sede de certos homens. O que me interessa é a arte.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Então, porque a pirataria surgiu? Porque a tecnologia permitiu? Ou porque um CD vendido a $30,00(quase 10% do salário mínimo) é um exagero? Me pergunto, como o povo brasileiro vai comprar música? Ou música é coisa para a elite, como seria natural na opinião de alguns seres pseudo-parisienses que circulam na sociedade? &lt;/p&gt;      &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Não seria melhor considerar o extrato benéfico(o negócio como teoria) da pirataria para criar um modelo fonográfico mais justo? Não tentar desesperadamente retomar um cenário ultrapassado da fonografia e sim fazer um mix entre os dois modelos, permitindo o artista ter acesso a um novo cenário, mais democrático, menos fechado?&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;É preciso bom senso e mais, é preciso que o artista entre na discussão não como prejudicado economicamente, mas como estimulador de um debate ao redor da distribuição da arte, a favor do enriquecimento cultural de um povo e da manutenção das heranças intelectuais. Herança intelectual e não propriedade intelectual. Conhecimento criando conhecimento, som criando som. E aí sim, todos no show, pagando ingresso.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O palco, sim. Eterno senhor das verdades na arte, fiel companheiro dos homens, eterno. Quero que minha música voe por onde tiver que voar para transportar teu olhar para frente do meu, onde se dará a mistura. Seremos então, cúmplices na existência. Você pode ser meu pirata, pois a mercadoria que levo em meu barco foi feita para ganhar o mundo. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;No mar, pelas mãos de Yemanjá.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-2140866206087376430?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/2140866206087376430/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=2140866206087376430&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2140866206087376430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2140866206087376430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/09/piratas-do-caribe-mais-importante-do.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-8102067855505589338</id><published>2007-09-23T19:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.771-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;"&gt;Para minha cúmplice&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quero dizer o pouco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Esconder o lado avesso do sonho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Te dizer que cruzei os céus com as curvas do teu rosto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Que espalhei na areia branca a cor correta da areia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;a cor da sua pele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quero atravessar as américas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E bater na tua porta com a ponta da minha saudade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Te explicar que quando vejo sua foto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Minha alma se cala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Como gato que se olha no espelho e pergunta;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Sou eu. Mas como?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quero deixar claro o que é luz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Escurecer o quarto sem tua presença&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Desenhar no teu lado da cama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O mapa correto que nem as esfinges conhecem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Volte logo, meu amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Volte logo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Finja que nunca foi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Minta sobre os aeroportos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Esconda a mala &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Troque de roupa e me dê um beijo de bom dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E eu acreditarei em você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Seremos dois de novo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Porque agora somos um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E na foto repousa minha dúvida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se sou você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ou você sou eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Volte logo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-8102067855505589338?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/8102067855505589338/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=8102067855505589338&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8102067855505589338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8102067855505589338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/09/para-minha-cmplice-quero-dizer-o-pouco.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5257698468565795784</id><published>2007-09-22T09:03:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.772-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O espelho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li um comentário de um leitor no site da Folha, chamado Marcos Andrade, muito interessante e sagaz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"Ontem eu li um comentário que chamava o PT de hipócrita, porque quando era oposição votava contra a CPMF. Concordo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas, o PSDB não é tão ou mais hipócrita ao criar a CPMF quando estava no poder, e agora na oposição votar contra?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Somos uma nação de hipócritas jogadores?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5257698468565795784?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5257698468565795784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5257698468565795784&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5257698468565795784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5257698468565795784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/09/o-espelho-li-um-comentrio-de-um-leitor.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-7118358414106982368</id><published>2007-09-20T11:00:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.772-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Música única, céu de estrelas&lt;/span&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Música pra mim é uma obra aberta, livre. Na maioria das vezes, os músicos ensaiam exaustivamente para apresentar no show uma reprodução exata daquilo que foi ensaiado, sem nenhuma vírgula a mais ou a menos. Isso as vezes é considerado como a prática correta de execução de peças musicais, um procedimento a ser seguido pelos músicos e usado como referência na avaliação dos profissionais da música.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Mas para mim, o momento mais belo da música acontece quando ela é construída ao vivo, em tempo real. O ensaio nesse caso, serve como um estudo das intenções, das harmonias e das métricas. E o acontecimento primordial se transfere para o palco, onde os músicos se entregam ao prazer e ao risco da criação. É onde a música vira amor, a música se transforma no músico, que não tem outra opção senão se entregar, para sentir e interpretar o colega de palco e assim desenhar o mapa real de uma arte aberta, participativa e inovadora. Ao invés do espetáculo fechado pelos ditames do ensaio, esse espetáculo aberto é único. É um acontecimento que nunca irá se repetir. Cada arranjo, cada nota. Público e músicos levados ao útero da arte, para o lugar da criação singular. E esse lugar de criação transforma audiência e artista em um, permite a fusão perfeita entre platéia e músico no instante em que uma obra de arte única nasce e é absorvida. Público e músico como filho e mãe, um vínculo que nunca se dissolverá porque foi fruto de uma entrega absoluta e de uma redenção amorosa. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Para mim, esse é o momento que me estimula a ser músico. É onde me encontro e onde encontro as almas daqueles que dividem o palco comigo. É onde uma luz se faz, onde assumimos imperfeições e por isso mesmo, nos tornamos próximos da perfeição. É onde acertamos não pela obsessão do acerto, mas pelo prazer do acerto. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É raro achar músicos que entendem esse tipo de abordagem. Tenho tido a sorte de encontrá-los e de ter participado de momentos de extrema alegria junto a eles, momentos de intensidade criadora onde alma encontra alma, e seres alternativos se fazem existir no palco, como espectros etéreos de nossos seres reais, seres que se manifestam feitos de materia unicamente musical. Somos nós, elevados a perfeição do amor através de notas musicais. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Essa é a magia. E isso faz de nós músicos, mágicos que desarticulam essa existência densa para construir poções de beleza e encantamento. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Obrigado Clara, Webster e Magno.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-7118358414106982368?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/7118358414106982368/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=7118358414106982368&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7118358414106982368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7118358414106982368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/09/msica-nica-cu-de-estrelas-msica-pra-mim.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6626893348835423247</id><published>2007-09-16T21:32:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.773-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;"&gt;Tudo médio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;Tenho ouvido ecos de uma discussão estranha, amplificada abertamente pela besta(por besta, leia-se mídia brasileira). Fala-se de uma elite descontente, que sai as ruas para reivindicar. Direito dela, diga-se de passagem. Fala-se de povo brasileiro como classe social. Fala-se de corrupção a níveis nunca antes visto. Óbvio, antes a festa era controlada, pelo bem do status quo, e pelo bem dos diplomas da Sorbonne. O rio corria tranquilo por baixo da ponte. Agora, as denúncias pipocam por todos os lados. Alguem mexeu com a mulher do dono da festa, alguem desligou o som. Quem pode ter feito isso? &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" face="trebuchet ms" class="MsoNormal"&gt;As pessoas não querem ter suas vidas afetadas. A classe média é média no pensamento, acima de tudo. Pergunta: o que é pior? Ser pobre de espírito ou ser pobre economicamente? Essa é indagação que define quem se esconde sob o véu desse termo sociológico das coisas e seres medianos. Muitos no Brasil acham que ser miserável é uma questão de escolha. Que é bom ser miserável porque assim se recebe do governo a Bolsa Família, e sobra tempo para não se fazer nada. Passear. Que as pessoas que recebem assistência perderão o interesse pelo trabalho, já que agora recebem de “mão beijada” o que antes teriam que conseguir mediante trabalho duro. Etc, etc. Só um idiota completo pensaria que ser miserável é uma coisa boa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Esse é o pensamento mais estúpido que já ouvi ultimamente. Pensamento de gente estúpida, egoísta. Gente que nunca sentiu na pele o que é querer trabalhar e não conseguir. O que é ver a geladeira vazia e ter que se conformar. Eu vivi isso. Nunca passei fome, mas cheguei perto. Na verdade, não passaria fome porque teria a quem pedir ajuda na hora H. Mas infelizmente, há pessoas que não tem a quem pedir ajuda. Pedir ajuda para muitas coisas: comer, trabalhar, estudar, morar, vestir. No Brasil, há aqueles que julgam o mundo exterior pelo seu próprio mundo. Eu já fiz isso. Só que quando cheguei no limite, apesar de ter a quem pedir ajuda, me vi de relance sem essa opção. E confesso, tremi. Digo mais, se tivesse um filho faminto em casa e uma arma, advinhe? essa seria a opção mais fácil? Não, seria uma opção desesperada. E um ser desesperado é um ser sem dignidade. E quando cai a dignidade, cai tudo, não sobra nada. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Do que a elite brasileira reclama? Será que ela chegou, em algum momento, a perder sua dignidade? Será? As pessoas reclamam porque outras pessoas estão tendo o que comer. As pessoas querem manter seus apartamentos, seus carros, suas vidas. E esse é o ponto crucial, onde o mundo morre: egoísmo. O Brasil nada no mar do egoísmo. Nas ruas, as pessoas se olham, se medem, decidem se vão ter medo umas das outras. A periferia tem ódio do bairro rico, o bairro rico sento nojo da periferia. O segurança de terno preto, morador da periferia, hostiliza o cidadão de classe média por causa de sua havaiana. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O Brasil precisa acordar. Quem faz esse país somos nós, cada um de nós. Em cada ato, por menor que seja. Precisamos de amor, precisamos amar nosso país. Isso é o que falta. Amor. Precisamos admitir nossa mistura. Precisamos aceitar nossas raízes, perceber que nossa base cultural não é Paris, e sim, África. Quem não gostar disso, por favor, pegue seus disco de Edith Piaf e vá embora. O samba, nosso maior patrimônio cultural, é música de pobre. Mas esse é um país de pobres: pobres de espírito. O samba é nosso, e madame não tasca, essa gente tapada que adora perfume francês mas peida debaixo do lençol na calada da noite. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Somos todos médios. O Brasil é uma criança mal amada. Vamos nos aceitar como povo, como nação. Se pobreza fosse prova de burrice, os ricos seriam a personificação da inteligência. O que se vê é o contrário: a estupidez mais fina está no topo da pirâmide.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Você se irritou com o governo porque seu vôo atrasou cinco horas? Como diria o porteiro aqui do prédio:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;- Mês passada peguei um ônibus pro nordeste e saiu no horário direitinho. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Uns insatisfeitos, outro felizes, a seu modo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Tudo médio.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6626893348835423247?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6626893348835423247/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6626893348835423247&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6626893348835423247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6626893348835423247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/09/tudo-mdio-tenho-ouvido-ecos-de-uma.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5224580679273093884</id><published>2007-08-31T20:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.773-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold;"&gt;A solidão é o sete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;A solidão é excesso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tiro no circo vazio de gente e cheio de riso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No espaço um laço de traços transparentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem eu era em oitenta e nove&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Com a subtração serena de escambos de alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Onde troquei gato por neve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Choro por balé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Medo por fé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A solidão é permissão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mudo amor sedento por gritos ausentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em tempo um regresso ao fino destino esquecido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem eu amei em noventa em dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sem a empafia tosca das fotos amarelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Onde vesti luvas de sonho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Magro como fui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sendo como sou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A solidão me esquece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sol e dor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Céu limão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fora e meu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cego assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pouco fiz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sigo sem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Percebo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Canto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Aceito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E agradeço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A solidão é o sete&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5224580679273093884?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5224580679273093884/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5224580679273093884&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5224580679273093884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5224580679273093884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/08/solido-o-sete-solido-excesso-tiro-no.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6794181951632924557</id><published>2007-08-27T19:48:00.001-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.774-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;O ouvir crítico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Na vida existe a arte de criticar e a arte de saber ouvir a crítica. As duas de suma importância na nossa evolução pessoal. Ouvir é mais difícil do que criticar, dada a natureza do ego humano de sempre projetar nos outros o que está em si. Em toda crítica há um fundo de verdade, senão a verdade como fundo. Reconhecer isso é entender que as vezes é preciso dar um passo pra trás para que no futuro, seja dado um passo maior para frente. Repensar seu lugar no mundo porque há sempre uma forma de perceber o quão pouco se sabe, ou quanto ainda há para se aprender. O ego nos prega essa peça, de nos embriagar com nossas próprias habilidades. E a vida é pródiga em nos mostrar facilmente como a estrada é longa: quando se pensa que se sabe muito, o chão treme e repentinamente nos vemos em uma situação de fragilidade perante uma grande provação. É necessário ter coragem para assumir quem se é, independente de qualquer coisa. E as vezes, isso significa você parar e dizer para si mesmo:&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;- Eu não sei. Desculpe, preciso melhorar e aprender. &lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;As vezes você vai ter que se retirar. As vezes você vai enfrentar dignamente e crescer com o resultado, seja ele qual for. É fácil olhar ao redor e criar uma projeção perfeita da existência, imune a decepções. Ignorar suas deficiências através dos mais diversos subterfúgios, que serão incontáveis até o fim da vida. O duro é olhar para o lado e transpor essa fronteira difusa que separar o que somos daquilo que pensamos que somos. Acredito que os grandes homens deste planeta tem isso em comum, o fato de estarem sempre atentos as suas próprias fragilidades. Não para escondê-las, mas para assumi-las prontamente e assim se elevarem como seres humanos dignos na sua condição de ser pensante, que carregam consigo uma consciência ativa e única no reino animal.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E assim como é importante ouvir a crítica, é essencial não se deixar derrotar pela crítica. Receber o soco e tentar se manter em pé. Cambalear mas colocar as coisas em seus devidos lugares. Digamos, uma arte da destilação. Há um limite muito frágil entre a auto-flagelação e a reflexão.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Enfim, agradeço a todos aqueles que criticam meu trabalho e me mostram onde preciso melhorar. Isso é de um valor inestimável. Resta continuar a caminhada com o máximo de possível de humildade. Porque essa sim, nunca é demais. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6794181951632924557?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6794181951632924557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6794181951632924557&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6794181951632924557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6794181951632924557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/08/o-ouvir-crtico-na-vida-existe-arte-de.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-7533083373049135203</id><published>2007-08-25T22:03:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.774-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trocando em miúdos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria escutar a voz do não dizer&lt;br /&gt;Do não fazer o destino da voz soberba e bela do descaso&lt;br /&gt;De cada palavra um átomo&lt;br /&gt;De cada átomo o espelho infiel dele mesmo&lt;br /&gt;Injúrias de força incerta&lt;br /&gt;Bate em em meu peito&lt;br /&gt;Bate&lt;br /&gt;Bate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria saber fazer o desatino soar meu tino&lt;br /&gt;Pura luz isso que esbarra em mim e segue&lt;br /&gt;Noite sabor mel ressecado no fundo dos sonhos&lt;br /&gt;O que é esse sopro que preciso dizer&lt;br /&gt;Por favor, me escute&lt;br /&gt;Eu tenho esse grito surdo pra relatar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu peito tão dilacerado, Chico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos bailar ainda hoje o balé dos infortúnios&lt;br /&gt;Daqueles que bebem&lt;br /&gt;Que gritam&lt;br /&gt;Que se entreolham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria descrever com exatidão o som dessa flauta&lt;br /&gt;O cheiro do Bonfim trocado em miúdos&lt;br /&gt;Onde meu avô me dava balas como se fossem estrelas&lt;br /&gt;Onde as pipas aos domingos eram como aves de fel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofro porque escrevi no sopro da madrugada um adeus incógnito&lt;br /&gt;Pequei na hora em que desci o rio de águas doces e sina salgada&lt;br /&gt;Salgada&lt;br /&gt;Salgada como água sem sede&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deixe&lt;br /&gt;Me escute&lt;br /&gt;Eu desejo esse tempo embaralhado nos biscoitos cansados da cozinha&lt;br /&gt;Eu te dou esse enorme prazer de me ver chorar&lt;br /&gt;Estou aqui&lt;br /&gt;Assim&lt;br /&gt;Chorando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pergunte o que eu penso e eu responderei plástico guardado&lt;br /&gt;Entro pelas dissonâncias e esbarro na gueixa inconsolável das noites derrotadas&lt;br /&gt;Eu quis não entender&lt;br /&gt;Virar meia volta e sumir pela porta&lt;br /&gt; A página acaba e eu pulo para outra página&lt;br /&gt;Dois de dois&lt;br /&gt;Três de três&lt;br /&gt;Mil de mil&lt;br /&gt;Eu em si menor e uma nona morna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me vou querida&lt;br /&gt;Me espere no momento exato do nascimento da espécie&lt;br /&gt;Da esfinge outonal&lt;br /&gt;Eu e você no deserto espremido dos trópicos azedos&lt;br /&gt;Zunindo perplexos os gemidos das festas vazias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero um boa noite&lt;br /&gt;E nada ouço&lt;br /&gt;De ti&lt;br /&gt;De ninguem&lt;br /&gt;De mim&lt;br /&gt;Deles&lt;br /&gt;Delas&lt;br /&gt;De&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio&lt;br /&gt;E a leve impressão de que já vou tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-7533083373049135203?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/7533083373049135203/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=7533083373049135203&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7533083373049135203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7533083373049135203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/08/trocando-em-midos-queria-escutar-voz-do.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3398692976085753257</id><published>2007-08-19T20:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.775-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;"&gt;Invólucro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O sábio é aquele que entendeu a importância do não saber.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3398692976085753257?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3398692976085753257/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3398692976085753257&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3398692976085753257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3398692976085753257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/08/invlucro-o-sbio-aquele-que-entendeu.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6940364635695409104</id><published>2007-08-16T21:20:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T21:51:06.402-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Soy una canción desesperada&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Diríase que sin atardeceres y noches de Buenos Aires no puede hacer-se un tango y que en el cielo nos espera a los argentinos la idea platónica del tango, su forma universal y que esa especie venturosa tiene, aunque humilde, um lugar en el universo.”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jorge Luis Borges&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099681726450629138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/RsW1gsyj-hI/AAAAAAAAAAs/wKNEAYnlH1w/s320/Imagem+035+copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Existem estilos musicais que traduzem o viver de uma forma quase transparente, e outros que são apenas uma experiência estética, decente ou vergonhosa. Podemos ir debulhando a equação da emotividade musical de várias formas: o ritmo pode ser apenas um lastro, como também pode funcionar como imperativo para a ação, uma ordem. A harmonia pode ser uma brincadeira de mau gosto, e também pode ser a luz sobre o drama, a fotografia cinemática convertida em gesto musical intensivo. A melodia pode ser um ato de boa educação, ou pode ser a voz sofrida que desembaraça o ato desesperado. E assim, a música ganha corpo, alma. Incorpora uma força dramática firme e potente. O tango é o ápice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música traduzida em vida, som convertido em drama. Catarse. A manisfestação musical que sintetiza a força do ato vivo apaixonado. Sim, quem nunca se apaixonou nunca entenderá o tango. Quem sofreu talvez entenda, mas há o sofrer e há o sofrer apaixonadamente. O tango que começou como música de prostíbulo(Buenos Aires era a capital mundial da prostituição em 1900, com algo em torno de 6.000 prostíbulos) e com o tempo sofreu mutações, incorporou o discurso higienista, político. Mas conservou na sua alma a síntese perfeita do espaço entre um homem e uma mulher, esse imã. Sinto que nenhum outro estilo musical conseguiu com tanta perfeição e delicadeza converter o gestual da paixão em energia sonora. O homem que seduz, insiste. A mulher que nega, mas nega quase como uma permissão, vai e volta, dá uma amostra do próprio corpo, e se afasta. O homem puxa, encara, mas permite o bailar arredio da fêmea porque assim é a natureza de toda mulher: arredia. É o eterno balé das forças que constroem o desfiladeiro nublado e convidativo das relações emocionais entre os sexos opostos humanos. E a trilha para esse balé é, definitivamente, o tango. Não há outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música, paixão e literatura. Borges está em cada esquina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6940364635695409104?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6940364635695409104/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6940364635695409104&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6940364635695409104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6940364635695409104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/08/soy-una-cancin-desesperada-dirase-que.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/RsW1gsyj-hI/AAAAAAAAAAs/wKNEAYnlH1w/s72-c/Imagem+035+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3563415862525164701</id><published>2007-08-09T11:58:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.775-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Efeagácê&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Recomendo a leitura, para aqueles que crêem no diploma universitário como certificado de honestidade:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/nova/ed124/valeapenaler_filhafhc.asp"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;http://carosamigos.terra.com.br/nova/ed124/valeapenaler_filhafhc.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3563415862525164701?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3563415862525164701/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3563415862525164701&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3563415862525164701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3563415862525164701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/08/efeagc-recomendo-leitura-para-aqueles.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-1844086682594218304</id><published>2007-07-24T17:33:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.776-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;A flor de água do baiano&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Deu-se o seguinte diálogo com um amigo soteropolitano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ACM morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rapaz, aqui foi foda. A Bahia parou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tá se referindo a quê? Aos últimos 20 anos da Bahia ou a morte do cabra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio na linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante como a Bahia reverencia Antonio Carlos Magalhães. Um homem que chegou ao poder pelas mãos do governo militar, com o objetivo de ser cão de caça dos fardados. Em troca, a construção de um império que se confundiria com a história da Bahia, seguindo-se domínio político e as altas doses de tráfico de influência que caracterizariam os próximos vinte e poucos anos da esfera política baiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube da morte de ACM, fiquei triste e feliz ao mesmo tempo. Triste porque o estrago de longos anos por uma busca doentia de um homem pelo poder fez da Bahia um equação social perigosa, esquecida e estranha. Feliz porque o maestro deixou a orquestra. Se diz que ACM foi um grande homem, uma lenda. Eu concordo, no sentido da lenda como história de terror onde os personagens constroem um exemplo do que jamais deve ser praticado enquanto comportamento. Uma lição de moral ao avesso. Pra mim ACM é isso: um grande exemplo de como não se deve fazer política. Um ícone da política como travessura egocêntrica, em detrimento da realidade e da vida. Alguns definiriam política assim, como um jogo onde quem ganha é quem tem mais poder. Dentro desta definição, ACM ganhou. Mas então, quem perdeu? A Bahia perdeu, transformada em tabuleiro, desses de papelão barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro de ter ido na Igreja do Bonfim e ter visto várias fotos de ACM, onde o povo rogava por sua saúde. E o legado maior do “cabeça branca” é esse: ter sentenciado o povo à ignorância porque só assim conseguiriam amá-lo. Aqueles que não o amam, o entendem. E rápido, porque pra o vacinado malandro tem abacaxi na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACM construiu um castelo de cartas. E agora, que o castelo caiu? Pelo que ouço nos ventos vindos de Salvador, já tem gente de baralho na mão, louco pra tentar igualar o recorde anterior. Parece que o jogo continuará, no mesmo trabuleiro gasto, o verdadeiro tabuleiro da baiana. Rezo para que o povo baiano, que já tinha acordado para as verdadeiras intenções do carlismo, continue acordado para as intenções de outros "ismos", vermelhos-estrela ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, o diálogo com meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí? vai lá no velório?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou nada! vou é pra praia beber o morto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte do baiano é essa: não se levar muito a sério. Por mais pesada que seja a história, ela se dissipa numa leveza natural. Isso reforça a tese chapliniana de que todo ditador tem um quê de palhaço. Hoje, o picadeiro está triste. Mas a flor do baiano espicha água no olho do curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrisos mil! Palmas para ACM! O espetáculo acabou.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-1844086682594218304?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/1844086682594218304/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=1844086682594218304&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/1844086682594218304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/1844086682594218304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/07/flor-de-gua-do-baiano-deu-se-o-seguinte.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-8446405711359060463</id><published>2007-07-08T21:10:00.001-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.776-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Jazz: o fundo falso da música&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A música é uma experiência sensorial. Sendo assim, a percepção do fenômeno musical é de caráter pessoal pois cada ser humano sente o mundo a seu modo. Eu, como músico, não escapo. O detalhe é que o músico, por lidar de uma forma mais direta com a música, é mais exigente. Ele se apega com mais facilidade a um estilo ou a outro, por vários motivos. Um deles: a fuga inconsciente daquilo que não se entende, através da crítica. Se aprofundar é para o ser humano uma tarefa difícil, geralmente refutada em nome de um pragmatismo, de uma conservação dos costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para que se arriscar? Para que ir mais longe? mais fundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por vários motivos, sempre busquei intensidade em tudo que faço. Na música, também foi assim. Comecei iludido pela agilidade e pela velocidade, e depois fiz o caminho contrário. Fui refinando os poros da alma, sendo conduzido por ela. E depois de mais de uma década, uma pergunta me veio a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque a música, sendo um fenômeno da física, precisa tanto ser delimitada pela forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de testemunhar intermináveis discussões sobre refrões, introduções, tempos, mercado, melodia, harmonias, eu cheguei a uma simples conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há algo estranho. Há muito mais por trás disso. Preciso me libertar para enxergar. Mas me libertar de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mim mesmo. Do meu medo de arriscar. Eu precisava ir além, esquecer as obrigatoriedades passageiras da música de mercado. Me entregar. Como diz um amigo meu, hoje os músicos só querem que a música lhes dê algo, mas e o contrário? O que podemos dar a música, para que ela possa se desenvolver como linguagem? Mais do mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu descobri o jazz, em 1996, na Itália, vendo Jack Dejohnette tocar a menos de 5 metros de mim. Meu mundo desabou. O que era aquela música sem chão? O que era aquela névoa ordenada? De lá pra cá, estudei, estudei, estudei. E vi que aquilo que me parecia a liberdade, era uma condicional. Regras, regras e regras. Voar, mas com o pé no chão. Não me satisfiz, e me afastei do jazz. Continuei buscando a liberdade, e depois de tanto tempo a encontrei, não escondida num estilo musical, mas dentro de mim mesmo. E aí então, por obra da vida, voltei ao jazz. Dessa vez, no entendemos muito bem. Não é uma questão de seguir regras, e sim de relaxar. Mas com uma condição: deixar sua musicalidade fluir sem limites, deixar a música sair de você assim como a fala sai, como linguagem. E para isso, é preciso haver vocabulário, domínio da língua. Eis os dois motivos básicos pelos quais os músicos fogem do jazz: desconhecimento da música como linguagem(e como consequência, falta de vocabulário e domínio da língua) e medo da liberdade. Sim amigos, desfrutar a liberdade pode ser assustador. Daí é melhor criticar o jazz, dá menos trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que coisa chata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também achei isso um dia. Mas o incansável bicho da curiosidade me fez uma pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse cara parece que quer me dizer alguma coisa com esse solo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, olho para música como algo infinito, aberto, solto. O mercado prende a música para transformá-la em bem de consumo, para que você possa levá-la para casa. Eu entendo, e também me faço valer dessa prática por questões de sobrevivência. Mas não faço do mercado meu termômetro, isso seria um sério insulto a minha capacidade. Continuo firme na estrada que me leva a transcender, no caminho que me leva ao equilibrio com o universo, e esse caminho é o caminho da entrega. Você se entrega a música e ela se entrega a você. Nesse momento, some o medo, some o tempo, some o espaço, some o certo e o errado. E há quem diga, some o dinheiro também. Que suma! Porque descobrir o verdadeiro eu não tem preço. Para as outras coisas, existe Mastercard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos deixar claro: menos é menos, mais é mais. É tudo uma questão de argumentação. Você sabe argumentar? Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, existem as frases feitas. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-8446405711359060463?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/8446405711359060463/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=8446405711359060463&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8446405711359060463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8446405711359060463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/07/jazz-o-fundo-falso-da-msica-msica-uma.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3952405079731353157</id><published>2007-07-01T22:47:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.777-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Palavreadomingo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quero o dissabor do elo perdido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O seio perdido amado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meio eco de escola&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gigante sentido recreio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Menino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quero o mistério do agora destino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O leque chinês mofado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gringo sono de mata&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pequeno cabido sem medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dedinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mistura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De cego, chuvisco e caixeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Alegre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bolo recheio de mãe &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;sossêgo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ata-me em cheio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Soy pero me olvido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Inteiro&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3952405079731353157?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3952405079731353157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3952405079731353157&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3952405079731353157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3952405079731353157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/07/palavreadomingo-quero-o-dissabor-do-elo.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-849705411096811043</id><published>2007-06-28T21:19:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.777-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;A garagem, a vida e os amigos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A palavra fere. Devíamos vigiar nossas palavras com muita atenção, uma atenção implacável. Sofro porque as vezes minhas palavras pesam demais, e se espalham no ar como navalhas voadoras, impulsionadas pelo afã duma raiva que nem sei de onde vem. Raiva cega, que surge até contra os amigos mais próximos. Depois da tempestade vem aquela sensação insuportável de dor: a dor do desnecessário. Certos monges fazem um voto vitalício de silêncio, e hoje se eu estivesse sob um voto desses, teria deixado de fazer mal a um grande amigo, desses que você abraça com a alma. Teria deixado de dizer aquilo que nunca precisou ser dito porque é vulgar demais para duas pessoas com o conhecimento sutil do amor que se manifesta em tudo, na música e no menor toque com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de magoar o outro é latente as vezes. Justificamos nossos atos falhos através de situações do universo material, numa ânsia de proteger aquilo que não nasceu para ser protegido. Temos que proteger uns aos outros, isso sim. O mundo é esse lugar desigual justamente porque as pessoas preferem proteger as coisas ao invés do outro. E dessa falta de cuidado com o próximo, surge toda a sorte de agressões, nasce o sofrimento. Situação peculiar a minha hoje, onde fui verborragicamente agressivo com um amigo, e depois vi um amigo de longa data ser agressivo comigo. Enquanto ele vociferava, meu coração parecia que ia pular pela boca, da minha angústia em olhar para ele naquele momento e me ver ali espelhado, de ver meu ato nele. E como eu estava sofrendo ali, olhando para uma pessoa que amo e vendo ela me atacar por uma simples falta de manejo na voz, um descuido. Eu sento aqui agora e choro como menino pequeno porque nada disso precisava ter acontecido. E de repente nos fizemos reféns dum ódio que não é nosso, que não é de nínguem. Aí a gente se pergunta se dessa poeira de palavras absurdas alguma coisa gruda no nosso coração, um resíduo na alma.  E pra meu desespero eu acho que algo fica, as cicatrizes das palavras podem ser eternas. Por mais que eu escreva, por mais que eu peça desculpas, por mais que meu amigo ferido seja padrinho de minha futura filha. Isso é irrefutável. Convivemos com as pessoas e devemos estar cientes que podemos nos ferir através delas. Cientes que as vezes somos instrumentos passivos do crescimento espiritual do outro, damos nosso corpo e nossos ouvidos para o outro depositar a semente do arrependimento contida no erro. É certo que por mais que troquemos de amigos cem mil vezes, essa dinâmica da vida sempre estará presente, não adianta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como me dói isso, como eu acho desnecessário isso, nos ferirmos, ferir o outro. No fundo é um apêgo com o aspecto material da existência que nos leva a esse viés. Olhássemos nos olhos do outro e nos permitíssemos o amor, o abraço e o riso, antes da elocubração racional, mais da metade dos problemas da terra estariam resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vontade hoje é passar o resto da vida em silêncio, porque acredito que o poder de argumentação que não está revestido de amor, nada vale.  A matemática do desenrolar material é um detalhe da vida apenas, não sua finalidade básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mudo se lamenta por não poder falar, e eu hoje eu lamentei profudamente não ser mudo. Que coisa não é? Cada um sabe o sofrimento que carrega por ser quem se é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não pedirei perdão. Porque acho que pedir perdão não é suficiente para expressar minha dor pelo erro. Pedirei licença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Licença caros amigos, permitam-me dizer: sou fraco. Mas que fique claro, a parte de mim que ama vocês está intacta. Rezo apenas para que minha porção desmedida não me force a uma vida em solidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No mais, vamos andando. De preferência, calados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-849705411096811043?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/849705411096811043/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=849705411096811043&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/849705411096811043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/849705411096811043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/06/garagem-vida-e-os-amigos.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6152143376239409703</id><published>2007-06-25T14:17:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.778-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Carta para meu Guru.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O universo pulsa. Ele está ligado a nós de uma forma indescritivelmente única. Nossos pensamento são sementes soltas ao vento fértil, prontas pra selar nosso destino. Nossas palavras, mais ainda: são nossas pernas, nosso alento vital. Uma vez no ar, tudo aquilo que emana de nós age como determinante da nossa sorte ou do nosso azar. Azar e sorte não existem na verdade. São palavras-muleta inventadas pelo homem para expressar sua própria falta de conhecimento das leis da vida e do cosmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais nos tornamos próximos e cientes da verdade inexorável e infinita, mais vigilante é a ferrenha balança da ação e reação. Nossa sensibilidade aumenta nossa responsabilidade perante nossos atos. A velocidade do mecanismo ação-reação se ajusta e o resultado das nossas ações surge, latente aos nossos olhos, rasgando nossa percepção diligente. Automaticamente, me assalta uma dúvida, se isso é bom ou ruim. Mais por medo da nossa imperfeição humana, pela certeza da falha iminente dos nossos atos. Mas de outro lado, me acalmo. Porque sei que todo esse processo acelera meu carma. E sei que quanto mais minha percepção for afetada, mais eu terei que rumar para a verdade absoluta de que este mundo é o playground de Deus, e nada mais. Que nada pode ser desastroso ou dolorido, porque a vida é um jogo, onde o corpo é um peão no tabuleiro de um universo inabalável transmutado em terra, em planeta, em casa, em som, em pele, em cada coisa de nosso habitat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tive acesso a um acontecimento desses, onde em questão de minutos uma ação equivocada produziu um resultado equivocado, onde um simbólico prejuízo ocorreu para provar a verdade no meu instinto. Meu instinto me disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vá. Se acalme e só procure agir quanto a mente estiver livre de intenções maldosas ou drásticas. Recolha-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me fiz de surdo. E assim, um grande transtorno se fez, e em seguida, se desfez. Prejuízo real igual a zero. Mas uma inegável e potente advertência de como minhas preces foram atendidas. De como meu caminho espiritual responde àquilo que busco, e de como também é urgente vigiar cada vez mais meu agir, porque não há segundo nesta vida onde Deus não nos vigie. Quando damos um passo em direção a Deus, ele dá cem em nossa direção. Isso significa que sofreremos mais, para que possamos refinar nossa espiritualidade e tornar mais sútil nossa percepção. E aqui o sofrer adquire menos peso, para se tornar um sortilégio leve do jogo da vida. Vamos sendo moldados em direção ao caminho único, que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não é o seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certo momento, viver se tornará impossível sem a assimilação sincera e prática dessa verdade. Hoje, o meu sofrer foi múltiplo. O sofrer da vida prática, do azar, levemente assimilado. O sofrer por ter errado na sutileza de não ceder à verdade da própria intuição. E um sofrer diferente, feliz. Que através do erro me conduziu a um sentimento maravilhoso de união com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo. Mas que seja. Sigo aprendendo e no fundo da minha alma, ansioso para desfrutar do próximo erro como uma benção em direção ao lapidar do meu ser. Quando acordo sinto que meu sono começa. Espero viver muito para poder morrer por conta própria, fechando os olhos apenas, como um passo entre os muitos outros duma caminhada estática que nos encaminha para a paz verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado Swami. Em seus Pés de Lótus, desposito meu agradecimento. Sigo atento, não somente para evitar o erro, mas para comentendo o erro, perceber sua lição, implícita em tudo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6152143376239409703?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6152143376239409703/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6152143376239409703&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6152143376239409703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6152143376239409703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/06/carta-para-meu-guru.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-7417869193085775962</id><published>2007-06-21T07:34:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.778-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Narciso e seu lago de pedras burras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma das notícias de hoje da Folha:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Fátima Bernardes deixa "Jornal Nacional" pela metade e sai do ar; Bonner não fala nem "boa noite"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não consigo expressar meu desespero e minha indignação. Meu corpo tremeu, minha fala faltou, meu olho esquerdo encheu de água. É demais para mim, um golpe sensível nas minhas emoções. As moléculas do meu já emperdenido mundo sofreram uma mutação. Porque no momento eu que Bonner não fala nem "boa noite", o que será de nós, míseros dependentes da mãe querida e conservadora "Rede Globo"? Como será nossa vida daqui pra frente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E o que dizer da Folha? ah, que maravilha! Nos proporcionando uma informação tão essencial como essa, uma pérola de luz que não pode passar despercebida. Mostra uma irmandade, uma delicadeza com a mãe Globo. Ler a Folha é uma emoção única. Única mesmo. Todos os dias é o mesmo jornal. Isso é tão bom, evita que tenhamos que pensar em demasia. É tão reconfortante entrar no site desse generoso jornal e perceber que há uma obstinação imensa com alguns personagens: Renan Calheiros, Lula, Waldir Pires, Apagão aéreo, Vavá. Para facilitar, esses personagens devem até ficar colados em algum tipo de mural por lá, e inclusive deve haver até jornalistas com mestrado em Vavá, por exemplo, esse personagem imprescindível em nossas vidas. Sinto falta de ar só de imaginar que amanhã ele poderia sumir das folhas do jornal. Mas sei que isso não acontecerá, o que me deixa feliz. Fico com meus botões a imaginar como deve ser bom trabalhar na Folha. De um dia pro outro não muda quase nada, é preciso escrever muito pouco, pode-se ir pra casa cedo. Mas eles merecem. São o ar que eu respiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Voltando a Bonner, me revolto. Esse país precisa se mobilizar! Passeatas exigindo o "boa noite" de volta, crianças chorando nos braços de seus pais com camisetas estampando um grito de solidariedade: "Força Bonner!". Quanto a Fátima Bernardes, nada com o que se preocupar. A mãe Globo é onipresente e onipotente. É praticamente impossível fugir do poder curativo de suas mãos. Sem a mãe Globo, o que seria de nós?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esse país deve muito a esses dois penhores da verdade, Folha e Globo. Sem eles, não viveríamos nesse constante estado de alerta, onde crises pipocam a cada segundo. Nosso páis está a beira de um cataclisma existencial! Tenho sonhos terríveis onde Vavá ocupa a cadeira da presidência, com a barba malfeita e a camisa aberta no peito, enquanto William Bonner vestido de He-Man ataca Renan Calheiros com uma edição mágica da Folha, enrolada para garantir a máxima robustez no ataque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Senhoras e Senhores! Viva a mãe Globo e a Folha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se Lula fizesse a barba, tudo mudaria, tenho certeza. A Presidência é, para nossa mãe Globo e para a Folha, uma questão estética acima de tudo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Então, quando Lula estiver longe do poder, a mãe Globo, com voz mansa e delicada, dirá nos nossos ouvidos quase adormecidos, a beira da cama com perfumados lençois de sêda:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Boa noite meu Filho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No dia seguinte, a manchete da Folha será:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Está confirmado! nossos filhos dormem em sono profundo. Em São Paulo, tempo sêco e temperatura amena. Chove ouro nos arredores do Morumbi e da Avenida Berrini.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vamos todos dormir! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Melhoras para Fátima. Bonner, bom dia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-7417869193085775962?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/7417869193085775962/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=7417869193085775962&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7417869193085775962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7417869193085775962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/06/narciso-e-seu-lago-de-pedras-burras-uma.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-4561894040015442404</id><published>2007-06-20T12:50:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.778-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aforismos culinários para iniciantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A vida é um eterno lavar e sujar de pratos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-4561894040015442404?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/4561894040015442404/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=4561894040015442404&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/4561894040015442404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/4561894040015442404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/06/aforismos-culinrios-para-iniciantes.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-8135106702754521381</id><published>2007-06-15T13:42:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.778-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Tratado estético do mínimo pensar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que momento a alma da canção brasileira se perdeu? Chico Buarque sentenciou que a canção está morta. Acredito que a morte glorifica a vida. E nesse sentido interpreto, o que Chico quis dizer é que a canção nunca esteve tão viva, em tempo de estio poético como agora, ela nunca reinou tão soberana, e tão solitária, diga-se. Não que isso seja estranho, porque o lugar da consciência é naturalmente um espaço onde só cabe um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias estive olhando um encarte de uma banda, em busca das letras. Lamentável leitura. A poética deu lugar ao fonetismo puro. O importante não é o que se quer dizer, e sim como soa o que se poderia dizer de mínimo, como se a palavra fosse um mero detalhe na construção do conjunto apelativo, para se tornar igual ao que já existe e funciona. Sim querido, a industrialização aterrissou no âmbito sagrado da música. Há uma preguiça generalizada no pensar. Isso traz a tona uma geração gigantesca de artistas que não querem dizer nada. Exercem a criação como um exercício de estética refalsada somente. Eu poderia fazer um milhão de letras para esses artistas. Exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você sabe, eu fui te ver mas você não estava&lt;br /&gt;Já tentei te perdoar mas a vida não parou&lt;br /&gt;É difícil te esquecer&lt;br /&gt;Teu rosto na tv”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, o ápice filosófico do refrão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Volta pra mim&lt;br /&gt;Lembra como eu te fiz feliz&lt;br /&gt;Tenho motivos pra tentar&lt;br /&gt;Agora é pra valer”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia passar uns 67 horas escrevendo isso sem parar. O que isso mostra? Ao meu ver, o esvaziamento intelectual de um povo, em detrimento da sensibilidade e da poética, a favor do mínimo pensar. Emoções fáceis, por favor. O reinado da estupidez. E geralmente há um coro imenso de sábios entoando a máxima moderna:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é o mercado. Que jeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justificam a própria pobreza de espírito através de miasmas etéreos, numa busca obsessiva pela estética. A canção como portadora de verdades está sumida, ou nossas verdades são tão profundas como uma nota de jornal? Outro dia ouvi um famoso cantor brasileiro dizer que música não era lugar para letras elaboradas, quem quisesse escrever fosse fazer poesia. Obviamente, uma observação desnecessária. A música como sensação não precisa de letra, nem de nada em específico: sax, violino, bateria, violão, voz. Justamente porque o som é uma construção, nada é desprezível na labuta do emocionar. Isso é uma coisa, outra é dizer que o texto é carta fora do baralho. Há o lugar do não-dizer na música, do dizer nada como mula das melodias. Mas fazer disso regra constitui um absurdo. O não questionar é adorado por aqueles que vendem bola de soprar como bola de boliche. Nos cabe essa diferenciação. E mais, nos cabe um viver em busca daquilo que nos transforma. Porque a arte é isso, transformação. No momento em que a literatura se funde na música temos o momento mágico, da palavra flutuante, que escorrega por nossos ouvidos e nos diz a verdade incômoda de uma forma tranquila. Nos conta a história triste de forma inconsolável. Pede atenção quase em silêncio. Retrata a vida, o amor perdido que feriu e sangrou poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me irrita não é existir o conteúdo sofrível. É ter que admitir o conteúdo sofrível como realidade passiva de crítica, por ser regra geral. Não admito. O ser humano foi feito para evoluir, seu intelecto é sua casa. E que se diga: ignorância não é não saber, é sem saber, não ter a vontade de inquirir e criticar o desconhecido. Ao menos, se não entende, pergunte. Ou fique calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, hoje na música brasileira, reina essa estado atabalhoado de coisas: um silêncio feito de perguntas desencontradas e julgamentos equivocados. No fim, a arte é o retrato de um povo. Viva o povo incontente com sua arte, que revela o retrato das exceções.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-8135106702754521381?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/8135106702754521381/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=8135106702754521381&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8135106702754521381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/8135106702754521381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/06/tratado-esttico-do-mnimo-pensar-em-que.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5434939459763041417</id><published>2007-06-03T17:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.779-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Já viu o Shopping?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador tem um novo shopping center. Moderno, dizem. De primeiro mundo. Fui a Bahia algumas vezes esse ano, e saindo do Aeroporto Dois de Julho, no final da Avenida Paralela, me deparava com esse mastodonte encravado na pele da cidade como um espinho incólume. Me pergutavam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já viu o Shopping novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ali louco pra saber o que os ares da Cidade da Bahia guardavam de novo para mim. Porque Salvador é assim. Cada vez ela reserva algo de novo, um olhar, um cheiro, uma manifestação, um gol do Bahia aos 45. Pra mim, que moro há anos fora, essa relação com a terra mãe é sutil e amorosa. Povo alegre que respira arte mas não sabe, nem desconfia. O alarde dos abutres sentenciam chistes ridículos como “terra da alegria”, “lugar mais bonito do Brasil”, “maior carnaval do mundo”etc. São esses europeus entusiastas, agora selados com uma certa nascença baiana, mas detentores fieis da estirpe colonial. Habitam a Bahia, mas como sempre tem sido, não sabem do que ela é feita. Ficam contentes com a maquiagem, cegos para a beleza simples do rosto, tez crua da tarde leve e seu sol manhoso. É uma sensação estranha essa, de me deparar com essa resposta quando pergunto o que há de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já viu o Shopping novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ignoro completamente essa informação e ao mesmo tempo fico perplexo. Ignoro porque o mundo inteiro tem shopping center e nunca haverá nada de novo nisso, por mais que suas privadas falem ou suas escadas flutuem. É uma pedra tosca já firmada nas costas da humanidade, o que há de mais velho em termos de conceito, praticamente algo que dispensa nossa inteligência. Fico perplexo porque as pessoas chamam de novo aquilo que é velho, e não percebem na Bahia que sempre esteve lá, o suspirar inefável do novo. O novo que emerge da mesma fonte, o eterno lutar de um povo por sua identidade. Contra os mesmos inimigos de sempre. Estrangeiros baianos, estrangeiros estrangeiros, estrangeiros brasileiros. E me pergunto sempre que vou a Bahia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde está a partícula essencial da Bahia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou sempre ao Senhor do Bonfim, e de lá vejo uma Bahia que nunca muda. Sinto no fundo da alma que esse é o novo. A novidade na Bahia é que ela sempre está lá. E constatar isso cada vez que se volta me deixa feliz. Aquela visão paradoxal da baía de todos os santos: europeus na encosta, mercadores no mar, magia no ar e Oxalá impassível. Por isso consigo conviver com essas piadas, de shoppings, viadutos, metrôs inacabados e caciques acabados, que cedem seus tronos a outros caciques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda sorte, Salvador sempre será a expressão máxima de convivências antagônicas que se harmonizam como mágica. De delírios modernistas que esperneiam mas nem chegam perto de agredir, são cócegas na pele tranquila da tradição e dos cantos. Tudo junto. Tudo junto, cada coisa sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso posso perdoar as pessoas que repetem o shopping como grande novidade. O shopping eu também consigo perdoar, tenho pena dele. Escrevo-lhe uma carta até:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu querido shopping, pode chorar, pode pedir, pode rezar. Mas com essa pele branca e alva você se entrega fácil. Cuidado com o sol. Fique por aí e quem sabe daqui há alguns séculos você entenda do que somos feitos. Nosso povo vai tratar você bem, esse é nosso legado. Mas não se culpe. Na outra encarnação talvez você volte baiano, encarnado como saveiro ou tabuleiro de baiana. Mas nessa vida, vestido dessa forma, quadrado e feio, esqueça. Se contente com os seus, que adoram você. Apesar de terem nascido na Bahia, não entendem que nascença atesta local, mas origem é outro papo. Quem sabe, tem. Quem não sabe, vai passear nos seus corredores. Um abraço.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, segue a lenda dessa cidade de quase quinhentos anos, renascendo cada dia, múltipla, paradoxal, tensa. Alma densa, eterno tesouro além-mar. Desisti de lutar contra esse amor. Hoje, só observo e escuto a respiração da mãe Bahia e seus brinquedos. Orai navegante mercador, um dia verás a face verdadeira desse povo. Será a hora da partida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5434939459763041417?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5434939459763041417/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5434939459763041417&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5434939459763041417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5434939459763041417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/06/j-viu-o-shopping-salvador-tem-um-novo.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-727202827140990796</id><published>2007-05-30T16:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.779-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Muy amigo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Existem pessoas que aparecem em nossa vida e compartilham dos nossos sonhos para viver um sonho egoísta e pobre. Nos fazem o mal do agir sem caráter e cuidado, e somem, levando um pedaço de sonho nosso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não se trata de trabalho, dinheiro ou reconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se trata de constatar que existe um viver animalesco, tosco e pobre. E que fique claro: o homem faz música, mas a música faz pouco homens.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-727202827140990796?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/727202827140990796/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=727202827140990796&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/727202827140990796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/727202827140990796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/05/muy-amigo-existem-pessoas-que-aparecem.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-7772384676708893380</id><published>2007-05-20T18:31:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.779-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;O tráfico das nossas escolhas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Qual é a solução para o problema do tráfico de drogas? Já ouvi de tudo como resposta, e agora oficializo minha modesta opinião. No jogo capitalista, não se entra sozinho. O nascimento de um produto coincide com o nascimento da sua procura . E assim, as relações vão se intensificando, ou esfriando, ao sabor do desejo alheio e das estripulias publicitárias. O comércio de drogas só existe porquer há quem as procure. Simples assim. Podemos criminalizar o usuário? Não, porque criminalizar alguém por seus desejos seria inibir sua existência. A sociedade, através de sua leis, define o que é legal ou não. O que é proibido ou não. A venda e o porte de entorpecentes é crime. O consumo não. Então comete-se um crime para viabilizar um hábito. Se não houvesse o hábito, não haveria o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os habitos do homem produzem suas próprias desgraças. Trata-se do tráfico de drogas como um problema isolado, quando na verdade ele é apenas mais um atestado da doença crônica que nos atinge nesses tempos anti-modernos(vivemos a anti-modernidade): a falta de educação, seja ela espiritual, pedagógica, humana ou o que seja. A educação não deve nos ensinar o que é certo ou errado. Ela deve nos ensinar sobre as implicações de nossas escolhas, sobre quem podemos nos tornar. A educação verdadeira valida nossa condição de ser humano através da assimilação da verdade básica neste planeta, de que somos iguais, gerar sofrimento no outro é o mesmo que sofrer. Esse é o ensinamento básico. As drogas nunca serão extirpadas da sociedade porque nossos vícios serão para sempre, nossa condenação. Não condenação penal. Mas a pior condenação de todas: a escravidão de nossas vontades perante nossos sentidos, em detrimento da moral e do bem estar comum. Porque sim, é verdade, não estamos sozinho no mundo. Nossas escolhas afetam pessoas. Então antes de questionar os mecanismos da macro-organização societária, devemos questionar se nosso hábito fere o outro. E vigiar essa porta como um pai vigia o filho recém-nascido. Com amor. A saída para a humanidade, antes de passar por governos, estados, leis, passa por nós mesmos. E esse é o problema do tráfico de drogas. Esse é o problema de todos os desmandos, crimes, desvios e aberrações. A falta de consciência do homem de que essa existência é um jogo coletivo, onde o ganhador é a raça humana, que chega vencedora no final pela soma dos passos de cada um de nós. Não há meio termo, terceiro lugar, quinta lugar. Só há vencedor e perdedor. Como raça, somos perdedores. Como seres individuais, temos escolha. A simples escolha de decidir nosso papel na corrida. Depois desta decisão, os obstáculos somem porque eles não são só seus. São de todos. O peso nas nossas costas é grande porque carregamos sozinho. Admita isso, refine suas escolhas de acordo com o bem do outro. Isso é pedir ajuda, adquirir a leveza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitindo ou não, sua vontade de comer carne mata o animal. Sua vontade de fumar maconha viabiliza a violência. Sua vontade de consumir alcóol permite a morte de alguem pela falta de reflexos. Sua vontade de ter um carro novo é a mesma vontade de alguem, armado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio, a velha pergunta: seria possível viver assim? Se policiando desta forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que não. Mas a possibilidade de admitir a mecânica desse viver já basta para que possamos seguir no caminho que nos cabe, o da vitória. A escolha do outro não importa justamente porque o outro é você. O lugar do outro no leito de morte será seu um dia. Esta é a linha de chegada. Cabe a você ir ao podium, ou voltar ao ponto de partida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-7772384676708893380?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/7772384676708893380/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=7772384676708893380&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7772384676708893380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7772384676708893380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/05/o-trfico-das-nossas-escolhas-qual-soluo.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5690575935996031897</id><published>2007-05-01T21:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.780-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Deus, visões e outras delimitações de anti-espaço&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que torna um homem mau? Qual é a química da perversidade? O mundo de hoje é um lugar onde se fala da maldade como doença social, epidemia que pela força infecta os homens e os bestializa. O agente transmissor muda de nome a cada instante: governo, estado, pobreza, religião, tráfico, ciúme. A lista é longa e o foco é sempre o mesmo, pele humana, sensível e desprovida de anticorpos. Qual a cura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há cura porque não há doença. A raça humana é alóctone: sem planeta. Os homens habitam os mundos que criam. Um fio une esses mundos no varal. Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu me fiz essa pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que estou fazendo aqui? Qual é o real objetivo da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca achei que a finalidade do viver estivesse relacionada com a perpetuação das estranhezas históricas da família ou com a manutenção prática dos estados das possibilidades. Esse mundo é cerâmica, sempre percebi essa fragilidade. Mas enfim, para onde flui o rio da vida? Outro dia, me perguntaram porque eu bebia tanto(parei de beber há mais de dois anos). Percebi que eu bebia para transcender a existência, numa busca por um lugar longe da consciência do estado real das coisas e do mundo. Com o tempo percebi que a transcendência não se dá através do descontrole dos sentidos, e sim através do seu controle consciente. Isso me levou a ver a realidade de uma forma menos coercitiva, e abriu espaço para uma percepção mais sutil daquilo que sempre busquei, outrora de forma equivocada. A idéia de que é preciso acreditar para ver, e não ver para acreditar. Ver o que? O que não precisa ser visto.  Quando você acreditar o suficiente para ver, verá que o que havia para ser visto era o fato de que nada havia para ver, pois nesse momento homem e fé se tornaram um, e para o homem cuja fé é inabalável, pouco importa se há derrota ou vitória. O acreditar é seu salvo-conduto para um estado onde menos e mais são apenas expressões aleatórias dos movimentos da natureza: ventos, noites, dias. Nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus para mim é isso, um estado de fluência perfeita do acreditar, rumo ao que precisa ser visto: o acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5690575935996031897?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5690575935996031897/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5690575935996031897&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5690575935996031897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5690575935996031897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/05/deus-vises-e-outras-delimitaes-de-anti.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-1822618436987769002</id><published>2007-04-17T20:31:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.780-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Narciso, por onde andas?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No EUA, um atirador(?) matou 32 pessoas numa universidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Alguns diriam, "estamos na terra da felicidade, isso aqui não existe".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Detalhe: no Brasil, apenas em 2007, 1.000 mortos por homicídio na cidade do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fico imaginando como seria a terra da tristeza.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-1822618436987769002?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/1822618436987769002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=1822618436987769002&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/1822618436987769002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/1822618436987769002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/04/narciso-por-onde-andas-no-eua-um.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-7160331496388156305</id><published>2007-04-09T20:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.781-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olhos de lata: anti-tempo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fernando Brant, sobre o golpe de 1964:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Os acontecimentos daqueles dias ainda estão claros na memória. Fechado no escuro do quarto, querendo fugir do mundo que me chegava pelo rádio, eu, pouco mais que um menino, chorava, como se fosse morte a viagem-fuga do Presidente Jango. Os anos passados, a maturidade e a visão diária da injustiça e do ódio, da opressão, da mentira e do medo, me levam agora, adulto, em nome da verdade e da história, a reafirmar o menino: as lágrimas derramadas em 64 continuam justas."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E eu, que nem vi aquele abril, também choro. Choro porque o tempo não passou e choro porque 43 anos se passaram. Inacreditável essa sensação de anti-tempo. Sim, no Brasil vivemos o anti-tempo. A cronologia que obscurece o sentido de ordem para resguardar a verdade imóvel, a verdade doída: somos muitos e somos escassos. Nossa escassez de auto-piedade. Nossa abundância de cortes profundos, cicatrizes que desenham mapas incoerentes, ora beleza, ora calo de um povo inteiro. Me pergunto: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Onde paramos? em que momento da história deixamos de ser um povo para virar um rabisco daquilo que poderia ter sido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Qual era a ameaça para esse povo em 1964? Era sermos um povo menos dependente dos interesses norte-americanos? Era sermos fiéis signatários da nossa própria linhagem humana e cultural? A ameaça real era a ignorância de meia duzia de egocêntricos heróis senis, pobres testas de ferro de um Kennedy semi-Bush, menos simpatizante de genocídios, mas com gosto mais refinado para mulheres, porcos e baías. Ainda dizem que os EUA seriam outro se Kennedy estivese vivo. Imagino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A ameaça para o Brasil era aquela direita versada para manter a casa limpa a qualquer custo, herdeira inefável daqueles outros senhores de bota que adoravam um chicote e uma mucama. A mesma direita que hoje cola adesivos com mãos de quatro dedos em seus carros e chamam o bolsa-família de assistencialista, como se metade do povo brasileiro não precisasse realmente de assistência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A ameaça para o Brasil eram aqueles interessados em eclipsar a exuberância cultural brasileira com o véu das persianas mal-amadas da falta de inteligência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quanto tempo será preciso para que possamos entender que nossa inteligência é nosso povo? Que o que melhor define nossa terra é a manifestação daquilo que nela nasce, porque isso é nosso gene? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Obviamente, não podemos reverter o tempo. Mas o anti-tempo sim, esse podemos transformar em tempo fértil para o renascer do fio que se perdeu nos sonhos a caminho de São Borja em meados de um triste abril.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-7160331496388156305?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/7160331496388156305/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=7160331496388156305&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7160331496388156305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7160331496388156305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/04/olhos-de-lata-anti-tempo-fernando-brant.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-49309998539907462</id><published>2007-04-07T15:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.781-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A festa dos bois e dos homens&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Notícia da Folha neste sábado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u133832.shtml"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Boi tenta escapar de "farra" e morre afogado em praia de SC&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O animal foi retirado da água e repartido entre freqüentadores da praia dos Ingleses."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O boi estava na farra, relaxando após uma semana tensa. Depois de horas de bebedeira, tenta ir pra casa, mas os amigos não deixam. Ele, sorrateiramente, escapa. E na tentativa se de refrescar, morre afogado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Retirado da água, foi repartido(não antes da respiração boca a boca) entre os frequentadores da praia dos Ingleses. Uns sairam com uma mão, outros com um dedão, outros com meio tronco. Uma menina brincava de cachorrinho invisível com os intestinos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais um animal repartido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta é minha versão dos fatos. Eu não estava lá, mas presumo: carne é carne. Não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-49309998539907462?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/49309998539907462/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=49309998539907462&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/49309998539907462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/49309998539907462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/04/festa-dos-bois-e-dos-homens-notcia-da.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5523226618777019990</id><published>2007-04-04T20:38:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.782-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O menino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O menino vaga na rua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O menino descalço no passo da pedra portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De capuz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vulto frágil de ares e defesas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sonho reflexo de vidro, alma espada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O menino resmunga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O menino caldo de homem sem muros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Atento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Remendo de falso destino que somos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pálido estrado de medo, longe detalhe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O menino respinga o desejo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O menino carente de luas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Da prece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Amado como o pó das esfinges.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fósforo cor de veneno, castanho olho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O menino que deixamos ali mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Só ele.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5523226618777019990?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5523226618777019990/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5523226618777019990&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5523226618777019990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5523226618777019990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/04/o-menino-o-menino-vaga-na-rua.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-914839211984669936</id><published>2007-04-01T20:32:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.782-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A democracia utópica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É curioso observar o lugar histórico da crítica ao socialismo. Ocupa-se um tempo demasiado extenso para esta tarefa de apontar fragilidades no rastro político vermelho, presente na humanidade com uma certa frequência. Uns até chamam o aparato socialista de "fantasma", que vez ou outra assombra os alicerces do Estado. Especificamente, creio eu que este é um caso raro na parapsicologia: fantasma que assombra fantasma. Sim queridos, o capitalismo é o maior fazedor de defuntos de todos os tempos e eras. Nisso, ele é insuperável. Pode até se dizer:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Quem faz defunto é o próprio homem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A culpa é de quem aperta o gatilho ou de quem fabricou a arma? As mãos vão se lavando sucessivamente até chegar nas mãos do cadáver, esse sim, impossibilidado de lavar as mãos por razões de força motriz maior. Enfim, uma cadeia de incocentes. Já que ninguém pode assumir o assassinato, culpemos o sistema que alimenta esses santos. O ser humano virou expurgo de fábricas defeituosas, moeda mofada. No Brasil, por exemplo, há quem fale em democracia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esse é dos maiores embustes de nossa história. O Brasil nunca foi um país democrático. No máximo, democrático para poucos. O que reina na selva brasílica é uma variedade imensa de regimes. O regime da favela, da elite, do sertão, da amazônia, etc. E todos eles funcionam tranquilos, com suas peculiaridades e suas regras. Acima deles, Deus. Porque governo propriemente dito, fora o divino, inexiste. Ou melhor, existe sim um governo. Mas ele só vai até onde o código dos micro-regimes começa a operar, não por uma questão de força, mas pela simples prática rotulante do cotidiano. Uma operação de elementos da inevitabilidade que interagem entre si formando uma intricada teia de micro-culturas. Da mediação imposta pelo traficante para evitar conflitos internos em sua comunidade, do medo elegante entre aqueles que blindam seus carros, da coesão infâme em nome dum partido que defende o próprio umbigo como centro da realidade brasileira. Da oposição, que difere da posição apenas pela sutíl colocação de uma vogal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No Brasil não há democracia. Nunca houve. Há aqui uma criação, que há de ser nomeada, pois ainda se encontra no limbo das tradições despudoradas das política. A mídia fala o que quer, independente de comprovação factual. A publicidade adota a mentira como prática corrente. A educação afunda, tratada como acessório. E caminhamos amarrados no indulto do mercado, esse sim, força brutal e burra que nem uma porta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que se vê hoje é um Brasil a deriva, e aqui me apresso para dizer que isso é coisa de pouco tempo pra cá: quinhentos anos, aproximadamente. Um País que ainda não libertou seus escravos, que ainda não cortou suas amarras com a corte imperial, que ainda não decidiu se quer jogar no caldeirão antropofágico os senhores de engenho que regem Brasília. O Brasil é oligárquico sim, Senhores. Ficamos assim: democratas utópicos repousando sobre socialismos utópicos. Todo um povo atrapalhado com o fazer de um tempo apócrifo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A democracia brasileira é uma meritocracia avessa ao raciocínio. Um regime que se situa entre a Àfrica e a Europa. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-914839211984669936?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/914839211984669936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=914839211984669936&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/914839211984669936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/914839211984669936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/04/democracia-utpica-curioso-observar-o.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-7521463675811125195</id><published>2007-03-22T08:57:00.000-07:00</published><updated>2008-12-11T21:51:06.714-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Terra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/RgKqlcDnUaI/AAAAAAAAAAk/wWD6l4cm-sU/s1600-h/HPIM2613.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044782092771611042" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/RgKqlcDnUaI/AAAAAAAAAAk/wWD6l4cm-sU/s320/HPIM2613.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um amigo meu certa feita disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Salvador pra mim é o Itaigara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaigara, na sua origem indígena, significa canoa de pedra. E esse é o lugar de alguns indivíduos de uma minoria branca desavisada, perversa e ignorante de Salvador: a canoa pesada que afunda sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da colina sagrada, se vê a Bahia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-7521463675811125195?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/7521463675811125195/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=7521463675811125195&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7521463675811125195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7521463675811125195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/03/terra-um-amigo-meu-certa-feita-disse.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RHqkn71HbJQ/RgKqlcDnUaI/AAAAAAAAAAk/wWD6l4cm-sU/s72-c/HPIM2613.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5303331572590052606</id><published>2007-03-19T07:13:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.783-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O anjo daltônico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No vale dos céus inversos há o descompasso &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do tempo eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do tempo ele cor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do tempo longe verdade impalpável&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na sombra pastel da sina poética há o vôo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Da leve distância&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Da seiva aberta boi de correr sentença sonho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do braço e do laço no lago espelho irreal do espaço retido e retidão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na presteza da cor foto-poema há o fio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Das portas que revelam paredes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Da correnteza no rio sêco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do pó alicerce e paz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na cor desconexa há o eco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do amarelo amarelo certo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do vermelho vermelho tenro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do branco água branco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E do devaneio possível cor presente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cor sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cor espírito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cor casa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cor raiz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5303331572590052606?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5303331572590052606/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5303331572590052606&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5303331572590052606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5303331572590052606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/03/o-anjo-daltnico-no-vale-dos-cus.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3690240858343980066</id><published>2007-03-09T21:05:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.784-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Before night falls&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há o universo das coisas que sustentam a ternura, onde o descaso aparenta o verso que não sopra nada, e no fim, aflora pardais e pérolas. Percorri centenas de quilômetros no espaço de um silêncio de foto, desses que guardam a madrugada como um instante mítico, tempo parado, passo de balé, metamorfose calma. Gostaria de dizer-lhe o que é minha arte mas agora só me ocorre o sono incógnito da reza e a leveza perfumada do ar de varandas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A liberdade que agora me detém fala, e no máximo, tudo que posso querer é que ela fale de mim o que a luz apagada ao longe diria. Que sou foco. Que sou relâmpago tinta de céu tosco, desfecho. Preciso desesperadamente abrir as portas imaginárias que me levariam ao segredo dos mapas e das forças premonitórias do som poético. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há o universo daqueles que sonham a vida como um rabisco perene. E há o destino daqueles que absorvem da terra o que ela mesma constrói, fazendo arte como apropriação do há de ser, e sendo, já é. Porque é necessário. E o necessário atormenta, chiste fosse. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A terra é dos fracos, e na fraqueza reside o ardil da simplicidade. Homem pobre, que rico seria se nada tivesse além dele mesmo. Homem que vaga nos fortes, onde o mar cerca mas permite o solfejo de águas além pesadelos, e assim perseguido sobe em vestes de cavaleiro branco, gritando a ordem inversa da palavra para alegrar os que no espelho escondem a palavra mestra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há o universo conexo, e longe dele, o terreiro daqueles poucos sabedores do devir e do dever. Doloroso que seja, mas leve o suficiente para voar baixo. Por onde a alma deita e no fim, se entrega, amante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3690240858343980066?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3690240858343980066/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3690240858343980066&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3690240858343980066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3690240858343980066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/03/before-night-falls-h-o-universo-das.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-7396832669016842010</id><published>2007-03-06T07:03:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.784-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A canção que virá&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há dias em que a alma está incomodamente instalada no corpo roupa apertada. Hoje é isso. E o que seria se esse corpo fosse outro e essa alma não fosse minha? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De qualquer sorte, estranhamento. E o deleite temporário de um desequilibrio atemporal, que sabe-se lá como se instala e sabe-se lá como se extingue, virando saudade, amor ou outras planícies.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Registro aqui a leve instauração da colheita em chão fértil, mente trêmula, que mais tarde será canção, e agora já é esse texto. Dou fé ao nascimento da hoste febril dos sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Abraços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-7396832669016842010?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/7396832669016842010/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=7396832669016842010&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7396832669016842010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/7396832669016842010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/03/cano-que-vir-h-dias-em-que-alma-est.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3593020917677112274</id><published>2007-03-02T22:11:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.785-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Alta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Noite clara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lua lustre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Silêncios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a alma poética grata:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esse sopro é meu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e leve passa afoito sussurro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;de sono que tarda e cai aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;em teus braços brancos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Noite alva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sombra de mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cala-te&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3593020917677112274?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3593020917677112274/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3593020917677112274&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3593020917677112274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3593020917677112274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/03/alta-noite-clara-lua-lustre-silncios-e.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6839250969935679519</id><published>2007-02-28T10:34:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.785-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até tu Oscar?  &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os infâmes idiotas de plantão reclamam do alto da sua ignorância pró-estadunidense:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Quando o Brazil ganhará um Oscar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como se nosso cinema precisasse desse selo mórbido, que premia o entretenimento e seus bonecos egocêntricos. Sobre o tapete vermelho, pó. Legendas humildemente nos ajudam a identificar os estilistas de cada estrela, e eu realmente não sei o que seria de mim sem essa informação. Chego a tremer com a possibilidade de não saber quem veste Nicole Kidman.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto isso na sala de justiça, Glauber com aquele terno amassado e a camisa branca aberta até o meio do peito, barba malfeita. Cinema brasileiro que enxergou longe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;-Até tu Oscar?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6839250969935679519?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6839250969935679519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6839250969935679519&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6839250969935679519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6839250969935679519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/02/at-tu-oscar-os-infmes-idiotas-de-planto_28.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-6088827492474397108</id><published>2007-02-21T11:38:00.001-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.786-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Terça-feira de cinzas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É carnaval na Bahia. Alegria, alegria. Passos em efusão, amores em riste, trapos em desarranjo, ébrio sono insistente já na terça, mas corre homem, resiste porque tudo acaba na quarta. Coração aperta o passo pois o dia já vem e com ele, o abismo cheio de cinzas. Cinzas, cinzas, cinzas. E o carnaval vai acabar. E acaba o milagre da convivência, como diz o observador astuto pero no mucho. Há 10 anos eu não chegava perto do carnaval. Baiano que sou, excomungado pelas hostes carnavalescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é baiano! Não é possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vozes em brasa, refletindo o brilho mercantilista dos trios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa é minha terra! Que privilégio ter nascido aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a Bahia! E viva a contradição que é mãe, da Ponta do Humaitá ao Farol de Itapuã. Eu já vivi muitos carnavais, folião afoito inimigo mortal das cinzas. Mas fui embora da Bahia há alguns anos, e desde então tenho reforçado a máxima que é preciso estar longe para se aproximar, se aproximar daquilo que vale, daquilo que faz falta como o ar, daquele refino de peneira que deixa cair a poeira da farinha na massa do feijão. Salve o Senhor do Bonfim, Oxalá da Ribeira do sorvete sabor mar calmo e tempo eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui desse camarote, vejo pouco. Vejo povo. De várias cores. Povo que deposita na cor, suas diferenças. Seja na cor do abadá, seja na cor da pulseira do camarote, seja na cor da corda e do cordeiro. Porque a cor da pele já suplantou o sentido do medo e do destino. Mas as outras cores, sim, essas me incomodam. Um arco-íris de gente disfarçando gente, que num passe de mágica, num cruzar de cordas ou num salto adentrando espaço reservado, assume diferenças. E é assim. No carnaval há esse trânsito de identidade social, acontecendo em velocidade de aprumo, vento de nau holandesa. Reforçando o aparato circense estão os espaços publicitários, os neons, os adesivos, os gigantes dóceis do capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo lindo meus amigos! Tudo isso é pra vocês, o mundo é perfeito, viva cada momento como sendo o último, aproveite a história, e se puder, ligue pra mamãe do novíssimo aparelho com câmera, beba na nova embalagem pra poetizar os sentidos, pule bastante para provar a eficiência do novo tênis, tire uma foto debochada dos amigos com a nova câmera de duzentos megapixels, vista com orgulho a camisa do bloco preferido e lembre-se: as cordas movem-se sozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cordas na verdade, são sutis. Nem existem direito. Você passa por elas com muita tranqüilidade e se isola no mar dos seus, onde não há maldade e risco. Se misture, mas nas mesmas cores. E essa é a mistura que reina na folia momesca baiana. Dum povo que durante seis dias ensaia uma mistura homogênea mas não consegue disfarçar o medo, o egoísmo, a pobreza de espírito e a herança daqueles que daqui, só queriam o açúcar. E eles continuam querendo nosso açúcar, o que nos torna doces. Estão por aqui determinados num exercício de frieza mercantilista e movidos por um senso de oportunidade trágico, urgente. Eles forçam, querem ser vistos, observados, lembrados. Eu juro, me esforço para vê-los. Mas não consigo. Eu vejo só a farinha que cai da peneira. A brisa a soprar seus saveiros imaginários, a alegria simples daqueles que suplantam a pobreza social com a altivez do corpo desafiando as cordas, como palhaço que assusta a criança mas dela retira riso, seiva. Assume o posto de pássaro que baila sobre tudo, sobre toda essa idiotice dos espaços que brigam com espaços, e são o nada. O nada, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse é o carnaval da Bahia, uma festa incoerente. Nascida como manifestação popular, e transformada num desfile de equações humanas impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas dá certo! É um milagre de convivência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio. Esse é o instinto de sobrevivência da multidão, coexistir. Enquanto isso, na frente do camarote, cantor e cantora se afogam na piscina rasa do ego e anunciam a melhor música do carnaval. Gritos, palmas, lágrimas de suor! Toca-se a música. Segue o trio, e com ele, uma nuvem de mentiras. Passam vários trios, e vai ficando o povo. E cá estamos na terça-feira já em cinzas, prestes a virar uma quarta nebulosa, escrava cega de senhor chucro, abominável agressor de lombos desavisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobem-se a cordas reais e ficam as invisíveis. Nada mudou. Mais dez anos longe. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-6088827492474397108?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/6088827492474397108/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=6088827492474397108&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6088827492474397108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/6088827492474397108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/02/tera-feira-de-cinzas-carnaval-na-bahia_21.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-1737323035178737463</id><published>2007-02-13T14:27:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.787-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;C´est Bahia?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou indo passar uma festa francesa na Bahia.  Manifesto aqui minha dúvida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Le quel Bahia doit faire avec lui?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-1737323035178737463?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/1737323035178737463/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=1737323035178737463&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/1737323035178737463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/1737323035178737463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/02/cest-bahia-estou-indo-passar-uma-festa.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-2501220200581397826</id><published>2007-02-12T07:26:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.787-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;O mar, a bússola, o vento e a coragem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nessa vida, o que se perde? O que se ganha? Ou melhor, daqui o que se leva? Pontuais questionamentos nos assolam quando o assunto é a tão temida morte, um caos psicológico nos atinge face à iminência desse “fim” intrigante, porta de um lado só, espelho ao contrário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Este mundo é degenerativo, nada é eterno. A natureza em toda sua sapiência desliza tranqüila nesse mar de impermanência. Só em nós, humanos, esse vírus de insegurança se instalou, sendo hospedado sorrateiramente pela mente, esse órgão que nos possibilita uma relação prática com o mundo, que nos auxilia numa arquitetura complexa de interações. Nascemos, e então vivemos por um tempo, para inevitavelmente morrer. Dizem que a única certeza que temos na vida é a morte, o que é um terrível engano. A única certeza que temos enquanto estamos vivos é o viver. Porque a morte não é uma certeza, é um fato corriqueiro da vida, como um tropeço, um aceno, um telefonema, um copo d’água. O viver é nosso dilema, não a morte. Na há fim, nem começo. Há o transitar. Tolos aqueles que perdem seus preciosos minutos a elocubrar se há vida após a morte, enquanto hoje se vê que não há vida durante a vida para muitos. Se não se está vivendo para que se ocupar com o óbito? Muitos estão mortos em vida, não despertaram para o nascer. Para o verdadeiro nascer que é a consciência absoluta do princípio real das coisas: a impermanência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          - Mas dói muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor tece suas fundações quando inocentemente nos apropriamos do que vemos, julgando o que temos como nosso, quem amamos como posse. O inferno não existe. O inferno são essas cordas que lançamos para nos agarrar à terra, como se fôssemos uma tenda evitando o vôo, quando nosso destino é voar. Voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, muitos diriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          - Se tudo é impermanente, o mundo é uma anarquia. Para que viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que viver para aprender. Justamente para aprender a resposta para essa mesma pergunta. Fomos colocados aos milhões nesse planeta para investigarmos o valor real daquilo que vale, e a morte é um dos momentos aonde(a depender de como se vive) pode lhe ser revelado a verdade. Mas há outras formas. E é o desprezo por essas outras formas de descoberta que nos leva aos prantos quando um ser que nos é próximo parte dessa existência. Descobrir o sentido do viver em vida, para que o significado do jogo se mostre e a morte seja apenas um detalhe trivial. E certamente, nunca conseguiremos mergulhar no mar se nos mantivermos em terra. O mar é esse símbolo do desconhecido, do gigante que guarda mil segredos e segue passível, como uma grande alma quieta, desperta apenas em suas bordas, com suas ondas cíclicas. Estamos navegando no mar da vida, não há terra. Há apenas o barco, que é o corpo. O barco e o mar. E quando o barco chega ao porto, devemos deixa-lo para trás. Se nos mantivermos ao sabor dos ventos enquanto navegante, nunca chegaremos. É necessário dar a nossa nau a direção correta do navegar, aquela que nos revelará um novo continente à vista. Podemos aprender a olhar os sinais, as estrelas, as constelações, para achar nosso verdadeiro destino. E nossa bússola nessa busca é Deus, o imã que nos orienta. O instrumento mais simples, mais eficaz, mais acessível e mais confiável que temos em mãos para nossa viagem. Aquele instrumento que as vezes deixamos de lado por achar que sabemos o caminho, quando a bússola sempre sabe a direção certa. É nossa escolha confiar nela ou não, mesmo sabendo que ela sabe, sempre, a direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como navegantes que somos, vamos nos concentrar no correto navegar, para que então a terra se mostre por nossas habilidades, por nosso mérito resignado em confiar na bússola, e apenas nela. Porque o resto do navegar então se tornará um detalhe, uma espera, onde nos ocuparemos de conviver harmonicamente com os outros barcos, sem brigar por espaços, porque isso seria uma idiotice óbvia, frente à infinitude do oceano. E a questão básica desse navegar é que nunca afundamos, estaremos sempre na água. A água do viver. Só há um porto, uma terra, um continente, um objetivo. Um lugar para onde a bússola aponta. A morte nos revela um postal desse lugar, como um sonho. Mas chegar nesse porto e caminhar nele com os próprios pés é tarefa para aqueles mais bravos e insistentes marinheiros, que não se contentam com naufrágios, perdas, tempestades, piratas. E esses bravos navegantes sabem: o vento é amor, e a com bússola em mãos, e as velas acertadas, a terra estará próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dores, partidas, guerras, motins. Há o mar, a bússola, o vento e a coragem. O resto é miséria. Assuma seu posto, capitão, sabendo que seu navio é o precioso veículo que o levará as Ìndias, ou a Índia, de uma forma ou de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprume o barco e entregue-se ao correto navegar. Adeus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-2501220200581397826?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/2501220200581397826/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=2501220200581397826&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2501220200581397826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/2501220200581397826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/02/o-mar-bssola-o-vento-e-coragem.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-5602023533750513336</id><published>2007-02-07T16:47:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.787-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;O antídoto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por esses dias estava lendo uma revista de negócios, dessas que tratam jogos fúteis com palavras esqueléticas, e observei vários anúncios em inglês. Muitos. Rapidamente fui preenchido com uma série de dúvidas, as quais devo dizer, me assolaram até o momento em que esse texto se formou em meu estômago. Sim, esta é uma questão acima de tudo, estomacal, ou melhor, ácida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Alguns Brasileiros sofrem duma doença há 507 anos. Uma doença que nasceu quando nossos índios foram dizimados pela febre mercantilista portuguesa e seus jesuítas demoníacos, naquele que seria o âmbito da primeira globalização mundial, no século XVI. Países pelejando por mercados, costumes sendo dilacerados pela fome dos açucar, escravidão, delírios expansionistas costurados com o milagre das travessias oceânicas. O Brasil era uma nação “de passagem”. Praça então nascida para esforços direcionados do enriquecimento, um inferno suportável, refrescado pela lembrança da Europa, destino dos futuros nobres alicerçados pelo lastro obtido nos trópicos, ao troco de sangue negro, sangue índio. Sangue. Tudo pelo lucro. Nesses meandros, vai nascendo essa nação. E se arrastando também esse vírus da impermanência anti-nacionalista, na pele de índios que almejam a nobreza, de negros que semeiam outra áfrica como sopro vital, de europeus que despejam megalomanias e fetiches, disfarçados sobre a alcunha da construção duma independência farsante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enfermidade rasgou o tempo para se instalar carrancuda nos hábitos desse semi-país. Dessa gente que até hoje não se conforma com o português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Língua feia. Quem dera os Holandeses tivessem ficado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, hoje o Brasil não teria vogais em seu nome, todos teríamos olhos azuis, pele branca, hábitos limpos, moeda estável. Realmente, uma pena. Temos que nos contentar. Nossas mazelas são todas heranças históricas da colonização, é verdade. Duma colonização em curso, diga-se. Levada nas costas por um tipo de cidadão nômade, que não é de lugar nenhum. Gente que foi trazida nos porões das caravelas midiáticas para aportar numa terra estranha, de costumes imperfeitos e incômodo clima. Encontram logo na chegada os índios, habitantes locais, selvagens que não tem língua, só gemidos. Inferiores. E me pergunto: quando acordaremos deste pesadelo? Quando assumiremos a cor da nossa pele e a miscigenação criativa latina? É tarde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas que não se conformam com o português deviam sumir daqui. Vão, e levem juntos todos os seus condomínios com nomes estrangeiros, secreção fétida duma ignorância que deixa a peste bubônica envergonhada. Vão embora daqui. Deixem esse país para aqueles que tem sonhos verdadeiros, para os guerreiros e os bárbaros, novos ou não. Sumam. Levem seus filhos para a Sorbonne, saboreiem a neve, esqueçam rapidamente o português, se misturem na multidão em silêncio para não serem percebidos. Vão embora de uma vez por todas. Por favor. E não voltem. Não precisam voltar. Tudo no reino é tão bonito, para que se apegar a colônia? Para que essa doença de quase 507 anos sucumba como um devaneio, e caia em cinzas nas mãos do índio dorminhoco, agora acordado e bravo. Vamos todos acordar para nossa língua, para nossa cor, e acima de tudo, para nossa inteligência cultural, aquela que admira o facão, o colar e o espelho e no fim em gemidos, responde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Obrigado, mas estamos bem sem esses brilhos. Nossa pele brilha mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse o momento dum novo despertar. Não tenhamos pena dessa raça interesseira que se lamenta continuamente por estar longe de casa. Eles vão embora, cansados. E aí deles que não. Nós os expulsaremos com a força natural do ser brasileiro. E com as mãos, se necessário. Pois tudo vale pela verdadeira independência. Viva o Brasil, viva o português, viva o negro, viva o mar. Ave nosso Senhor do Bonfim, a vitória tarda, mas não falha.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-5602023533750513336?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/5602023533750513336/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=5602023533750513336&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5602023533750513336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/5602023533750513336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/02/o-antdoto-por-esses-dias-estava-lendo.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-3896478310680755886</id><published>2007-01-29T15:00:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.788-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Passagem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estive aqui mais cedo, parece que sua ausência deixou uma marca silenciosa. Não tive opção e segui. A palavra nos trai, fique alerta. Nosso calar é tudo por agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Abraços.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-3896478310680755886?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/3896478310680755886/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=3896478310680755886&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3896478310680755886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/3896478310680755886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/01/passagem-estive-aqui-mais-cedo-parece.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-116943434242545470</id><published>2007-01-21T18:43:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.788-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Aquário de aranhas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo criava uma aranha num aquário. Certa feita fui visitá-lo e percebi que o aquário estava vazio. Entrei em pânico porque tenho pavor a aracnídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                - Hoje é dia faxina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexplicavelmente, me ocorreu essa ocasião dantesca enquanto estava assistindo um flash de reality show, desses que alguns seres convivem por algum tempo confinados. Fiquei anestesiado por um tempo, a escutar o andar das idéias no piso superior, tentando descobrir para onde iriam, porque vieram. Eu sempre perguntava a meu amigo o porque daquela escolha peculiar, de se criar uma aranha ao invés dum peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                - Os peixes são apáticos. E a aranha não, se alimenta de baratas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;                  Todo mês arranjo um bocado de baratas pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me intrigava, mas não a ponto de me incitar numa busca filosófica mais contundente acerca do tema. Agora, percebo o ardil. Vejo essas criaturas na caixa quadrada, e sem delongas, atiro: homens que criam aranhas em aquários. É uma pena que não possamos alimentá-las. Eu gostaria de atirar-lhes um doce de leite, um biscoito recheado. Mas o vidro me impede. Os bichinhos ficam ali, quase soltos, se ocupando duma esfomeada imbecilidade mútua. Impróprio: imbecil é do homem, bicho é bicho. Não os culpo. Diria o biólogo, esse é um espetáculo da natureza. Não discordo. Mas é uma maldade. Incrível como sobrevivem juntas porque falta-lhes tanta sensibilidade, é tanta pata. Pata pra lá, pata pra cá. E haja pêlo. Parecem que escolhem as aranhas mais robustas. Compreensível. Assim aumentam suas chances de longevidade. Pensei em ter ouvido o locutor dizer algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 -  Estas pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como é cruel, comparar as bichinhas pernudas como o homem. Jamais nos submeteríamos a esse espetáculo deprimente, do contemplar a demência em tal nível. Seria o prenúncio duma rachadura na raça humana, dessas que incentivaram a natureza a eliminar da terra os dinossauros, obviamente, porque eram grandes demais pra caber num aquário. Entre nós haveria aqueles, gênios minuciosamente escolhidos,  que precisariam diminuir drasticamente sua estatura, para que pudessem caber no referido habitáculo, que teriam que abrir mão da maior parte de sua inteligência, evitando assim a extinção de todos nós. Seriam heróis, ainda que miniaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como é impossível esse milagre da diminuição extrema, da miniaturização do intelecto, continuemos grandes e dignos, pois o fim é inexorável. Deixemos os aquários para as aranhas. Imagine? Hilário: Homens em aquários. Que besteira. Somos mais. Deve ser o sono. Vou dormir, boa noite.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-116943434242545470?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/116943434242545470/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=116943434242545470&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116943434242545470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116943434242545470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/01/aqurio-de-aranhas-um-amigo-criava-uma.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-116914661330723692</id><published>2007-01-18T10:35:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.789-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O descontrole aéreo do ser&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Preciso dos espaços vazios. Sou esse depósito de caixas estranhas e empoeiradas. Fico guardando quase todas as imagens, elas evaporam com tanta facilidade que me apresso para virar vapor de palavra, reflexo do fogo. Aí descubro meu peso, esse peso de balança, das gramas que por caminhos excusos se transformam em fração de litros, chuva escorregadia de meio fio liso, senhor das quedas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sou refém da primeira pessoa, aquelas que entre todas as outras, assume e se torna dona do foco e das luzes. O famoso eu verbal, inocente porque se vê só, sendo espelho dos imperativos e pretéritos imperfeitos, arcáico subjuntivo relevante singular. Eu sou eles. Multidão. Mas não confunda as coisas do tempo, nem as coisas do lexo: afirmo que sei pouco, circulo com desenvoltura pelas distâncias apenas, e como sempre, nada quero. Talvez, somente dizer-lhe-ei sobre detalhes imprecisos do viver e do errar. Mas que você siga, e acene ao longe. Eu fingirei que vi, e negando, acenarei de volta. O curso da existência é surreal, mas flui para o mar de marés, e sobe os rios em regiões secas, para matar de inveja a terra, sendo a água sua salgada como suor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estou aqui para relatar esse incidente trivial que notei há pouco. Não tenho as chaves, perdão. Preciso dos espaços, e além dessas pilastras, há o meu sonho em que planejo vôos sobre o não-ser, que não sendo, é. Te convidaria, mas vou de primeira classe: sabe como é, ganhei a liberdade num sorteio de shopping center, meu acompanhante é o olhar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Adeus.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-116914661330723692?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/116914661330723692/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=116914661330723692&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116914661330723692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116914661330723692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/01/o-descontrole-areo-do-ser-preciso-dos.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-116890365209475634</id><published>2007-01-15T15:20:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.789-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estação Santana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cuspi arame no momento do vôo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;da casca aguda de homem medo tirei mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;destilei tempo errado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;bebi o dreno empoeirado dos trens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e enfim, deu-se a hora:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;a hora do não-saber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;viral agarrada em cada fiapo de segundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que esse dia pontudo guarda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje fui morto e fui vários&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;quase todo incômodo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;tudo menos a foto minha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que tirastes quando era Abril.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-116890365209475634?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/116890365209475634/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=116890365209475634&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116890365209475634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116890365209475634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/01/estao-santana-cuspi-arame-no-momento.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-116862088855560740</id><published>2007-01-12T08:47:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.790-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Corpse&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu corpo pede solidão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;dor que se esvai sem portas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;pelas paredes da pele refém de mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu corpo é para os médicos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e meu sangue para os dentes das agulhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que nada revelam daquilo que preciso saber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu corpo tem remédio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;mas aquilo que o aflige não &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu corpo é cego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e aquilo que o guia não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu corpo oco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-116862088855560740?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/116862088855560740/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=116862088855560740&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116862088855560740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116862088855560740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/01/corpse-meu-corpo-pede-solido-dor-que.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-116840018327783646</id><published>2007-01-09T19:34:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.790-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Carta para uma amiga&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tecer a teia da verdade. Estive mentindo por esses dias e não posso dizer que confesso porque as confissões cheiram a crime, e a mentira é um luxo pecaminoso apenas. Fica no ar esse jogo de esconde que não esconde nada, revela a névoa da palavra cortina, da palavra queimadura, da palavra destino, do palavreado oculto como nevasca de papel picado. E no fim alguém sempre acaba se ferindo seriamente nas rachaduras do poente, do tempo implacável pastor dos eufemismos. Pintei aquelas telas com rostos esticados, olhos imprecisos, personagem peculiar no assombro, respeitável por ser arte. Pulei para uma dessas telas há pouco. Mas me diga o venerável juiz, há ser humano limpo o suficiente para escorregar na lama sem se sujar? Quem não evitou um telefonema que atire a segunda pincelada no átrio dos esquecidos, esses elegantes mentirosos em espartilho. Vamos dar uma volta neste museu vivo e analisar com firmeza o propósito da mentira, o que ela quer ou o que faz de nós. Não quero dizer que o mentiroso é um artista, mas quero dizer exatamente isso, vamos ficar assim. É razoável pedir perdão? talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Mas eu tenho razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Perdão por isso então, caro amigo. Não o vi chegar, estávamos conversando sobre aquele indivíduo falso, você não concorda? Nada de mais, eis o labirinto do sentido das coisas e da lógica, fiquemos quietos. O silêncio sim, o magistrado fundamental das causas congestionadas pela razão, essa idiota toda holograma, parida sempre pelo fórceps do óbvio. Eu gostaria de me comunicar através do silêncio para dizer-lhe a verdade concreta dos hemisférios, detalhar cada litoral com o olho, satélite de atmosfera confessional que paira solto como se a gravidade fosse magnética e o sentido do sol, desfocado. E também aproveito a ocasião para reiterar minhas mentiras e regá-las com o ar da bondade cínica. Gostaria de dizer que sou bom, ser humano irrepreensível, um lorde. E digo-lhe: sou. Mas me nego com muita facilidade. O que restou? História. O que constrói o ser é a história de suas mentiras, se elas geram beleza, se elas somam-se, se elas negam ou se. Porque é importante lembrar: há algo na mentira que sempre revela uma verdade. Senão não valeria a pena mentir, nem sonhar. Mentimos em busca da verdade, esse é nosso segredo. Guarde-o no armário sem porta, esse é nosso estratagema secreto para que a brincadeira cesse há tempo para o chá, com sorrisos e elocubrações leves. Combinaremos de ser eu, eu mesmo; e você, você mesma. Ficaremos assim, cobertos pela teia da verdade. A propósito, perdão. Não me pergunte quem sou eu, mas com certeza posso dizer, eu não sou quem você pensa que eu sou. Sou outro. Sou outro. Que nem eu sei, e se soubesse, estaria mentindo para o ser poético, aquele para o qual é impossível mentir. Abraços minha amiga.  Sigo negando,  esse é o charme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-116840018327783646?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/116840018327783646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=116840018327783646&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116840018327783646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116840018327783646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/01/carta-para-uma-amiga-vou-tecer-teia-da.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-116826788221698471</id><published>2007-01-08T05:50:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.791-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Playboy&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pegue esse seu corpo e esconda. Não torne comum o ouro, não faça da curva uma reta perdida. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pegue esse seu corpo e coloque algo por dentro, para que o desejo seja pelo menos mais que um susto, reflexo impulso repulsivo da natureza besta. Tenha a compostura de permitir a seda, de permitir um sopro poético, de criar a atmosfera perfeita para os planetas divagarem sobre a inteligência longínqua, sobre a pura possibilidade da surpresa e suas delicias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pegue esse seu corpo e suma, junto com esse seu olhar tosco de deusa anestesiada, desarticulada. Você envergonha Prometeu com sua falta de persistência e destrói o segredo da força e da pele, pior: do cheiro da pele. Porque sua pele é sutil como o asfalto, jogada dessa forma tão desprotegida e cruel, para os ratos e os veículos quase-mortos do nosso tempo breve. Não é questão de ter vergonha na cara, de ter pudor. É não se tornar elemento feito para os espaços vazios. Objeto de composição da normalidade absurda apenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por favor, pegue esse seu corpo e pense a eternidade, desconstrua a ilusão do desejo com o sorriso, seja consciente do seu estado de anjo, não porque seduz nem porque é personificação da bondade, mas porque pensa num mundo de seres, e sim, os seres se apaixonam, mas o sexo entre eles é uma dança, uma missa quente, suor bendito entre o silêncio das palavras e o pedido em gemido. Esqueça esse corpo, pare de inflar o que já nasceu flutuando, pare de sufocar o detalhe, a mulher. Quem é você? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pegue esse corpo e esconda. Esconda, esconda. Respeite os animais, não dê pipocas aos macacos. Apenas passeie, tudo isso é uma exibição, deixe as lacunas vazias porque a natureza é um jogo de paciência e leveza. Não vou citar a interioridade, não é nem isso. Não chega até isso. É antes. Se valoriza pela falta, não pelo excesso. Permita que os bichos tenham uma chance, um descanso do estado alerta de caça, de alerta. Deixe que circulem calmos pelos campos, embaixo das árvores, nos rios. Não exija controle, bicho é bicho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pegue esse seu corpo e suma, converta sua exuberância e opulência em sapiência. Não é uma questão de valores, nem de falta. É uma burrice apenas. Seu corpo é seu trabalho, sem ele você não vive de qualquer jeito. Ele é seu barco. Mas é um barco de um passageiro só. Pegue esse seu corpo e não carregue tantos passageiros incógnitos. Você não é mulher, nem feminina. Feminino é o detalhe do canto da boca, do ajustar dos olhares e do andar desconcentrado. Isso que você mostra é carne morta, sem potência. Tem cor de epiderme, mas é só. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pegue esse seu corpo e não deixe que manipulem suas imperfeições porque o que você tem de imperfeito é o que te define melhor. A perfeição é oca, um chiste. Por favor, pegue esse seu corpo e eleve a uma condição de corpo, não deixe que ele morra, porque agora você é só isso, uma morte. Esqueça esse formol, coloque um leve batom e seja mulher. É simples, misterioso, leve e ardilosamente oculto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-116826788221698471?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/116826788221698471/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=116826788221698471&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116826788221698471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116826788221698471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/01/playboy-pegue-esse-seu-corpo-e-esconda.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-116801783696328656</id><published>2007-01-05T08:32:00.000-08:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.791-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Vácuo espelhado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Gostaria de entender o sentido da ausência sob a ótica daquele que falta, e não do que espera. Será que existe a ausência quântica, aquela que independe de observador para existir? essa sim, é a ausência que vive na arte e que se perpetua pelo estranhamento, folgosa no estar e pronto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Hoje acordei afogado nesse hiato, e perplexo admiti: estou só, nessa ausência que vale.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-116801783696328656?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/116801783696328656/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=116801783696328656&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116801783696328656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/116801783696328656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2007/01/vcuo-espelhado-gostaria-de-entender-o.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-115504681651952399</id><published>2006-08-08T07:11:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.791-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Esquinas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Escutei os caminhos na espreita do sussuro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;no ocaso do silêncio, a senha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;entre os lábios e o outro, séculos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Procurei o sexo da palavra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;e achei asfalto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;no discurso das ruas, ruído de ninar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;na casa abandonada, minhas paredes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;meu sono&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Escutei o disfarce&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;e vi o flagrante demérito dos deuses:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;cada cor é uma só e sua.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-115504681651952399?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/115504681651952399/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=115504681651952399&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115504681651952399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115504681651952399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2006/08/esquinas-escutei-os-caminhos-na.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-115393649360467148</id><published>2006-07-26T10:49:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.792-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A verdade e o fundo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se no fundo tudo é verdade, o que é então a mentira que afunda?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-115393649360467148?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/115393649360467148/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=115393649360467148&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115393649360467148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115393649360467148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2006/07/verdade-e-o-fundo-se-no-fundo-tudo.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-115369166310750660</id><published>2006-07-23T14:35:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.792-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O intuitivo: disfarce que esconde ou revela?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;A música é uma das portas da alma através da qual flui a consciência e os sonhos. Ultimamente, a fácil notar como o capitalismo transfigurou os caminhos musicais, transformando-os em estradas asfaltadas para o lugar comum, onde carros seguem em marcha controlada e lenta. O que era para ser a estrada de terra para o paraíso virou &lt;em&gt;freeway&lt;/em&gt;. E a arte assume mais um disfarce.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;O que revela esse disfarce? ou que ele esconde? o disfarce revela que há o desconhecido e a surpresa por trás da máscara. Que existe o segredo. E esconde uma verdade que precisa ser revelada, mesmo que a força, porque a liberdade é o destino dos homens. Vivemos agora esse baile de capas pretas e garçons maldosos. Eles no roubam:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;- Quando ficaram cansados? quando ficarei cansado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;È preciso parar de representar, diria o anfitrião. Mas é preciso transpor a máscara de plástico e assumir a própria pele como senhora das expressões doídas. È imperativo que o homem abra as cortinas das suas almas e façam da música um meio para decifrar o enigma do reencontro com o vital e o visceral, o sangue imaginário que circula nas ruas e nos conecta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;E a chave é o intuitivo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-115369166310750660?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/115369166310750660/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=115369166310750660&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115369166310750660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115369166310750660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2006/07/o-intuitivo-disfarce-que-esconde-ou.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-115352048668922106</id><published>2006-07-21T15:19:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.793-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Espelho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Me despedi das crianças dizendo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;- Não chorem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Segui, chorando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-115352048668922106?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/115352048668922106/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=115352048668922106&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115352048668922106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115352048668922106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2006/07/o-espelho-me-despedi-das-crianas.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31409007.post-115349370380320463</id><published>2006-07-21T07:31:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:16:31.793-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tempos cegos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Qual é o material que reveste o erro? Não saber os caminhos é viver. Ontem tinha escrito um texto, e quase quando estava terminando, esqueci do tempo(aqui a internet é paga por tempo) e minha conexão caiu. Perdi tudo. Agora, volto de olho no tempo, como se isso fosse possível. Como se fosse necessário. Uma amiga me escreveu há pouco dizendo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;- Quando a vida se move a gente pára. Quando ela pára, nós é que nos movemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Não obstante toda movimentação inerente de uma típica feira-livre paulistana que acontece na rua aqui ao lado, com seus gritos e personagens, procuro entender. No fundo(ou na superfície), estar sozinho é o mote da existência, e é dele que escorre a seiva e a explosão combustiva do andar e do saber. Ultimamente, tenho vislumbrado o redemoinho de erros e acertos como o xadrês. Eu nunca gostei de xadrês por seu um jogo lento, avesso à velocidade e a efemeridade natural da existência. Agora, me situo nesse espaço entre o jogo de xadrês e a jogo da velha. Em algum lugar entre a estática plácida da análise exacerbada para evitar o erro fatal, e o impulso óbvio de riscar com a caneta no quadrado razoável das poucas opções. No fim, tudo conduz ao erro ou ao acerto. Por mais que o ego insista em nos chamar de gênios Kasparovianos, somos a velha do jogo da bolinha e do x. Vou me equilibrando, não que isso seja preciso. Mas, mantenho esse ardil para deixar o jogo aberto, enquanto fico de olho no relógio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Naturalmente, esse texto é diferente do que tentei escrever ontem, do qual o tempo me privou o desbunde final. De qualquer sorte, fica no ar a ciência do absurdo e a farsa. Do que é revestido o erro? Talvez de palavras, ou quase isso. Me apresso novamente de olho no relógio e lanço na atmosfera uma hipótese pueril: talves o revestimento do erro seja o próprio tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Saberemos com o tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31409007-115349370380320463?l=casulocego.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casulocego.blogspot.com/feeds/115349370380320463/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31409007&amp;postID=115349370380320463&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115349370380320463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31409007/posts/default/115349370380320463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casulocego.blogspot.com/2006/07/tempos-cegos-qual-o-material-que.html' title=''/><author><name>kezo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03347348007538907109</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
